quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ainda Caicó...

Diretoria do Instituto de Genealogia do RN. Prefeito Bibi Costa, Anderson Tavares, Arysson Soares e Ormuz Barbalho
O I Encontro de Genealogia do RN, realizado na cidade de Caicó, proporcionou-me não apenas os ensinamentos e discussões acerca da genealogia. Tive a ventura de conhecer e privar da intimidade de criaturas que conhecia dos noticiários seja por suas atividades políticas, religiosas ou mesmo de pesquisa.




O prefeito de Caicó e tesoureiro do nosso Instituto de Genealogia, Bibi Costa, homem de frase curta, ágil e convincente, mostrou-se um excelente genealogista aparteando os demais palestrantes com suas observações sempre oportunas e sensatas. Acompanhou, nos dois dias, as palestras e discussões acerca de genealogia com vivo interesse.




O deputado Vivaldo Costa, irmão de Bibi Costa, discursou ainda no primeiro dia e logo de início, fez-me refletir sobre a verdadeira oligarquia ainda reinante no Rio Grande do Norte. Nada de Albuquerque Maranhão, dos Tavares de Lyra, dos Bezerra de Medeiros, muitos menos Alves e Maia...




A verdadeira oligarquia ainda reinante nestas ribeiras é a dos Araújo Batista que desde os tempos imperiais, tem representante ininterruptamente na Assembleia Legislativa do RN. Vivaldo Costa ainda me relatou, de memória, a árvore genealógica da governadora Vilma de Faria, cuja família tem raízes profundas no Seridó.




Dentre as personalidades presentes ao encontro, destaco o Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo, figura fascinante, diretor do Colégio Diocesano de Caicó e que acompanhou todos os debates com interesse de historiador que é.




Homem inteligente e culto, Monsenhor Tércio, que é mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, possui uma imensa biblioteca em sua casa, abordando os mais variados temas, com destaque para a educação. O rigor na formação alimentou o espírito critico calcado em idéias que provem de Aristóteles e São Tomás de Aquino.




Posso ainda destacar o Dr. Antônio Luiz de Medeiros, dentista de profissão e genealogista convicto. Possui um acervo fantástico de livros de batismos, casamentos e óbitos que transcreveu com paciência franciscana, salvando-os da ingratidão dos homens e do tempo para legá-los ao futuro.




Dr. Sinval Costa, decano dos genealogistas do Rio Grande do Norte e sua palavra fácil e segura sobre sua família, seu povo e sua região. Protótipo de genealogista que inspirou os irmãos Bibi e Vivaldo.

Sem falar na convivência com José Joaquim de Medeiros, Francisco Augusto, Arysson Soares, e os meus amigos do litoral João Felipe da Trindade e Ormuz Simonetti com os quais alimentamos esse sonho de reunir os genealogistas de nosso Estado, num coro uníssono em favor da história.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Encontro de Genealogia de Caicó/RN


A cidade de Caicó no Seridó potiguar sediou no último final de semana, dias 26 e 27 de setembro, o I Encontro Norteriograndense de Genealogia. O evento foi uma realização da Prefeitura de Caicó com o apoio do recém fundado Instituto Norteriograndense de Genealogia.


O anfitrião, prefeito Bibi Costa, que é tesoureiro do Instituto, recebeu os genealogistas de Pernambuco, Ceará e do Estado na Câmara Municipal, onde foram realizadas palestras e debates sobre história e genealogia.



No primeiro dia do evento, houve homenagens IN-MEMORIAN aos genealogistas Seridoenses. Após do que houve as seguintes palestras, seguidas de debates: Famílias Seridoenses com Sinval Costa; Famílias Cearenses com liame potiguar com Francisco Augusto de Araújo Lima; Genealogia Seridoense e Família Medeiros com Joaquim José de Medeiros Neto e Antônio Luiz de Medeiros; Comunicação sobre a fundação do Instituto de Genealogia do RN com Ormuz Barbalho Simonetti; Famílias Albuquerque Maranhão e Tavares de Lyra com Anderson Tavares e Família Carlos no RN com Jaércio de Oliveira Carlos.


