domingo, 28 de fevereiro de 2021

Ancestrais do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques

Francisco Xavier de Miranda Henriques nasceu aos 06 de dezembro de 1701, batizado aos 23 de dezembro de 1701, na freguesia de São Miguel de Alfama, conselho de Lisboa, distrito de Lisboa, Portugal, foi governador das capitanias do Rio Grande (do Norte), Paraíba e Ceará. Conforme o seu termo de batismo registrado no livro de batizados (1684-1710) da freguesia de São Miguel de Alfama, Conselho de Lisboa, Distrito de Lisboa, Portugal, p. 177:

 

Em os vinte e trez de Demrº de mil setecentos  e hum anos de minha licença o Dºr M.el Pires Frrª baptizou e pos os Stºs Oleos a FRANCISCO, nascido em os seis do dito mez, fº de Joseph de Miranda Henriques, nªl desta Cde, baptizado na Fregª de Sto Estevao, e de sua m.er Maria Catherina, nªl da Ci.de de Goa, Estado da India, baptisada na Fregª da Sé moradores nesta na Rua da Figueyra; foy Padrinho o Deao da Sé de Lbª D. Joseph Antº de Vasconcellos; de que fiz este assento que asigney dia mes e anno era ut supra. O Prior Manoel Dias.

 

TERMO DE BATISMO, LIVRO DE BATIZADOS (1684-1710) DE SÃO MIGUEL DE ALFAMA, LISBOA, P.177

Não temos conhecimento da data do falecimento de Francisco Xavier de Miranda Henriques. Aparentemente não faleceu no Brasil, e ao que tudo indica, faleceu solteiro, porém, deixou descendência proveniente de relacionamentos que teve com algumas mulheres.

 

Foi Moço fidalgo da Casa Real Portuguesa. Pertencia a tropa de linha desde 1720, quando começou a servir na Fortaleza de Mazagão, na costa marroquina, segundo Cascudo, realizando façanhas heroicas e obtendo os galões de capitão de infantaria, permanecendo até 1736 na África.

 

Como Capitão-mor do Rio Grande esteve 11 anos, 5 meses e 11 dias. Nomeado a 10 de julho de 1739, posse a 18 de dezembro de 1739 e saída a 30 de maio de 1751. Segue a transcrição da sua Carta Patente:

 

Registro de uma patente de Sua Magestade, que Deus guarde, passada ao Capitão-mor desta Capitania Francisco Xavier de Miranda Henriques.

Dom João, por Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d’aquém e de além mar em África, Senhor da Guiné e da conquista, navegação e comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e da Índia. Faço saber aos que esta minha carta patente virem que tendo respeito a Francisco Xavier de Miranda Henriques, moço fidalgo de minha casa, me haver servido neste reino, na praça de Masagão, por espaço de 18 anos, 11 meses e 25 dias continuados de 21 de junho de 1719 até 04 de julho de 1738, em praça de soldado de cavalo no regimento de que foi Coronel Brigadeiro o Marquês de Marialva,  sem nota alguma; e passando do ano de 1733 voluntário a continuar o serviço na Praça Masagão, sentar nela praça de soldado infante, e passar a cavalheiro, acobertado com armas e cavalo a sua custa e outra vez soldado infante com exercício de capitão de infantaria por patente do Governador que foi da dita praça, João Jaques de Magalhães; e no decurso do referido tempo se achar em várias ocasiões de combates que se tiveram com os Mouros, acompanhando ao Abail com valor e assistindo e cumprindo as suas obrigações com pontualidade e obediência. Em 1734 se achar em uma escaramuça que houve com os Mouros, sendo dos primeiros cavalheiros que os acometeram; indo socorrer um cavalheiro que caiu, se achar em evidente perigo de vida pelo cercar grande número de infiéis. Em 1735 se achar em vários choques, que com os mouros teve, obrando sempre com grande esforço. Em 1736 achando-se um barco ancorado para dentro do Cabo de Alzamor, mandar o Governador que então era daquela praça, Bernardo Pereira de Berredo, dois barcos armados em guerra e em um deles o Suplicante para que fosse buscar e com efeito, saindo de noite, executar esta diligência com tal bom sucesso que pela manhã o trouxe rendido para a praça com 28 homens e uma boa carga de fazendas, obrando em tudo com grande valor e distinção. E por esperar do dito Francisco Xavier de Miranda Henriques que da mesma maneira se haverá daqui em diante conforme a confiança que faço de sua pessoa, hei por bem fazer-lhe mercê de o nomear como por esta nomeio no posto de Capitão-mor da Capitania do Rio Grande para que a sirva por tempo de três anos e o mais enquanto lhe não mandar sucessor, com o qual posto haverá o soldo de 400$000, pagos na forma de minhas ordens, e gozará de todas as honras, privilégios, liberdades, isenções e franquezas que em razão dele lhe pertencem. Pelo que mando ao meu Governador e Capitão General da Capitania de Pernambuco dê posse ao dito Francisco Xavier de Miranda Henriques da referida Capitania-mor do Rio Grande e o deixe servir e exercitar pelo dito tempo de 3 anos e o mais enquanto lhe não mandar sucessor e haver e haver o dito soldo, prós e percalços como dito é e ele jurará na forma acostumada de cumprir as obrigações do dito posto, de que se fará assento nas costas desta minha carta patente que por firmeza de tudo lhe mandei passar esta por mim assinada, e selada com o selo grande de minhas armas. E antes que o dito Francisco Xavier de Miranda Henriques entre na dita capitania-mor do Rio Grande me fará por ela preito e homenagem nas mãos do dito meu Governador e Capitão General Governador da dita Capitania de Pernambuco, segundo o uso e costumes destes Reinos, de que apresentará certidão do secretário daquela capitania. E pagou de novo direito 50$000 que se carregaram ao tesoureiro Manoel Antônio Botelho de Ferreira, a fl. 1 do livro 3 de sua receita, e deu fiança a outra tanta quantia no livro 1º, a fl. 16v e no mesmo livro a fl. 16 deu outra fiança a pagar do mais rendimento que tiver além dos 400 mil réis de soldo e assim mais deu outra fiança no dito livro a fl. 16v a pagar do mais tempo quem servir além dos três anos, como constou do seu conhecimento em forma, registrado no livro 2 do registro geral a fl. 251. Dada na cidade de Lisboa Ocidental aos 10 dias do mês de julho do ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1739. El Rei. E tinha um selo grande. Patente Por que vossa Majestade fez mercê a Francisco Xavier de Miranda Henriques de o nomear no posto de Capitão-mor da capitania do Rio Grande para que o sirva por tempo de 3 anos e o mais enquanto lhe não mandar sucessor como nela se declara. Para vossa Majestade ver. Por resolução de Sua Majestade de 6 de Abril de 1739 tomada em consulta do Conselho Ultramarino de 13 de Fevereiro do dito ano. Pagou as despesas da Secretaria José de Carvalho e Abreu. Alexandre Metelo de Souza Menezes. O secretário Manoel Caetano Lopes da Lavra a fazer escrever. Registrada a fl. 130 do livro 24 dos ofícios da Secretaria do Conselho Ultramarino em Lisboa Ocidental 27 de julho de 1739. Manoel Caetano Lopes da Lavra. Registrada na Chancelaria mor da Corte e Reino, no livro de ofícios e mercês, a fl. 221. Lisboa Ocidental 10 de agosto de 1739. Joaquim Guilherme. Manoel Pedro de Macedo Ribeiro a fez. Fica assentada esta carta patente nos livros das mercês. Pagou R$ 400 réis. Paulo Nogueira da Costa. José Vaz de Carvalho pagou R$ 5.600 réis e deu aos oficiais 2124 réis. Lisboa Ocidental 8 de agosto de 1739. Dom Miguel Maldonado. Cumpra-se como Sua Majestade manda e registre-se na Secretaria deste governo, e nas mais partes onde tocar. Recife 2 de novembro de 1739. Henrique Luiz Pereira Freire. Registrada no livro 3º de patentes Reais que serve na secretaria deste governo de Pernambuco, a fl. 9v. Recife 4 de novembro de 1739. Jorge Antunes. Cumpra-se e registre-se nas partes a que tocar. Cidade do Natal 10 de dezembro de 1739. João de Teive Barreto e Menezes. Aos dezoito dias do mês de dezembro de 1739, nesta cidade do Natal capitania do Rio Grande na matriz dela, invocação de Nossa Senhora da Apresentação, da onde estava o capitão-mor atual desta capitania, João de Teive Barreto e Menezes e os oficiais do Senado da Câmara abaixo-assinados, aí deram posse do posto e cargo de Capitão-mor desta capitania, em virtude da patente retro, a Francisco Xavier de Miranda Henriques, assim e na mesma forma que Sua Majestade, que Deus guarde, manda e é uso e costume; e de como deram a sobredita posse ao dito Capitão-mor e ele a recebeu, se assinaram. E eu Manoel Álvares Bastos, Escrivão da Câmara, que o escrevi. Francisco Xavier de Miranda Henriques. João de Teive Barreto de Menezes. Bonifácio da Rocha Vieira. Francisco Fernandes de Carvalho Bernardo de Faria e Freitas José Pinheiro Teixeira. E não se continha mais em dita patente e termo de posse que eu Manoel Álvares Bastos, Escrivão do Senado da Câmara, aqui registrei aos 18 dias do mês de dezembro de 1739 anos.