No segundo dia houve a palestra Famílias Norteriograndenses com João Felipe da Trindade e o encerramento com a palestra Famílias Serranegrenses com Arysson Soares e Antônio Luiz de Medeiros.



O conhecimento de outros trabalhos, de outras técnicas de pesquisa e, sobretudo, o congraçamento entre os participantes, certamente foi o que de melhor resultou do encontro.

sábado, 26 de setembro de 2009

Sobre José Augusto Varella

Nasceu José Augusto Varella no sítio Recreio, município de Touros, hoje Barra de Maxaranguape, estado do Rio Grande do Norte aos 28 e novvembro de 1896. Seus pais, João da Fonseca Varella, herói da Guerra do Paraguai, e Inácia Cândida do Amaral Varella, vieram morar em Ceará-Mirim em 1904 quando foi concedida uma pensão ao seu pai General João Varella.

Aos oito anos, fez os primeiros estudos na escola particular de tia Naninha. As dificuldades financeiras da família não permitiram que o menino se afastasse das atividades agrícolas, no sítio da família, onde trabalhava e, nos fins de semana, em lombo de burro, transportava para a feira de Ceará-Mirim os poucos produtos da pequena propriedade.


Em 1910, o irmão mais velho, ordenado padre, oferece a oportunidade de estudar no Colégio Diocesano da Paraíba. Antes passara pelos bancos escolares do Seminário, na época uma maneira de menino pobre estudar.


Em 1917, segue para a Bahia para estudar medicina. O General Varella e o irmão Padre Luiz proporcionaram uma pequena mesada, suficiente para o estudante não passar fome. No meio do curso passa a receber ajuda de um tio, Ângelo Varella, abastardo proprietário. No 4º ano médico, foi nomeado acadêmico interno da Maternidade “Climério de Oliveira”. Em 1922, quando concluiu o curso defendeu a tese “Da Curietherapia do Câncer e dos Fibromas Uterinos”.


Em 1923, de volta ao Rio Grande do Norte, atende ao convite do Dr. Vicente de Lemos Filho, Juiz de Direito da cidade de Nova Cruz, para ali clinicar. Em seguida é convidado pelo Governador José Augusto Bezerra de Medeiros para dirigir, na Capital, os seguintes estabelecimentos: Hospital de Alienados, Hospital de Isolamento de Turbeculosos e Variolosos. É nomeado médico escolar, médico do Instituto da Criança, médico do 29º Batalhão de Caçadores. Recebia remuneração apenas do primeiro cargo.


Com a vitória da Revolução de 1930 e face à irrestrita solidariedade que emprestava ao Governador Juvenal Lamartine, deposto, vai para o interior organizar nova vida profissional em meio hostil e perigoso. Primeiro em Caicó, atendendo ao chamado do líder seridoense vitorioso Dinarte Mariz, depois Independência (hoje Pendências) e, finalmente, Macau, onde permaneceu de 1932 a 1963, exercendo, sempre, humanitariamente a medicina.


Em Macau, presta seus serviços médicos às seguintes companhias salineiras e de navegação marítima: Companhia Comércio e Navegação; Cia. Matarazzo; Cia. Costeira e Henrique Lage, além de dirigir o Posto de Saúde Pública do Estado. O seu trabalho de médico irradia-se pela vasta região do baixo rio Açu.


Em 1930, foi eleito Deputado Estadual pelo PRF, tendo o mandato interrompido pela Junta Militar da Revolução, que dissolveu a Legislação de 1930/1932.


Em 1934, elegeu-se novamente Deputado Estadual para a Constituinte 1935/1939 pelo Partido Popular. Em 09 de outubro de 1936, com um longo e importante discurso renuncia ao mandato. Este discurso marca a sua liderança na vasta e próspera região salineira. Volta, então, à sua clínica em Macau e à atividade agropecuária.


Em 1946, é eleito Deputado Federal – General Antônio Fernandes Dantas – companheiro dos tempos do Governo Juvenal Lamartine, conhecedor de suas qualidades de homem público honesto e leal – o nomeia Prefeito da Capital (1943-1945). Nos dois anos de sua administração foram arrecadados Cr$ 8,9 milhões, aplicados em obras Cr$ 3,1 milhões, em desapropriações Cr$ 0,2 mil e 60% da receita para custeio da máquina administrativa. Nenhum auxilio foi recebido do Estado ou da União.


Ainda em 1946, é eleito Deputado Federal pela legenda do Partido Social Democrático, onde permaneceu até 30 de julho de 1947. No dia seguinte, 31 de julho, assumiu o Governo do Estado, após memorável campanha eleitoral. Os dirigentes pessedistas, residentes no Rio de Janeiro, não se conformavam com o crescente prestigio do Governador. Mais fácil foi a compreensão das forças udenistas, liderados por Dinarte Mariz, José Augusto Bezerra de Medeiros e Aluízio Alves que, a exemplo do plano federal com a União Nacional em torno do Presidente Eurico Dutra, se aproximaram para ajudar a defender recursos financeiros, planos escolares e assistenciais, junto ao Governo Federal, onde a UDN ocupava alguns ministérios.


No seu governo foi iniciada a construção do Hospital Colônia de Psicopatas; foi dada continuidade a construção do Instituto de Educação, iniciada na administração Ubaldo Bezerra de Melo; iniciada e também quase concluída a construção do Quartel da Polícia militar, com recursos do Estado e mão-de-obra formada de soldados e oficiais da própria corporação; construída a ponte sobre o rio Ceará-Mirim, no município de Taipu; em convênio com o Ministério da Educação, foram construídas mais de uma centena de escolas e grupos rurais que alteraram a fisionomia do meio rural e das praias do Estado.


No seu governo foi criada a Faculdade de Direito de Natal que, mais tarde, veio a ser incorporada à UFRN. Na cidade de Macaíba, em particular, construiu a balaustrada que margeia o rio Jundiaí e urbanizou a área do antigo cais do porto.


Seu último cargo eletivo foi de Vice-Governador na chapa que tinha o Senador Dinarte Mariz para Governador (1956/1961).


Foi nomeado Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, no governo Aluízio Alves, de onde saiu em 28 de novembro de 1966 ao completar 70 anos. Foi o prêmio maior e único que recebeu durante os seus 50 anos de atividade pública. Este cargo lhe garantiu relativa tranqüilidade financeira durante o restante de sua laboriosa vida.


Foi casado com d. Maria da Conceição Varella, que faleceu em 29 de novembro de 1985 e com a qual teve quatro filhos, dezessete netos e bisnetos. Faleceu em Natal aos 14 de junho de 1976.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Derrotado no país de Mossoró

A cidade, que conta hoje com 234 mil habitantes, tinha, em 1927, um número de almas dez vezes menor, mas era desenvolvida, contando com comércio forte e diversificado, quatro jornais e energia elétrica. Muitos não acreditaram na notícia de que o mais famoso bandoleiro preparava-separa dar o bote em suas riquezas. O prefeito Rodolfo Fernandes tratou de preparar a resistência. Na noite de 12 de junho, a animação na cidade por causa do baile promovido pelo Humaytá Futebol Clube deu lugar à correria. Lampião já estava atacando a vila de São Sebastião (hoje município de Dix-Sept Rosado) e em poucas horas entraria em Mossoró.

Quem pôde, escapou de trem, de carro, cavalo ou mesmo a pé. Os que ficaram trancaram-se em casa, esperando o pior. A defesa da cidade ficou a cargo de cerca de 150 homens, espalhados em locais estratégicos, como a estação ferroviária, a Igreja de São Vicente e a própria casa do prefeito Rodolfo Fernandes.

Na manhã de 13 de junho, dia de Santo Antônio, Lampião ainda envia um bilhete, onde propõe o pagamento de 400 contos de réis em troca de deixar os mossoroenses em paz. O prefeito responde que a cidade tinha o dinheiro, mas que ele fosse buscar. Às 16h, chovia fino na cidade quando começou o tiroteio. Os historiadores divergem sobre o número de cangaceiros que atacaram Mossoró. O contingente varia de 50 a 150, mas todos estavam bem armados e certos de que conseguiriam ficar com uma parte do saque.