 

O historiador Augusto Tavares de Lyra destaca em seu livro História do Rio Grande do Norte, as seguintes informações gerais sobre a Capitania do Rio Grande, ao tempo de Miranda Henriques:

 

(...) Relação das aldeias: Aldeia de Guajiru. Invocação de São Miguel. É de índios caboclos da língua geral e tapuios, de nação paiacus. O seu missionário é padre da Companhia de Jesus.

 

Aldeia do Apodi. Invocação de São João Batista. É de tapuios, da nação paiacus, e o missionário religioso de Santa Tereza.

 

Aldeia do Mipbu. Invocação de Santana. É de caboclos da língua geral e o seu missionário é capuchinho.

 

Aldeia das Guaraíras. Invocação de São João Batista. É de caboclos da língua geral e o missionário religioso da Companhia de Jesus.

 

Aldeia de Gramació. Invocação de Nossa Senhora do Carmo. É de índios caboclos da língua geral e o missionário religioso do Carmo da reforma.

 

As aldeias tinham, em regra, 100 homens de armas, cada uma.

 

Segundo documentos do Arquivo Histórico Ultramarino, Francisco Xavier de Miranda Henriques, quando capitão-mor do Rio Grande concedeu datas de sesmarias as seguintes pessoas: Alexandre Gomes da Câmara e Jorge Félix de Souza, no sítio “Corrigo do Cabello”; ao Pe. Ventura Dias, no local das Serras Negras, no sertão do Açu; a d. Ana da Fonseca Gondim, viúva do coronel Manoel Araújo de Carvalho, na ribeira do Apodi. Proveu cargos de: capitão da Infantaria da Ordenança da ribeira do Mipibu, a Luiz de Queiroz; de Capitão de Cavalos da ribeira do Jundiaí, a João Rabelo da Costa; do posto de Sargento-mor do Regimento das ribeiras de Goianinha, a Manoel Antônio da Costa; de Tenente Coronel da Cavalaria da ribeira do Açu, a Félix Barbosa Tinoco; e de Capitão de Infantaria da Ordenança de Pé do regimento da Cidade do Natal, a João Batista Pereira.

 

Terminado seu governo no RN, viajou para Portugal e de lá retornou ao Nordeste brasileiro após ser nomeado a 19 de dezembro de 1754, Capitão-mor do Ceará, assumindo a 22 de abril de 1755. Foi nomeado então a 17 de dezembro de 1757, Capitão mor da Paraíba. Deixando o Ceará a 11 de janeiro de 1759 e empossando-se em janeiro de 1760, indo a sua gestão até 20 de abril de 1764.

 

O barão de Studart em “Notas para a História do Ceará”, elogiando a sua personalidade, destaca a sua honestidade e afirma que Miranda Henriques "não tinha posses, era paupérrimo".

 

A última notícia que temos dele remonta ao ano de 1765, quando em documento arquivado na freguesia de Santa Marinha da cidade de Lisboa, há informação de que ele atualmente (1765) era solteiro, mas que estava reconhecendo uma filha natural de nome Maria Luíza de Miranda Henriques, que foi batizada aos 27 de julho de 1730, na dita freguesia na condição de filha de pais incógnitos, mas a mãe dela era solteira e se chamava Tereza Margarida da Silva.

 

Já no ano de 1766, não se tem mais notícias do capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques, o que se supõe que o mesmo tenha falecido nesse ano ou um pouco depois com a idade de 64 anos ou 65 anos, possivelmente, em local não conhecido.

 

Transcreveremos na íntegra o documento no qual o capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques reconhece como filha Maria Luíza de Miranda Henriques, que tinha 35 anos por ocasião desse reconhecimento e sobre a qual não existem notícias.

RECONHECENDO UMA FILHA NATURAL NA FREGUESIA DE SANTA MARINHA, LISBOA, EM 1730


Como pede Lbª 15 de julho de 1765.

 

Ex.mº  R.mº G.

 

Dis Francisco X.er de Miranda H.es q  D. Maria Luiza de Miranda H.es he fª natural do sup.te q a houve de D. Thereza Margarida da Sylva molher nobre e donzella, e a tempo em q o sup.te era, e he athualmte solteyro, e foy Baptizada na Fregª de Stª Marinha em 27 de julho de 1730 como fª de Pais incógnitos, e porq na verdade he fª do sup.te e como tal a reconheceu sempre, e a educou em sua própia caza, e a mandou baptizar legando ao Padrinho q foy Thomaz Pedro, e D. Lourenço de Soutto Mayor que tocou por N. Srª da Conceição por sua Madrinha, que o sup.te por descargo de sua conciencia, e pª q no futuro não haja duvida de ser sua fª q a margem do assento de seu Batismo se declara ser fª natural do Supte e da sobredª May q já he falecida, expressando-se q a mesma declaração se faz a Requerimtº do Sup.te em suplica por ele assinada, e com efeito assigna esta, em fe de ser verd.e todo o Reqºt mas porq senão pode por a dª verba de declaração sem despacho de V. Exª.

 

P. A V. Exª lhe fasa a mtº ordenar q o Rdº Parrocho ganha a dtª verba da declaração com toda a individuação por isso, e expressando q esta suplica foy asignada pelo sup.te e seu sinal reconhecido.

 

Francº X.er de Miranda H.es.                   E. R. Me.

 

Reconheço o sinal asima ser de Francº X.er.

 

Existiu outra filha natural do capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques, por nome Luzia Maria, natural de Natal/RN, e que só foi possível saber da sua existência devido ao assento de batismo transcrito logo abaixo, onde informa que Luzia Maria casou com João de Barros Coelho, e da união nasceu em 4 de março de 1776 a filha Maria, e que segundo o assento de batismo, essa Maria era neta materna do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques e de Antônia Maria do Sacramento.

 

Termo de batismo de Maria: Antigo Livro de Batizados da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação de Natal/RN.

 

MARIA, filha legitima de Joam de Barros Coelho, natural do Recife, e de Luzia Maria, desta cidade, neta paterna de José Coelho de Barros e de Maria Álvares de Lima, naturais do Recife, e pela materna do capitão Francisco Xavier de Miranda Henriques e de Antônia Maria do Sacramento natural desta cidade nasceo a quatro de Março do anno de mil sete centos e Setenta e Seis, e foi baptizada com os Santos Oleos de licença minha nesta Matris pelo Padre Coadjutor Bonifacio da Rocha Vieira aos vinte de março do dito anno: forao Padrinhos o Ajudante Antonio de Barros Passos, e Antonia Maria do Sacramento, viúva; de que mandei lançar este asento, em que me asiney. Pantaleao da Costa de Arº. Vigrº do Rio Grande.

 

PAI DE UMA LUZIA MARIA, ESPOSA DE JOÃO DE BARROS COELHO

O capitão Francisco Xavier de Miranda Henriques teve união com uma outra mulher, de nome Maria Cândida, e dos filhos, sabe-se com certeza o nome de apenas um., que é Antônio José Correia de Sá, cujas informações segue:

 

Antônio José Correia de Sá, que reproduzia o sobrenome Correia de Sá da avó paterna Maria Catarina Correia de Sá e Benevides. Esse Antônio José Correia de Sá foi militar, era natural do estado do Rio Grande do Norte, e foi para o estado do Ceará, onde casou com Ana de Souza Marinho, natural da Freguesia de Russas/CE, filha de Antônio de Souza Marinho e de Antônia Correia. Segundo consta no site “Famílias Cearenses”, Antônio José Correia de Sá e Ana de Souza Marinho foram pais de um Francisco Xavier de Miranda Henriques (repete o nome completo do avô paterno, o capitão-mor), que por sua vez casou aos 31 de maio de 1772, na igreja de Russas com Ana dos Mártires do Espírito Santo, filha de Luiz José da Costa e de Joana Bezerra de Menezes.

 

Relativamente ao filho Francisco Júnior ocorre que ao tempo que o Capitão-mor residiu na Capitania da Paraíba, provavelmente manteve relações com uma mulher possivelmente paraibana, cujo nome não foi possível identificar, e da qual vem Francisco Xavier de Miranda Henriques Filho (Xavier da Bolandeira), como segue:

 

Francisco Xavier de Miranda Henriques Filho, que era conhecido por Xavier da Bolandeira porque morava em seu engenho Bolandeira, habitou na região do Brejo de Areia/PB, deixando grande descendência em território paraibano de seu casamento com Joana do Rego Bezerra, com ramificações no estado do Rio Grande do Norte.

 

2- Pais do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

José de Miranda Henriques, natural de Lisboa, Portugal, e Maria Catarina Correia de Sá e Benevides, natural de Goa, que pertence a Índia, mas que anteriormente esteve durante 400 anos sob domínio de Portugal, casados em primeiro de outubro de 1695, na igreja de Nossa Senhora dos Mártires da cidade de Lisboa.