Em menos de uma hora de luta, Lampião, que via o desenvolvimento do combate de dentro do cemitério, manda o pessoal bater em retirada. O "invencível" cangaceiro admitia a derrota. No campo de batalha, ficou o corpo do cangaceiro Colchete, com o crânio estourado por uma bala. Outro importante "cabra" do bando, Jararaca, foi baleado quando tentava ficar com os despojos do morto. Ele ainda fugiu e se escondeu embaixo de uma ponte, mas foi denunciado quando pediu ajuda a uma pessoa que passava pelo local. Durante a fuga em direção ao Ceará, acossado pelas volantes, pelo menos mais um cangaceiro, Moreno, morreria em conseqüência de ferimentos.

No dia 15 de junho, já em Limoeiro, no território cearense, Lampião foi convidado a entrar na cidade, com o pedido de que não cometesse saques. É recebido como autoridade pelo prefeito, padre e juiz, com direito a banquete em hotel e passeios de automóvel. O fotógrafo Francisco Ribeiro de Castro conseguiu convencer Lampião a reunir o grupo para um registro. O chefe fica na fila da frente, ajoelhado, tendo atrás os prisioneiros e o restante do bando. Os filmes foram enviados para revelação em Mossoró, onde o crédito das imagens passou a ser identificado erroneamente como do jornalista potiguar José Octávio, dono do laboratório.

O ataque frustrado a Mossoró custou caro a Lampião. Acossado pelas forças de cinco estados - Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Ceará e Alagoas - ele segue em direção ao São Francisco. De líder de grande bando, está acompanhado agora apenas de cinco homens, desmuniciado e sem provisões. Em agosto de 1928, ele cruzou o rio, iniciando a sua última etapa de vida, onde ganharia mais uma alcunha no novo território. De Virgulino a Lampião, passando pelo Capitão da patente dada em Juazeiro do Norte, passaria a ser conhecido pelos pobres sertanejos baianos como "O Homem".

"Estando eu até aqui, o que pretendo é dinheiro. Já foi um aviso para o senhor aí. Se por acaso resolver mandar-me a importância que nós pedimos, evito a entrada aí; porém, não vindo essa importância, eu entrarei até aí. Penso que, a Deus querer, eu entro, e vai haver muito estrago. Por isso, se vier o dinheiro, eu não entro aí. Mas mande resposta logo. Virgulino Ferreira, Capitão Lampião."

O ataque a Mossoró foi o ponto culminante de uma longa marcha que envolveu três grupos de cangaceiros montados a cavalo. Lampião e Sabino saíram de Pernambuco, cruzaram a Paraíba e se encontraram com os chefes de bando Vinte-e-dois e Massilon no Ceará. De lá, voltaram para a Paraíba e entraram no Rio Grande do Norte, realizando saques e praticando assassinatos. Após o fracasso em Mossoró, a fuga se deu através do Ceará, onde os bandos se dispersaram. Lampião iniciou sua rota para a Bahia.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A família Salustino II


Família de Manoel Salustino Gomes de Macedo e Ananília Regina de Araújo. Acervo: Instituto Tavares de Lyra-Macaíba-RN.


A família Gomes de Melo chegou ao Seridó do Rio Grande do Norte por volta de 1865, através dos irmãos José Gomes de Melo e Francisco Gomes Pimenta, filhos de Manoel Fernandes Pimenta, da Fazenda Pimenta no município de Caraúbas-RN, e um cunhado, Manoel Gomes Pimenta, casado com uma irmã de ambos e da mesma localidade e filho de João Fernandes Pimenta. Adquiriram então a data de terra Pitombeira, onde situaram as suas fazendas de criação de gado. José fundou a Fazenda São Miguel, Francisco, a Fazenda Condado, e Manoel, a Fazenda Boa Esperança.

José Gomes de Melo, nascido no dia 15 de fevereiro de 1820 e falecido a 09 de maio de 1900, casou na Vargem Grande, Paraíba, com Urçula Francelina de Jesus, falecida em 1 de novembro de 1868, filha do casal Antônio Ferreira de Macedo e Tereza Maria da Conceição, sua prima; casou em segundas núpcias no dia 23 de novembro de 1870, no lugar Jardim, município de Araruna, Paraíba, com a sua sobrinha, Maria Guilermina da Conceição, falecida em 3 de julho de 1919, filha de Manoel Gomes Pimenta e Maria Francelina da Conceição.

Francisco Gomes Pimenta faleceu no dia 15 de outubro de 1896, casou em primeiras núpcias com Francisca e pela segunda vez com Mariana Cidalina do Amor Divino, falecida em 7 de fevereiro de1875, casou em terceiras núpcias com Maria Bertulina Gomes, falecida no dia 1 de novembro de 1918, viúva de Antônio Gomes Bastos.


Manoel Gomes Pimenta casado com Maria Francelina da Conceição, irmã dos precedentes, faleceu em 30 de maio de 1900, aos 80 anos.

Eis os três troncos principais da família Gomes em Currais Novos, no Seridó do Rio Grande do Norte. A seguir, a descrição da foto acima, que traz a família de Manoel Salustino Gomes de Macedo, filho de José Gomes de Melo e Urçula Francelina de Jesus:

Manoel Salustino Gomes de Macêdo *Picuí/PB 05-02-1857 +Currais Novos/RN 06-05-1942 casado com Ananília Regina de Araújo *Currais Novos/RN 07-03-1859 +Currais Novos/Rn 05-07-1948;


F1 Desembargador Thomaz Salustino Gomes de Mello casado com Tereza Bertina Bezerra de Araújo Galvão;


F2 Maria Regina de Araújo (D. Sinhá), casada com Antônio Othon de Araújo;


F3 Aristides Telésforo Gomes de Mello casado com Maria Amélia Gomes;


F4 Rita Alzira de Araújo casada com Antônio Bezerra de Araújo Galvão;


F5 Lindolfo Salustino, solteiro;


F6 José Salustino Gomes de Mello casado com Antônia Bezerra de Oliveira (Bitônha);


F7 Adélia Alina Salustino de Araújo casada com Félix Bezerra de Araújo Galvão;


F8 Francisco Leônis Gomes de Assis (Assis Salustino) ex-prefeito de Currais Novos e de São Thomé-RN, casado com D. Aura Galvão;


F9 Alcindo Gomes de Mello, ex-prefeito de Currais Novos, casado com Maria das Dôres Gomes.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Família Salustino de Currais Novos

Currais Novos, no Seridó, é uma cidade rica em famílias pródigas em descendentes. Dentre os muitos clãs desta urbe, destacamos as origens da família Salustino, que foi símbolo de um período aureo da história econômica do Rio Grande do Norte, através da maior mina de Scheelita da América do Sul - Brejuí. Esta família teve origem em Manoel Salustino Gomes de Macêdo, casado com Ananília Regina de Araújo.

Manoel Salustino Gomes de Melo era filho do capitão da Guarda Nacional José Gomes de Mello e Urçula Francelina de Jesus. Foram seus irmãos:

Luiz Gomes de Mello Lula;

Benedito Gomes de Mello;

Maria Urçulina de Jesus casada com o capitão Laurentino Bezerra de Araújo Galvão;

José Gomes de Mello Junior;

Joaquim Severiano Gomes;

Francisco Umbelino Gomes.

E do segundo casamento do capitão José Gomes de Mello com Maria da Conceição Gomes, houve:

Úrsula Augusta Gomes Cortez casada com Manoel Pegado Dantas Cortez;

Guilhermina Regina Gomes casada com Francisco Vicente Dias de Araújo;

Josefa Gomes casada com Manoel Antônio Elói de Oliveira;

Maria Regina de Araújo casada com Francisco Umbelino de Araújo;

Francisca Xavier Gomes casada com Antônio Xavier Dantas;

André Avelino Gomes de Mello;

Miguel Salustino Gomes de Mello;

Rita Clementina de Macêdo Gomes de Melo casada com Manoel Gomes de Melo Junior.