 

É importante informar que partes do livro original de matrimônios da Freguesia de Nossa Senhora dos Mártires da cidade de Lisboa do período em que foi registrado o casamento dos pais do capitão Francisco Xavier de Miranda Henriques, foram destruídas pelo incêndio ocasionado pelo grande terremoto em que foi vítima a cidade de Lisboa no ano de 1755, no entanto o registro desse casamento foi possível ser salvo, não sendo as suas páginas atingidas pelo incêndio, e por isso foi possível a sua transcrição para o livro de casamentos do período de 1756 a 1781 da freguesia de Nossa Senhora dos Mártires de Lisboa, p. 86, cuja transcrição segue logo abaixo:

 

“Por despacho do Exmº Snr Arcebispo da Sacedimonia Vigario Geral neste Patriacardo, abri o assento segte: Em o primeiro dia do mes de outubro de mil seis centos noventa, e cinco, nesta Igreja de Nossa Senhora dos Martires desta Cidade de Lisboa, em prezença do Padre Francisco Machado Cura da dita Igreja Aonde mais presentes como testemunhas, o Padre M.el Alves Pereira, Antonio da Silva, em virtude de hum mandado do Doutor Sebastiam Monteyro da Cid.e Juiz dos Cazamentos; se cazaram por palavras de prezente em face da igreja: José de Miranda Henriques filho de Bernardo de Miranda Henriques, e de D. Antonia da Silveyra, baptizado em Santo Estevam de Alfama, com D. Maria Caterina Correia de Sá, filha de Joam Correia de Sá e Benevides, e de D. Sebastiana Sarmento; baptizada na Sé de Goa, de que fis este assento, que asigney. Abril. Vinte de mil sete centos e sessenta, e dois. O Cura M.el de Carvalho.”

 

LIVRO DE MATRIMÔNIOS (1756-1781) DA FREGUESIA DOS MÁRTIRES, P.86



 3- Avós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

Bernardo de Miranda Henriques, natural de Setubal, Portugal, que veio para o Brasil, e ocupou o Governo da Província de Pernambuco, falecido em novembro de 1670, e Antônia Francisca da Silveira, natural de Lisboa, Portugal.

 

4- Avós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 João Correia de Sá e Benevides, natural do Rio de Janeiro/RJ, nascido por volta de 1641, era moço fidalgo da Casa Real, e fidalgo cavaleiro por mercê de 08 de março de 1672, foi capitão do Alantejo, mestre de campo no Rio de Janeiro e general do Exército da Índia, e no ano de 1676 era Governador de Ormuz, que foi uma importante cidade marítima e um pequeno reino próximo a entrada do golfo Pérsico, e a 3ª esposa Sebastiana Sarmento.

 

5- Bisavós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

5.1- Antônio de Miranda Henriques e Mariana Borges de Melo, falecida aos 19 de janeiro de 1645, naturais de Portugal, pais de Bernardo de Miranda Henriques.

 

6- Bisavós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

6.1- Salvador Correia de Sá e Benevides, natural de Cádiz, Andalusia, Espanha, nascido por volta de 1602 e falecido no dia 1 de janeiro de 1688, com 86 anos de idade, em Lisboa, Portugal, Alcaide Mor do Rio de Janeiro/RJ, foi Governador do Rio de Janeiro de 1637 a 1643, e Juana Catarina Ramírez Barbosa de Velasco Ozório de Ugarte, natural de Tucuman, Argentina, casados por volta de 1632, em La Rioja, Argentina, pais de João Correia de Sá e Benevides.

 

7- Trisavós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

7.1- Aires de Miranda Henriques, que foi Comendador da Ordem de Cristo e Capitão Mor de Naos, na Índia, e Violante da Silva, naturais de Portugal, pais de Antônio de Miranda Henriques.

 

7.2- Manoel Borges de Macedo e Inês de Melo, naturais de Portugal, pais de Mariana Borges de Melo.

 

8- Trisavós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

8.1- Martim Correia de Sá, natural do Rio de Janeiro/RJ, nascido por volta de 1575 e falecido aos 10 de agosto de 1632, com 57 anos no Rio de Janeiro/RJ, que foi Governador do Rio de Janeiro de 1602 a 1608, e de 1623 a 1632, e Maria de Mendonza y Benevides, nascida por volta de 1580 e falecida aos 29 de novembro de 1615, no Rio de Janeiro/RJ, pais de Salvador Correia de Sá e Benevides.

 

8.2- Pedro Ramírez de Velasco Ugarte, natural de Santiago del Estero, Província Argentina, foi Tenente General, Governador do Chile, e também foi Mestre de Campo General das Índias, e Maria Ozório de Villagra Mexia e Salazar, natural de Tucuman, Argentina, pais de Juana Catarina Ramírez Barbosa de Velasco Ozório de Ugarte.

 

9- Tetravós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

9.1- Rodrigo de Miranda Henriques e Joana Pereira de Sampaio, naturais de Portugal, pais de Aires de Miranda Henriques.

 

9.2- Vasco Fernandes Homem, natural de Évora, Portugal, e Leonor de Andrade, natural de Lisboa, Portugal, pais de Violante da Silva.

 

Observação: O português Manoel Mascarenhas Homem, capitão-mor do Rio Grande, era filho do casal Vasco Fernandes Homem e de Leonor de Andrade.

 

9.3- Damião Borges e Inácia Florim, naturais de Portugal, pais de Manoel Borges de Macedo.

 

9.4- Braz Fragoso e Joana de Melo, naturais de Portugal, pais de Inês de Melo.

 

10- Tetravós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

10.1- Salvador Correia de Sá, o Velho, natural de Quinta da Pena Boa, Barcelos, Distrito de Braga, Portugal, nascido por volta de 1533 e falecido em 1631, em Portugal, que foi Governador do Rio de Janeiro do período de 1568 a 1572, e também do período de 1578 a 1598, e Inês de Souza, natural de Portugal, pais de Martim Correia de Sá.

 

10.2- Manoel de Benavides y Florez, natural de Albacete, Castila de La- Mancha, foi IV Senhor de Rosas, Fidalgo Castelhano, Alcáide Mor e Castelão da Fortaleza de Santa Catarina da Ilha de Cádiz, e Cecily Bourman, natural da Inglaterra, Condessa de Leigh, pais de Maria de Mendonza y Benevides.

 

10.3- Juan Ramírez de Velasco e Catarina de Ugarte, naturais da Espanha, pais de Pedro Ramírez de Velasco Ugarte.

 

10.4- Francisco de Vilagra e Vilaroel, natural de Santiago de Chile, foi fazendeiro no Tucuman, Argentina, foi Mestre de Campo e conquistador do Chile, e Maria Justina de Mexia e Salazar, natural da Argentina, pais de Maria Ozório de Villagra Mexia e Salazar.

 

11- Pentavós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

11.1- Henrique Henriques de Miranda, que foi alcaide-mor de Fronteira e comendador de Nossa Senhora de Alcaçova da Ordem de Avis, Portugal, e Maria de Souza, naturais de Portugal, pais de Rodrigo de Miranda Henriques.

 

11.2- Antônio Pereira de Sampaio, da Ilha Terceira, Portugal, e Maria Tibao, naturais de Portugal, pais de Joana Pereira de Sampaio.

 

11.3- Pedro Homem e Violante da Silva, naturais de Portugal, pais de Vasco Fernandes Homem.

 

11.4- Estevão Gago de Andrade e Violante de Carvalho, naturais de Portugal, pais de Leonor de Andrade.

 

11.5- João Borges e Inês de Oliveira de Macedo, naturais de Portugal, pais de Damião Borges.

 

11.6- Manoel Fernandes Florim e Inês Monteiro de Melo, naturais de Portugal, pais de Inácia Florim.

 

12- Pentavós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

12.1- Gonçalo Correia da Costa e a 1ª esposa Felipa de Sá, naturais de Portugal, pais de Salvador Correia de Sá, o velho.

 

12.2- Duarte Mendes e Leonor Henriques, naturais de Portugal, pais de Inês de Souza.

 

12.3- Sancho de Benavides y Mendonza e Isabel Florez, naturais da Espanha, pais de Manoel de Benavides y Florez.

 

13- Hexavós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

13.1- Aires de Miranda, que foi Alcaide Mor de Vila Viçosa, Portugal, e Briolanja Henriques, naturais de Portugal, pais de Henrique Henriques de Miranda.

 

Observação: Foi a partir do casal Aires de Miranda e Briolanja Henriques que surgiu a Família Miranda Henriques em Portugal, com ramificações no Brasil.

 

13.2- Rui de Abreu Pessanha, Alcaide Mor do lugar Elvas, Portugal, e Joana de Souza de Almeida, naturais de Portugal, pais de Maria de Souza.

 

13.3- Vasco Fernandes Homem, que foi Comendador de Freiria e de Évora da Ordem de Aviz, e Helena de Aires, naturais de Portugal, pais de Pedro Homem.

 

13.4- Manoel Mascarenhas e Catarina Vieira, naturais de Portugal, pais de Violante da Silva.

 

13.5- André Gago e Inês Serrão, naturais de Portugal, pais de Estevão Gago de Andrade.

 

13.6- Gonçalo Pires de Carvalho e Mécia Gago, naturais de Portugal, pais de Violante de Carvalho.

 

14- Hexavós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

14.1- Rui Vasquez e Isabel Correia, naturais de Portugal, pais de Gonçalo Correia da Costa.