Genealogicamente, o sobrenome Salustino não existe. Na verdade, um apelido de família cuja origem onomástica é o prenome do patriarca Manoel SALUSTINO Gomes de Macêdo, tornado patronímico por seu filho Thomaz, acrescido aos descendentes deste, até a atualidade. Todos os demais descendentes de José Gomes de Mello (avô paterno de Thomaz Salustino) adotaram o sobrenome Gomes, sendo essa família, uma das maiores em ramificações no Seridó.

sábado, 19 de setembro de 2009

Família Freire de Macaíba

Coronel Manuel Joaquim Freire, político, comerciante e fazendeiro em Macaíba, casado com Ignez Emiliana Freire;

F.1 Anna Maximina Freire, solteira;

F.2 Dr. José Teotônio Freire casado com Maria Leopoldina Vianna. Filhos;

N. Maria Leonor Freire;

N. Ana Albertina Freire Varela casada com Milton Varela;

N. Gilberto Freire casado com Maria Leocádia Leite;

N. Inês Leopoldina Freire casada com José Garibaldi Lagreca;

N. Agenor Freire;

N. Lauro Freire casado com Aída de Mello Baptista;

N. Judith Freire Cardoso casada com o Dr. Emilio Cardoso Sobrinho;

N. Dhália Freire, faleceu criança;
N. Dhália Freire casada com Luis da Câmara Cascudo;

F.3 Cel. Manoel Maurício Freire casado com Constança Honorina Freire;

N. Joaquim Freire;

N. Teodorico Júlio Freire casado com Teodorica Tinôco Freire;

N. Leonel Freire;

N. Áurea Isaura Freire;

N. Odila Olindina Freire casada com Manoel de Almeida Macêdo;

N. Isabel Corina Freire c.c Estevam Alves Dantas de Araújo;

BN Manoel *novembro de 1923 +01-04-1924;
BN Darce Freire Dantas de Araújo *1925 +2009 c.c Mirian Almeida;
BN Maria Crinaura de Araújo c.c Jessé Dantas Cavalcante;

N. Agricio Freire;

N. Crinaura Freire;

N. Joaquim Arnaldo Freire, (seminarista).

F.4 Eulália Freire de Oliveira casada com Lídio Marinho de Oliveira;

N Inês Freire de Oliveira;
N Leonel Freire de Oliveira casado com Dulce Elisa de Mello Alecrim;

N Lídio Marinho de Oliveira Filho;

N Almir Freire de Oliveira;

F.5 Amélia Freire, faleceu infante;

F.6 Inez Freire Pereira;

F.7 João Elysio Freire;

F.8 Maria Hermelinda Freire casada com Francisco Sebastião Coelho;

N Maria Emilia Freire Coelho;

N José Alípio Freire Coelho;

N Maria Laura Freire Coelho;

N Celso Aurélio Freire Coelho;

N Dr. Abel Freire Coelho;

N Sebastião Freire Coelho;

N Manoel Freire Coelho;

N Maria Cândida Freire Coelho;

F.9 Marcelino Freire (falecido no naufrágio do “Bahia”) casado;

N Isabel Inah Lustosa Freire;
N Manoel Lustosa Freire;

F.10 Isabel Freire da Cruz c.c Francisco Severiano da Cruz;

N Isabel Freire da Cruz (Madrinha Beleza);

N Dr. Francisco Freire da Cruz.