 

14.2- Gonçalo Mendes de Sá, Cônego da Sé de Coimbra, natural de Portugal, pai de Felipa de Sá.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Ascendentes, colaterais e descendentes de Agostinho Leitão de Almeida

 

Em março de 2009, Paulo Leitão de Almeida me enviou um email. Procurava, ansiosamente, uma fotografia de sua avó, a macaibense Maria José da Costa Alecrim, falecida em Natal, no ano de 1900. Igualmente, procurava estabelecer a árvore genealógica ascendente de seu trisavô Agostinho Leitão de Almeida.

Por obra da Divina Providência, eu havia pesquisado e estabelecido a genealogia da família Costa Alecrim, uma das fundadoras da cidade de Macaíba/RN. Durante o levantamento dos dados, recebi antigas fotografias de família, que me foram entregues por Vanuza Dantas, sobrinha neta de Maria José, cuja fotografia se contava entre as demais.

Repassei ao Paulo Leitão de Almeida todas as informações que eu havia coligido, e também, a tão desejada fotografia da sua avó. As conversas continuaram e Paulo me apresentou uma certidão de casamento que supostamente eram de seus avós paternos. Na verdade, descobrimos uma pequena confusão de nomes e sobrenomes no documento, que revelou outras nuanças.

No registro, datado de 12 de março de 1908, lavrado na cidade de Natal, casaram-se Joaquim Calistrato Leitão de Almeida e Maria da Costa Alecrim. De imediato percebi que essa "Maria da Costa Alecrim", não poderia ser a avó de Paulo, falecida em 1900. Tratava-se de um segundo casamento do seu avô e, com uma “Costa Alecrim”.

Em 1996, encontrei no cartório de Macaíba a certidão de casamento de Joaquim Calistrato Leitão de Almeida com Maria José da Costa Alecrim. Data o documento de 04 de janeiro de 1893. Ele com 35 anos e ela viúva de Manoel Thomaz Ferreira da Silva, com três filhos: Alberto, Maria e Alice.

Estava estabelecida a genealogia de Paulo Leitão de Almeida via sua avó paterna, uma vez que foram desfeitas as dúvidas que o documento anterior apresentava. Contudo, persistia outra dúvida: a ascendência do Agostinho Leitão de Almeida, objeto de uma obstinada pesquisa de Paulo Leitão de Almeida, nascido em Natal no ano de 1922 e falecido na mesma cidade no ano de 2015.

Recentemente consegui estabelecer essa ascendência e colaterais, estudo que  dedico ao meu amigo e principal interessado no tema, Paulo leitão de Almeida, ilustre brasileiro.

 

1- Agostinho Leitão de Almeida: nascido aos 11 de setembro de 1785, batizado aos 02 de outubro de 1785, na matriz de Corpo Santo em Recife/PE, e falecido aos 17 fevereiro de 1868, com 82 anos de idade, em Florianópolis/SC.


 

Termo de batismo de Agostinho Leitão de Almeida:

 

Aos dous dias do mez de outubro do anno de mil, e Sette Centos, e oitenta, e Sinco, nesta Matriz do Corpo Santo, de minha licença, baptizou e pos os Santos Oleos o Padre Manoel de Mendonça Ribeiro em Agostinho, branco, nascido aos onze de setembro do dito anno, filho legitimo do Doutor José Leitão de Almeida, natural de Alcains, Bispado de Castelo Branco, e de sua mulher Maria Felicia, natural desta freguesia, neto pela parte paterna de José Leitão de Almeida, natural da dita freguesia de Alcains, e de sua mulher Maria dos Santos, natural de Couvilhã, Bispado da Guarda, e pela materna de João dos Santos, natural do Porto, e de sua mulher Ursula Maria, natural desta freguesia. Forao Padrinhos o Mestre de Campo Francisco Xavier da Cunha, e Dona Joanna, filha do Mestre de Campo João Thimoteo Pereira de Bastos, moradores todos nesta freguesia, de que tudo mandei fazer este assento, que por verdade asigney. Belchior de Campos Camelo. Coadjutor Colado.

 

Observação: não existe mais o 13º livro de batizados da freguesia do Corpo Santo de Recife/PE, onde foi registrado na página 198 o assento de batismo de Agostinho Leitão de Almeida, mas o mesmo posteriormente, na condição de contador da junta da Fazenda do Rio Grande do Norte, fez o requerimento solicitando a mercê do Hábito de Cristo e nisso foi necessária a transcrição de sua certidão de batismo que está localizada nesse referido processo que encontra-se arquivado na Torre do Tombo (https://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=7842238) de Portugal, cujo link direto para visualizar a certidão de batismo é PT-TT-MR-EXP-051-0003-00018_m0054.tif




Termo de óbito de Agostinho Leitão de Almeida:

 

Aos dezesette dias do mes de Fevereiro do anno de mil oito centos e sessenta e oito nesta Freguesia de Nossa Senhora do Desterro falleceu o Comendador Agostinho Leitão de Almeida, natural de Pernambuco, de idade oitenta e dois anos, casado com Dona Josepha Martins de Macedo Almeida. Foi enconmendado em sua residência e sepultado na Catacumba da Veneravel Ordem Terceira de S. Francisco de Paula a qual pertencia. Do que para constar fiz este termo que assignei. O Vigario Joaquim Gomes de Oliveira Paiva.

 

Agostinho Leitão de Almeida foi casado em dois matrimônios, o primeiro foi com Antônia Maria Soares de Melo, e o segundo com Josefa Martins de Macedo, nascida por volta de 1789, no Estado do Rio Grande do Norte e falecida aos 22 de maio de 1879, com 90 anos de idade, em Florianópolis/SC.

 

Inicialmente, Agostinho Leitão de Almeida residiu no Recife/PE, sua terra natal, depois foi para o Estado do Rio Grande do Norte, e finalmente foi para Florianópolis/SC, onde terminou os seus dias, juntamente com a sua segunda esposa Josefa Martins de Macedo. É certo que no ano de 1831 o casal já residia em Florianópolis, onde aos 04 de julho de 1831, nasceu a filha Júlia, que foi batizada aos 24 de julho de 1831, na matriz de Nossa Senhora do Desterro de Florianópolis/SC, com 20 dias de nascida.

 

Termo de óbito de Josefa Martins de Macedo, segunda esposa de Agostinho Leitão de Almeida:

 

Aos vinte e dous de maio de mil oitocentos e setenta e nove, nesta cidade, em casa de sua residencia, foi enconmendada Dona Josefa Martins de Macedo Almeida, branca, de noventa anos de idade, viúva de Agostinho Leitão de Almeida. Do que fiz este termo. O Coadjutor Pe. Carlos Fernando Cardoso.

 

2- Pais de Agostinho Leitão de Almeida:

 

Professor de Retórica José Leitão de Almeida, o segundo do nome, natural da freguesia de Alcains, Conselho de Castelo Branco, Distrito de Castelo Branco, Portugal, nascido aos 26 de janeiro de 1739, batizado aos 02 de fevereiro de 1739, na igreja de Nossa Senhora da Conceição da freguesia de Alcains, e Maria Felícia dos Santos, que era natural de Recife/PE.


Termo de batismo do professor José Leitão de Almeida: Livro de Batizados do período de 1726 a 1745 da freguesia de Alcains, Conselho e Distrito de Castelo Branco, Portugal, p. 202v.

 

Jozé, filho do primeiro matrimonio de Jozé Leytão, natural deste lugar de Alcains, e de Maria dos Santos, natural de Covilhã, nepto via paterna de Manoel Leytão de Almeida e de Anna Vás, naturais deste lugar de Alcains, e via materna de Domingos Fernandez da Costa, natural de Covilhã, e de Anna Mendes, natural do Fundão, nasceo em os vinte e Seis de janeiro de mil Sete centos, e trinta e nove, e foi baptizado solemnemente por mim o Pe. Manoel Rodrigues Bravo Cura nesta Igreja de N. S. da Conceiçam deste lugar de Alcains em os dois de fevereiro da mesma era. Foi padrinho o Alferes Manoel Simões Esteves, especiais testemunhas o padre Tezoureiro Manoel Rodrigues, e Antonio Luiz Leytao que comigo asignarao dia mês e era ut supra. O Padre Cura Man.el Roiz Bravo Antº Luiz Leytao Manoel Ruiz.

 

3- Avós paternos de Agostinho Leitão de Almeida:

 

José Leitão de Almeida, primeiro do nome, natural da freguesia de Alcains, Conselho e Distrito de Castelo Branco, Portugal, nascido aos 07 de janeiro de 1701, batizado aos 14 de janeiro de 1701, e Maria dos Santos, natural da freguesia de São Pedro de Covilhã, Castelo Branco, nascida aos 31 de outubro de 1714, casados aos 04 de agosto de 1732, na Freguesia de Alcains, Conselho de Distrito de Castelo Branco, Portugal.

 

Termo de batismo de José Leitão de Almeida: Livro de Batizados do período de 1680 a 1702, da Freguesia de Alcains, Conselho de Castelo Branco, Distrito de Castelo Branco, Portugal, p.210.

 

Joseph, filho de Manoel Leitão, e de Ana Vás, nasceo a sete de janrº de mil sete centos e hú annos, e foi baptizado aos quartoze do dtº mês por mim o Pe. Cura Manoel Roiz Goulão, cura em esta igrª; forao padrinhos Santos Vás e sua m.er Catharinna Simoa, e testemunhas Manoel Frs Parreira e Manoel Vás Ascemsãm. De que fiz este termo que assigney. O Pe. Cura M.el Roiz Goulão. M.el Frs Parreira. M.el Vas Acemcao.

 

Termo de batismo de Maria dos Santos: Livro de Batizados da Freguesia de São Pedro de Covilhã do período de 1698 a 1722, Distrito de Castelo Branco, Portugal p. 82.

 

MARIA, filha legitima de Domingos Fernandes, natural desta Villa, e de sua molher Anna Mendes, natural do lugar de Fundão, neta paterna de Domingos Fernandes, natural do lugar de ...?... do B.dº de Viseu, e de sua m.er Maria da Costa, desta Villa, e pela materna de Manoel Dias, e de sua molher Maria Mendes, naturais do lugar do Fundão, nasceu aos trinta e hum de outubro de mil sette centos e catorze, e foi baptizada aos dezenove de novembro da dita era por mim, o Pe. Luiz da Cunha Coutinho, Cura desta igrª, e foram padrinhos André Rodrigues solteiro filho de Manoel Rodrigues Roque e de sua m.er Maria Antunes, e Maria Rodrigues, sua irmam, e as testemunhas que commigo assignam Manoel da Costa e Rodrigo Mendes, todos desta Villa, de que que fis este asento que assigno em dia, mes e era ut supra. O Cura Luiz da Cunha Coutinho. Manoel da Costa. Rodrigo Mendes.

 

Termo de casamento de José Leitão de Almeida e Maria dos Santos: Livro de matrimônios do período de 1709 a 1737, da Freguesia de Alcains, Conselho de Castelo Branco, Distrito de Castelo Branco, Portugal, p. 127v.

 

Aos quatro de Agosto de mil sete centos e trinta e dois nesta parochial de N. Srª da Conceição se receberam em presença de mim Fr. Martinho Pereira Goulão Vigrº desta Igreja na forma que dispoem o S. Conc. Trid. e Const. deste Bispado por palavras de prezente Joseph Leytão, solteiro, filho de Manoel Leytão e Anna Vas natural deste lugar de Alcainz com Maria dos Santos, solteira filha de Domingos Fernandes da Costa e de sua molher Anna Mendes, naturaes da Villa de Covilhã da freguezia de S. Pedro. Forao especiais testemunhas P.P. Manoel Antunes Bureffa e Manoel Vas Centeo, que comigo assignarao dia mez e era ut supra. Martº Perª Goulão.  M.el Ant.es Bureffa. Manoel Vás Centyo

 

 4- Avós maternos de Agostinho Leitão de Almeida:

 

João dos Santos, que era natural do Porto, Portugal, e Úrsula Maria, natural de Recife/PE.

 

5- Bisavós paternos de Agostinho Leitão de Almeida:

 

5.1- Manoel Leitão de Almeida e Ana Vaz, segunda do nome, batizada aos 27 de agosto de 1676, casados aos 18 de maio de 1698, na Freguesia de Alcains, Conselho e Distrito de Castelo Branco, Portugal, pais de José Leitão de Almeida, primeiro do nome.

 

Termo de batismo de Ana Vaz: Livro Misto do período de 1630 a 1686 da Freguesia de Alcains, Conselho e Distrito de Castelo Branco, Portugal, p. 217v.

 

Aos vinte e sete de Agosto de 676 era ut supra baptisei ANNA, f ª de Antº Vas Pasaro e de sua m.er. forao P.P M.el Frs Tabaquo, e sua m.er Cna Vas. O Pe. Cura Antº Simois.

 

Termo de casamento de Manoel Leitão de Almeida e Ana Vaz: Livro de matrimônios do período de 1686 a 1708, da Freguesia de Alcains, Conselho e Distrito de Castelo Branco, Portugal, p.81.

 

Aos dezoito dias do mez de Mayo de mil seis centos e novtª e oito anos se Receberam em minha presença por palavras de presentes M.E.L Leitam soltrº fº de Joseph Leitam e Mª Nunes já defuntos com Anna Vas soltª fª de Antº Vas Passaro e de Anna Vas já defuntos todos deste lugar, e para constar fiz o presente que assigno com as testªs abaixo assinadas, dia mes e era ut supra. M.el Pires Nunes. Antº Simao. O Pe. Cura Antº Frs Barroso.

 

5.2- Domingos Fernandes da Costa, natural da Freguesia de Santa Maria Madalena de Covilhã, Castelo Branco, e Ana Mendes, natural do Fundão, Distrito de Castelo Branco, casados aos 18 de dezembro de 1713 na Igreja de São Pedro de Covilhã, pais de Maria dos Santos.

 

Termo de casamento de Domingos Fernandes da Costa e Ana Mendes: Livro Misto da Freguesia de São Pedro de Covilhã do período de 1673 a 1718, Distrito de Castelo Branco, Portugal, p.177 e 177v.

 

Aos dezoito dias do mez de dezembro da era de mil sete centos, e treze, nesta Igreja de Sam Pedro, em presença de mim o Padre Luis da Cunha Coutinho, e Cura desta Igreja, e das testemunhas abaixo nomeadas, contrahirao o sacramento do Matrimonio por palavras de presente conforme o Sagrado Concilho Tridentino e Constituição deste Bispado, DOMINGOS DA COSTA, solteiro, filho Legitimo de Domingos Fernandes, e de sua mulher Maria da Costa, da freguesia de Santa Maria, com ANNA MENDES, solteira, filha legitima de Manoel Dias, e de sua molher Maria Mendes, naturaes do lugar do Fundão, e de presentes assistentes nesta Freguezia de Sam Pedro, e testemunhas que comigo assignaram o Padre Francisco de Sousa Sachristam desta Igreja, e Manoel Pais, de que fis este asentto que asygnei dia mes e era ut supra. O Cura Luis da Cunha Coutinho. Francº de Sousa. M.el Pais Delgado.

 

6- Trisavós paternos de Agostinho Leitão de Almeida:

 

6.1- José Leitão, o segundo do nome, natural da Freguesia de Póvoa de Rio de Moinhos, Conselho e Distrito de Castelo Branco, Portugal, nascido aos 15 de novembro de 1631, batizado aos 23 de novembro de 1631, e Maria Nunes, natural da Freguesia de Alcains, casados aos 07 de fevereiro de 1652, na Freguesia de Alcains, pais de Manoel Leitão de Almeida.

 

Termo de batismo de José Leitão, segundo do nome: Livro misto da Freguesia de Póvoa de Rio de Moinhos, Conselho e Distrito de Castelo Branco, Portugal.

 

Joseph, filho legitimo de Joseph Leitao, e de Mª de Almeida, sua molher mºres neste lugar, nasceo a quinze dias do mes de novembro da era de mil seis centos e trinta e hú e foi baptizado por mim Pe. João de Moura Cura aos vinte e tres dias do dito mes.  Forao padrinhos Manoel Frs Boreguas, e Mª Glz, sua molher, ambos de Alcains. Testªs Pero Frcº, e eu o dito Pe. que o asiney. Pero Frcº. O Pe. João de Moura.

 

Termo de casamento de José Leitão, segundo do nome, e Maria Nunes: Livro Misto do período de 1630 a 1686, da Freguesia de Alcains, Conselho e Distrito de Castelo Branco, Portugal, p. 303.

 

Em os 7 do mesmo fevrº de 652 recebi conforme o Sagrado Conc. Trid. e const. deste bispado a JOSEPH LEYTAO, fº de Joseph Leitao, já defunto, e de sua mulher Mª de Almdª, da Povoa de Rio de Moinhos com Mª NUNES, m.er q foi de Frcº Roiz Dourado deste luguar. Testªs o capitão Antº Mis e Gracia Roiz. Aguiar.

 

6.2- Antônio Vaz Pasaro e Ana Vaz, a primeira do nome, casados aos 1º de abril de 1674, na freguesia de Alcains, pais de Ana Vaz, a segunda do nome.

 

Termo de casamento de Antônio Vaz Pasaro e Ana Vaz, primeira do nome: Livro Misto do período de 1630 a 1686, da freguesia de Alcains, Conselho e Distrito de Castelo Branco, Portugal, p. 342.

 

Aos primrº dia do mes de Abril de seis centos e setenta e quatro Recebi em face da Igrª a ANTº Vás Pasaro e Ana Vás deste lugar. Testªs Domingos Nunes Leigo e o Pe. Manoel Vás Ramos. Frei João Marques.

 

6.3- Domingos Fernandes, natural do Distrito de Viseu, Portugal, e Maria da Costa, natural de Castelo Branco, Portugal, pais de Domingos Fernandes da Costa.

 

6.4- Manoel Dias e Maria Mendes, naturais do Distrito de Castelo Branco, Portugal, pais de Ana Mendes.

 

7- Tetravós paternos de Agostinho Leitão de Almeida:

 

7.1- José Leitão, primeiro do nome, e Maria de Almeida, casados em 1627, pais de José Leitão, segundo do nome.

 

7.2- Pedro Nunes e Inês Fernandes, naturais do Distrito de Castelo Branco, Portugal, pais de Maria Nunes.

 

8- PENTAVÓS PATERNOS DE AGOSTINHO LEITÃO DE ALMEIDA:

 

8.1- Antônio Leitão e Maria Miguel, casados aos 12 de junho de 1596, na freguesia de Póvoa de Rio de Moinhos, Conselho e Distrito de Castelo Branco, Portugal, pais de José Leitão, primeiro do nome.

 

Termo de casamento de Antônio Leitão e Maria Miguel:

 

Aos doze de junho de 596 recebi em face da Igrª a Antonio Leitao co Maria Miguel. Testªs Jorge Leitao e Lopo Jorge e por verdade o assinei dia mes e era ut supra. Joao ... (?) ...Conego.

 

 

Árvore genealógica resumida de descendentes de Agistinho Leitão de Almeida

 

Agostinho Leitão de Almeida *1790+1880, casou com Antônia Maria Soares de Melo, pais de:

 

F.1 Francisco Leitão de Almeida e Maria Salemar Leitão de Almeida, foram os pais de:

 

            N.1 José Calistrato Leitão de Almeida *1857 c.c. Maria José da Costa Alecrim;

 

                        Bn. Boanerges Leitão de Almeida c.c.

                                  

                                   Tn. Paulo Leitão de Almeida *1922 +2015.

 

            N.2 Evaristo Leitão de Almeida;

 

            N.3 José Leitão de Almeida c.c. Fausta Almeida;

 

            N.4 Francisco Leitão de Almeida;

 

 

Agostinho Leitão de Almeida *1790 +1880,  casou em segundas núpcias com Josefa Martins de Macedo, filhos do casal:

 

F.1 José Leitão de Almeida nascido em 1818, em Natal. Casou com Anna Elizabeth Trompowsky, filhos do casal;

 

N.5 José Trompowsky Leitão de Almeida;

 

N.6 Oscar Trompowsky Leitão de Almeida;

 

N.7 Marechal Roberto Trompowsky Leitão de Almeida.

 

F.2 Comendador Francisco Leitão de Almeida *1811 +Rio de Janeiro/RJ 09-01-1887, casado com Ana Peçanha de Almeida, sem filhos;

 

F.3 Júlia Leitão de Almeida;

 

F.4 Boaventura Leitão de Almeida.

 

 

Colaterais de Agostinho Leitão de Almeida

 

Agostinho Leitão de Almeida teve uma irmã por nome Mariana Felícia de Almeida, que também era pernambucana de Recife, mas que assim como o seu irmão, ela veio residir na região de Natal/RN até o final de sua vida, onde contraiu dois matrimônios e deixou descendência.

 

Mariana Felícia de Almeida contraiu primeiro matrimônio às 20 horas do dia 23 de agosto de 1803, na matriz de Nossa Senhora da Apresentação de Natal/RN com Lourenço José de Gouveia (primo legítimo do Tenente Coronel Vicente Ferreira Nobre), nascido por volta de 1780 e falecido aos 17 de março de 1808, com 28 anos de idade, em Natal/RN, filho de José Bezerra de Lira, natural de João Pessoa/PB, e de Genoveva Maria da Conceição, natural de Natal/RN, batizada aos 26 de junho de 1754, casados aos 06 de maio de 1772, em Natal/RN, neto paterno de Manoel José da Costa e de Maria José de Albuquerque, naturais do Estado da Paraíba, e neto materno do Capitão de Infantaria Paga José Barbosa de Gouveia, natural da Freguesia de São Sebastião da Matriz de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal, nascido em 27 de julho de 1713 e falecido aos 28 de janeiro de 1796 com 82 anos de idade, e de Quitéria Tereza de Jesus, natural da Freguesia de Nossa Senhora das Neves de João Pessoa/PB, batizada aos 13 de fevereiro de 1724 e falecida em 17 de novembro de 1803 com 79 anos de idade, casados aos 02 de agosto de 1740 na Freguesia de São Pedro de Olinda/PE, e o casamento foi celebrado pelo Pe. Simão Judas Tadeu, testemunhado pelo Capitão Francisco Antônio Carrilho e pelo Capitão José Xavier.

 

Mariana Felícia de Almeida, após 09 anos de viuvez, contraiu segundo matrimônio às 09 horas do dia 26 de maio de 1817, na matriz de Nossa Senhora da Apresentação de Natal/RN com Joaquim José da Costa, filho de Caetano da Costa e de Maria Rosa do Nascimento. O casamento foi celebrado pelo Pe. Feliciano José Dorneles, testemunhado por José Gonçalves de Nóvoa e Antônio José de Albuquerque.

 

Do segundo matrimônio de Mariana Felícia de Almeida com Joaquim José da Costa se temos notícia do nome de 03 filhos através de registros de batismo, mas não se sabe mais nada a respeito deles.

 

1- Balbino, nascido aos 05 de maio de 1818, batizado aos 30 de maio de 1818 na Matriz de Extremoz/RN pelo Pe. José Inácio de Brito, e os Padrinhos foram João Francisco e Josefa Maria da Conceição. 

2- Ludugero, nascido aos 13 de dezembro de 1820, batizado aos 31 de dezembro de 1820 na Matriz de Extremoz/RN pelo Pe. José Inácio de Brito, e os Padrinhos foram o Capitão Dionísio da Costa Soares (Filho de Gonçalo Morgado) e sua mulher Tereza Rodrigues de Siqueira.

 

3- Ana, nascida aos 28 de julho de 1822, batizada aos 10 de agosto de 1822 na Capela de Guamaré/RN pelo Pe. José Inácio de Brito, e os Padrinhos foram Manoel Ribeiro e Josefa Tereza dos Santos.

 

Do primeiro matrimônio de Mariana Felícia de Almeida com Lourenço José de Gouveia, temos notícia de um único filho, que foi o Tenente-Coronel José Lourenço de Almeida, que por sua vez era sobrinho legítimo por via materna de Agostinho Leitão de Almeida.

 

José Lourenço de Almeida em solteiro teve um relacionamento com Joana Bernardina Soares Raposo da Câmara, filha de José Barbosa Caminha Raposo da Câmara e de Joana Quitéria das Virgens, e dessa união nasceu aos 24 de março de 1831 a filha Francisca, que foi batizada no dia seguinte aos 25 de março de 1831, na matriz de Natal/RN pelo Pe. Antônio Xavier Garcia de Almeida, foi padrinho de batismo Francisco Emídio Soares da Câmara. A respeito de Francisca, filha de José Lourenço de Almeida e Joana Bernardina Soares Raposo da Câmara, nada se sabe além do seu registro de batismo.

José Lourenço de Almeida casou em primeiro matrimônio às 10 horas do dia 03 de janeiro de 1834, em Natal/RN com Maria Eulínia de Moura, filha de Bento José de Moura, já falecido, e de Ana Joaquina, e o casamento foi celebrado pelo Pe. Antônio Xavier Garcia de Almeida, testemunhado por Joaquim Xavier Garcia de Almeida e Joaquim Ferreira Nobre Pelinca. É provável que desse primeiro matrimônio não existam descendentes.

 

Em seguida, José Lourenço de Almeida casou em segundo matrimônio, às 19 horas do dia 05 de novembro de 1835, em oratório particular do comandante do Corpo de Polícia de Natal/RN com Joaquina Alexandrina de Paula Moreira, filha de Joaquim Francisco de Paula Moreira, natural de Natal/RN, e de Ana Joaquina, natural de Goianinha/RN, casados aos 30 de novembro de 1816, na matriz de Goianinha/RN, neta paterna do português Francisco de Paula Moreira e de Rita Maria da Trindade. O casamento foi celebrado pelo Pe. Francisco Tavares de Souza Delgado, testemunhado por José Teodoro de Souza e João Damasceno de Albuquerque.

 

Desse segundo matrimônio de José Lourenço de Almeida com Joaquina Alexandrina de Paula Moreira houve descendência, e que passo a descrever parcialmente logo abaixo:

 

Observação: O grau de parentesco antes de cada nome se refere ao casal José Lourenço de Almeida e Joaquina Alexandrina de Paula Moreira.

 

1 (FILHA) - Maria, nascida aos 21 de julho de 1844, batizada aos 28 de outubro de 1844, pelo Pe. Antônio Nobraças Camelo, foram padrinhos Hermórgenes Joaquim Leitão de Almeida e Ana Idalina de Almeida.

 

2 (FILHO) – Manoel, nascido aos primeiro de março de 1854, batizado aos 15 de junho de 1854, na matriz de Natal/RN, pelo vigário Bartolomeu da Rocha Fagundes, sendo padrinhos o Desembargador João Paulo de Miranda e Antônia Joaquina de Almeida Miranda, por procuração do Doutor José Moreira Brandão Castelo Branco e Ana Joaquina de Moura Castelo Branco.

 

3 (FILHA) – Francisca, nascida aos 30 de maio de 1857, batizada aos 08 de setembro de 1857, na matriz de Natal/RN pelo vigário Bartolomeu da Rocha Fagundes, sendo padrinhos o Senador Manoel de Assis Mascarenhas e Luíza Cândida da Fonseca Mascarenhas, por procuração do Doutor José Moreira Brandão Castelo Branco e Ana Joaquina de Moura Castelo Branco.

 

4 (FILHO) – Joaquim Alonso Moreira de Almeida, que casou aos 08 de maio de 1861 em oratório privado de Francisca Ferreira Nobre da Silva Bella em Natal/RN com Joana Batista Gomes da Silva, sendo celebrado pelo Pe. Bartolomeu da Rocha Fagundes, e testemunhado por Antônio Pinto de Morais Castro e Manoel Ferreira Nobre Júnior.

 

5 (FILHA) – Isabel Cândida Moreira de Almeida, que casou aos 20 de novembro de 1869, em oratório privado do Tenente-Coronel José Lourenço de Almeida em Natal/RN com Diomedes Jacinto Barbosa Tinoco, nascido aos 17 de agosto de 1847, batizado aos 29 de agosto de 1847, em Natal/RN, filho de Joaquim Félix Barbosa Tinoco, nascido aos 03 de outubro de 1798, batizado aos 11 de dezembro de 1798 na Capela de Santo Antônio do Potengi, e de Rita Maria da Fonseca, neto paterno de Félix Barbosa Tinoco Filho, nascido aos 05 de agosto de 1765, e de Rita Maria do Rosário, e neto materno de Francisco Felipe da Fonseca Pinto, nascido por volta de 1773 e falecido aos 03 de outubro de 1845, com 72 anos de idade, e de Maria Inácia da Apresentação, nascida aos 17 de novembro de 1775. O casamento foi celebrado pelo vigário Bartolomeu da Rocha Fagundes, testemunhado por Aleixo Barbosa da Fonseca Tinoco e Francisco Felipe da Fonseca Tinoco.

 

5.1 (NETO) – Júlio Tinoco, nascido por volta de 1873, que casou em primeiro matrimônio aos 14 de novembro de 1903, em Natal/RN, com Maria da Glória Pinheiro, nascida por volta de 1876, filha do professor João Tirbúcio da Cunha Pinheiro e da sua primeira esposa Maria Rosa de Moura Castelo Branco.

 

Júlio Tinoco casou em segundo matrimônio aos 22 de maio de 1907, em Natal/RN, com Hercília Monteiro, nascida por volta de 1879, filha de Joaquim Monteiro Filho e de Laura Florentina de Aguiar, naturais de São José de Mipibu/RN, neta paterna de Joaquim José Barbosa Monteiro e de Cândida Francisca do Amor Divino, e neta materna natural de Antônia Pinto de Aguiar.

 

Filho de Júlio Tinoco com Ana Cavalcante de Albuquerque:

5.1.1 (BISNETO) – Júlio Tinoco Filho, nascido dia 29 de agosto de 1901, em Natal/RN.

Filhos de Júlio Tinoco com a segunda esposa Hercília Monteiro:

5.1.2 (BISNETO) – Jarbas Tinoco, nascido dia primeiro de setembro de 1908, em Natal/RN.

5.1.3 (BISNETO) – Joval Tinoco, nascido dia 15 de novembro de 1909, em Natal/RN.

5.1.4 (BISNETO) - Jairo Tinoco, nascido dia 19 de maio de 1912, em Natal/RN e falecido aos 29 de dezembro de 1962. Casou com Alba Fonseca, nascida aos 17 de novembro de 1911.

 

5.1.4.1 (TRINETO) - Maria Geruza Tinoco, nascida aos 09 de novembro de 1939, casou dia 26 de dezembro de 1967, na igreja de Santa Terezinha em Natal/RN, com Luiz Gonzaga Bulhões, nascido aos 07 de maio de 1934, filho de José Hermógenes Bulhões, natural de Espírito Santo/RN, falecido aos 19 de junho de 1967, e de Maria Alves, falecida aos 21 de setembro de 1957, neto paterno de João Batista Bulhões e de Maria Luíza do Nascimento.

 

5.1.4.1.1. (QUARTA-NETA) – Tatiana Tinoco Bulhões, nascida aos 14 de novembro de 1970 em Natal/RN, casou aos 07 de dezembro de 1990, na Catedral Metropolitana de Natal/RN com Luiz Carlos Barreto de Paiva, nascido aos 05 de outubro de 1961 em Natal/RN, filho de Aldo Barreto de Paiva, nascido aos 26 de outubro de 1921 em Natal/RN, e de Ieda Leite, nascida aos 21 de março de 1924 em Taipu/RN e falecida aos 19 de janeiro de 2007 com 82 anos em Natal/RN, neto paterno do Desembargador Horácio Barreto de Paiva Cavalcanti, nascido aos 16 de setembro de 1871 em Martins/RN e falecido aos 18 de julho de 1967 em Natal/RN, e de Ubaldina Diógenes Maia, nascida aos 01 de janeiro de 1886, casados aos 10 de janeiro de 1903 em Pau dos Ferros/RN, neto materno de Enéas Leite da Fonseca, nascido provavelmente por volta de 1902 e falecido aos 16 de novembro de 1938, e de Maria Doralice da Câmara, dia 13 de fevereiro de 1903, no lugar Passagem Funda em Taipu/RN, casados aos 19 de abril de 1921, na Capela de Baixa Verde, atual João Câmara/RN.

 

5.1.5 (BISNETO) – Jader Tinoco, nascido dia 15 de novembro de 1919, em Natal/RN.

 

5.2 (NETO) – Cipriano de Almeida Barbosa Tinoco, nascido por volta de 1881, casou aos 26 de novembro de 1903, em Natal/RN, com Maria Amélia Gomes Pedrosa, nascida por volta de 1884, em Canguaretama/RN, filha de José Gomes Pedrosa de Oliveira e de Maria Gomes.

 

5.2.1 (BISNETO) – Diomedes Pedrosa Tinoco, nascido por volta de 1906, casou aos 24 de julho de 1927, em oratório particular em Natal/RN com Maria de Almeida Cortez, nascida por volta de 1905, filha de Antônio Pegado de Castro Cortez e de Maria de Jesus.

 

5.3 (NETA) – Antônia de Almeida Tinoco, nascida por volta de 1877, que casou aos 09 de janeiro de 1909, em Natal/RN, com Irineu Pinheiro Borges, nascido por volta de 1879, filho de Joaquim Pinheiro Borges e da segunda esposa Josefa Avelina da Silva, casados aos 08 de novembro de 1869, em casa de residência do capitão Teodósio Xavier de Paiva na povoação de Vera Cruz/RN, neto paterno de José Pinheiro Borges, natural de Portugal, nascido aos 13 de maio de 1782, e de Isabel Duarte Teixeira, natural de Mamanguape/PB, e neto materno de Francisco Rodrigues de Vasconcelos e de Rita Maria da Conceição.

 

5.4 (NETA) – Constância de Almeida Barbosa Tinoco, nascida aos 12 de dezembro de 1874, que casou aos 15 de novembro de 1890, na matriz de Macaíba/RN, com o primo legítimo João Juvenal Pedroza Tinoco, nascido aos 22 de maio de 1870 e falecido aos 20 de maio de 1920, com 49 anos de idade, filho de João Juvenal Barbosa Tinoco, nascido aos 03 de maio de 1832, batizado aos 19 de maio de 1832 na matriz de Natal/RN, e de Inês Generosa da Silva Pedroza, nascida em 1840 e falecida aos 01 de novembro de 1872, com 32 anos de idade, casados aos 09 de outubro de 1864, em Natal/RN, neto paterno de Joaquim Félix Barbosa Tinoco, nascido aos 03 de outubro de 1798, batizado aos 11 de dezembro de 1798 na capela de Santo Antônio do Potengi, e de Rita Maria da Fonseca, e neto materno de Fabrício Gomes Pedroza, natural de Pilar/PB, nascido em 26 de outubro de 1809 e falecido aos 22 de setembro de 1872, com 62 anos no Rio de Janeiro/RJ, e da primeira esposa Maria da Silva de Vasconcelos, falecida aos 29 de setembro de 1847. O casamento de Constança e João Juvenal foi celebrado pelo Pe. José Esteves Viana, testemunhado por Afrodísio Fernandes Barros e Miguel Antônio Ribeiro Dantas.

 

5.4.1 (BISNETO) – Aguinaldo de Almeida Tinoco, nascido por volta de 1898, casou aos 30 de abril de 1925, em Ceará-Mirim/RN, com Celina de Oliveira Correia, nascida por 1904, filha de Pedro de Oliveira Correia e de Maria Cavalcante, neta paterna de Lourenço José Correia, natural do Porto, Portugal, e de Idalina Jacinta de Oliveira, natural de São Gonçalo do Amarante/RN.

 

5.4.2 (BISNETO) – Fernando de Almeida Tinoco, nascido dia 21 de abril de 1900 na Praça Pe. João Manoel, em Natal/RN, casou aos 27 de fevereiro de 1923, com Lígia Torres Navarro, nascida por volta de 1902, filha de José Doze de Morais Navarro, nascido por volta de 1865, e da segunda esposa Josefa Nazareth Torres, nascida por volta de 1873, casados aos 14 de janeiro de 1900, na Matriz de Natal/RN, neta paterna de Felisberto de Morais Navarro e da segunda esposa Ana Joaquina de Jesus de Andrade, casados aos 13 de outubro de 1859, na matriz de Ceará-Mirim/RN, e neta materna do capitão Jacinto Inácio Torres, nascido aos 30 de outubro de 1845, batizado aos 10 de novembro de 1845, e falecido aos 04 de janeiro de 1930, com 84 anos de idade, e de Josina Baronila de Souza, nascida em novembro de 1833 e falecida aos 23 de maio de 1916, com 82 anos de idade.

 

5.4.3 (BISNETA) – Ana de Almeida Tinoco, nascida dia 21 de julho de 1901 na Praça Pe. João Manoel, em Natal/RN, casou aos 08 de setembro de 1925, em Natal/RN, com Sandoval Pinheiro Avelino, natural de Macau/RN, filho de Emídio Bezerra da Costa Avelino e de Maria Irinéa da Costa Pinheiro.

 

5.4.4 (BISNETO) - Luiz Gonzaga de Almeida Tinoco, nascido dia 17 de março de 1904, na Rua Santo Antônio em Natal/RN.

 

5.4.5 (BISNETO) - João Juvenal Barbosa Tinoco Filho, nascido dia 07 de janeiro de 1906, na Rua Cel. Bonifácio, em Natal/RN.

 

5.4.6 (BISNETO) – José Natal de Almeida Tinoco, nascido dia 15 de setembro de 1908, na Praça André de Albuquerque, em Natal/RN, casou em 20 de junho de 1933 com Nívia Bezerra de Araújo, nascida aos 02 de dezembro de 1914, em Caicó/RN, filha de José Bezerra de Araújo, da fazenda Baixio, nascido aos 25 de abril de 1879, batizado aos 08 de junho de 1879, e de Lídia Elisa de Araújo, neta paterna de Joaquim José Bezerra, nascido aos 13 de setembro de 1841, batizado aos 17 de outubro de 1841, e de Teodora Maria de Jesus, nascida aos 03 de agosto de 1845, batizada aos 06 de outubro de 1845, naturais de Caicó/RN, e neta materna de Manoel Batista da Natividade, Neco do Baixio, nascido aos 29 de março de 1856, e de Lídia Batista de Araújo, nascida aos 02 de fevereiro de 1872, casados aos 14 de novembro de 1887 na fazenda Tapuia da freguesia de Santana de Caicó/RN.

 

5.4.6.1 (TRINETO) - Gutemberg Natal Bezerra Tinoco, nascido aos 03 de agosto de 1934 em Natal/RN, casou aos 04 de maio de 1957, na igreja de Santa Terezinha em Natal/RN, com Marlene Correia Barbosa, nascida aos 25 de outubro de 1938, em João Pessoa/PB, filha de Raimundo Correia Barbosa, natural de Santana do Matos/RN, nascido dia 16 de agosto de 1912, e de Autília Correia de Aquino, natural de Pau dos Ferros/RN, nascida aos 10 de janeiro de 1914, neta paterna de Luiz Antônio de Macedo, nascido aos 03 de julho de 1868, batizado aos 26 de julho de 1868 em Santana do Matos/RN, e de Maria Olímpia de Macedo, nascida por volta de 1877 em São José de Mipibu/RN, casados no civil aos 12 de novembro de 1899 na então Vila de Santana do Matos/RN, neta materna de Manoel Alexandre de Aquino, nascido aos 12 de abril de 1879 e falecido dia 03 de agosto de 1967, com 88 anos de idade em Pau dos Ferros/RN, e de Júlia de Oliveira Correia, nascida aos 17 de novembro de 1884 e falecida aos 03 de julho de 1975, com 90 anos de idade em Natal/RN.

 

5.4.6.1.1 (QUARTA-NETA) – Tereza Cristina Barbosa Tinoco, que casou com Mário Alberto Souto Filgueira Barreto, filho de Ciro Barreto de Paiva, nascido aos 05 de abril de 1920 e falecido aos 27 de junho de 2010, com 90 anos de idade, e de Maria Luíza Souto Filgueira, nascida aos 16 de setembro de 1930, neto paterno do Desembargador Horácio de Paiva Barreto Cavalcanti, nascido aos 16 de setembro de 1871 na fazenda Currais Velhos em Alexandria/RN e falecido em 1967 em Natal/RN, e de Ubaldina Diógenes Maia, casados aos 10 de janeiro de 1903, em casa de residência de Napoleão Diógenes Paes Botão em Pau dos Ferros/RN, neto materno do Desembargador João Dionísio Filgueira, falecido aos 14 de abril de 1947, com 79 anos de idade, e de Elisa Souto.

 

5.4.6.1.2 (QUARTO-NETO) - Lindemberg Natal Barbosa Tinoco, nascido aos 25 de outubro de 1971, em Natal/RN, casou dia 06 de setembro de 1995 na Catedral de Nossa Senhora da Apresentação de Natal com Adriana Rose Shelman Flor, nascida aos 21 de janeiro de 1975, em Natal/RN, filha de Luiz Arnoud Soares Flor, nascido em 19 de agosto de 1946, em Natal/RN, e de Theresa Rose Shelman, nascida dia 02 de março de 1952, em Rome, Oneyda, New York, Estados Unidos da América, casados em 1º de dezembro de 1973, na igreja de Santa Terezinha em Natal/RN, neta paterna de Luiz Alves Flor, natural de Serra da Raiz/PB, nascido em 02 de maio de 1916 e falecido aos 20 de agosto de 2013, em Natal/RN, e de Raimunda Soares da Câmara, que era natural de Taipu/RN, nascida em 07 de agosto de 1924 e falecida em 2017, casados aos 12 de setembro de 1942, na capela de Barreto em Taipu/RN, e neta materna de Ray Edward Shelman, sargento do Exército dos Estados Unidos, nascido em 14 de setembro de 1915 em Sheridam, Estado de Missouri, nos Estados Unidos, e falecido aos 15 de novembro de 1995, com 80 anos de idade, e de Rohde de Vasconcelos Galvão, nascida em 11 de agosto de 1915, em Currais Novos/RN e falecida aos 20 de abril de 1991, com 75 anos de idade, em Natal/RN.

 

5.4.6.2 (TRINETA) – Lídia Constança Tinoco, nascida aos 07 de março de 1940 em Natal/RN, casou aos 22 de dezembro de 1956, na igreja de Santa Terezinha em Natal/RN com Júlio César de Andrade Júnior, nascido aos 23 de junho de 1934 em Natal/RN, filho de Júlio César de Andrade, natural do Estado de Pernambuco, nascido aos 12 de maio de 1905, e de Nicênia Pinheiro de Melo, nascida aos 09 de agosto de 1906, casados aos 29 de junho de 1929, em oratório particular em Natal/RN, neto paterno de Manoel Joaquim de Andrade e de Antônia Gomes, e neto materno de Graciano Melo, nascido aos 15 de abril de 1876 em Campo Grande/RN, batizado aos 04 de junho de 1876, na matriz de Campo Grande/RN e falecido aos 25 de abril de 1950, com 74 anos de idade, em Natal/RN, e de Emília Pinheiro, nascida aos 21 de fevereiro de 1876, em São Gonçalo do Amarante/RN e falecida aos 11 de janeiro de 1977, com 100 anos de idade em Natal/RN, casados aos 1º de outubro de 1904, em oratório privado em Natal/RN.

 

5.4.6.2.1 (QUARTO-NETO) – Jener Tinoco de Andrade, nascido dia 21 de dezembro de 1960, em Natal/RN, casou aos 10 de janeiro de 1991, em Natal/RN, com Márcia de Macedo Barbalho, nascida aos 23 de março de 1961, em Natal/RN, filha de Boanerges de Azevedo Barbalho, nascido aos 14 de dezembro de 1924 em Santo Antônio do Salto da Onça/RN e falecido aos 24 de dezembro de 2015, com 81 anos de idade, foi vereador, vice-prefeito e prefeito de Santo Antônio/RN, e de Maria Beatriz de Macedo, neta paterna de Anibal de Oliveira Barbalho e de Astérica Ester Fernandes de Azevedo.

 

5.4.6.2.2- (QUARTO-NETO) – Kleiber Tinoco de Andrade, nascido aos 16 de junho de 1976, em Natal/RN, casou aos 31 de outubro de 2008, na igreja de Santa Terezinha de Natal/RN com Amanda Lima de Medeiros, nascida aos 02 de fevereiro de 1978, em Natal/RN, filha de Danny de Medeiros Moura, natural do Estado de São Paulo, e de Terezinha Lima de Medeiros, neta paterna de Ivaldo de Medeiros Moura e de Lúcia Canchioli, e neta materna de José de Oliveira Lima e de Francisca Amorim.

 

5.4.6.3 (TRINETA) – Nívia Tinoco, casou com Eider Melo de Andrade, filho de Júlio César de Andrade e de Nicênia Pinheiro de Melo.

 

5.4.6.3.1 (QUARTO-NETO) - Caio César Tinoco de Andrade, nascido aos 07 de novembro de 1972, em Natal/RN, casou aos 26 de março de 2009, em Natal/RN com Cínthia Louback, nascida aos 20 de abril de 1970, em Nova Friburgo/RJ, filha de Edwar Louback e de Regina Helena da Cunha.