F.11 Ana Olindina Freire.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Instituto Norteriograndense de Genealogia - fundação

Diretoria provisória do Instituto de Genealogia
Esq. p/ dir., Arysson Soares, Bibi Costa, Ormuz Barbalho, Anderson Tavares e Carlos Gomes


Criação de Instituto de Genealogia

No dia 17 passado, na Academia Norte-Riograndense de Letras, cedida pelo seu Presidente Diógenes da Cunha Lima, realizou-se a Assembléia Geral de criação do Instituto Norte-Riograndense de Genealogia-INRG.Os trabalhos foram abertos pelo Dr. Diógenes, que em seguida passou o comando da sessão ao genealogista Ormuz Barbalhos Simonetti, que compôs a mesa com os pesquisadores, Arysson Soares, Anderson Tavares e Rivaldo Costa, que foram eleitos pelos presentes como, respectivamente, Presidente, Vice-Presidente, Secretário e Tesoureiro da nova Instituição. Também fez parte da mesa o escritor e advogado Carlos Roberto de Miranda Gomes que prestou assessoria aos trabalhos.




Registraram-se as presenças de genealogistas, pesquisadores, escritores e pessoas interessadas no desenvolvimento da pesquisa histórica, que assinaram as fichas de inscrição como sócios-fundadores.Esclarecidos os objetivos da nova Instituição o Presidente facultou a palavra, dela fazendo uso vários intelectuais, todos enaltecendo a iniciativa e se prontificando a colaborarem para o sucesso do INRG, pela sua importância para a cultura e história potiguar.




O Presidente, antes de encerrar os trabalhos, agradeceu a presença de todos e informou que brevemente estará convocando pela imprensa local a realização de nova Assembléia Geral para a aprovação do seu Estatuto e continuar na sua tramitação regular para o reconhecimento legal.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Notícias sobre a fundação do Instituto de Genealogia

MATÉRIA PUBLICADA EM 15 DE SETEMBRO DE 2009

O JORNAL DE HOJE
COLUNAS - vicente serejo

serejo@terra.com.br

HistóriaVai ser criado, nesta quinta, às 17h, na sede da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, o Instituto Norte-Rio-Grandense de Genealogia, INRG. Reunindo os pesquisadores locais. SonhoA criação do Instituto é uma luta liderada pelos genealogistas Ormuz Barbalho Simonetti e Anderson Tavares. A idéia principal é reunir pesquisadores de todo o Rio Grande do Norte.

TRUBUNA DO NORTE - 16 DE SETEMBRO DE 2009

Natal vai ganhar Instituto de Genealogia


Amanhã às 17 h, no auditório da Academia Norteriograndense de Letras, localizada na rua Mipibu nº. 442 será criado o Instituto Norte-riograndense de Genealogia- INRG. Por iniciativa dos genealogistas Ormuz Barbalho Simonetti e Anderson Tavares, o Instituto congregará diversos pesquisadores da ciência genealógica vindos da região do Seridó - Caicó e Currais Novos e de Mossoró, bem como os pesquisadores residentes em Natal, que integrarão o quadro de Sócios Fundadores de INRG.
O evento contará com a presença do presidente e representante da Academia Norte Riograndense de Letras professor Diógenes da Cunha Lima.No dias 26 e 27 será promovido no auditório do Centro Administrativo de Caicó, às 8 horas, o I Encontro Norte-rio-grandense de Genealogia. A organização do evento é de Arysson Soares da Silva, membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN. A expectativa é receber a participação de 150 genealogistas do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará.
Mais informações telefone: 9946-6700, com Arysson Soares.

INRG-

Tribuna do Norte -

Wodem Madruga

Genealogia Amanhã, no auditório da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras vai haver a reunião para a fundação do Instituto Norte-Rio-Grandense de Genealogia, iniciativa dos genealogistas Ormuz Barbalho Simonetti e Anderson Tavares. Começa às 17 horas.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Três livros para entender Macaíba





Com a falta de um livro com a história de Macaíba, o leitor pode recorrer às reminiscências de três autores indispensáveis, na compreenção do desenvovimento político-sócio-cultural da cidade. Eloy Castriciano de Souza, Octacílio de Mello Alecrim e Meneval Pacheco Dantas se dispuseram a narrar suas vivências com conteúdos marcados pelo simbolismo das percepções afetivas, psiquicas, espirituais e éticas ligadas à provincia.


Eloy de Souza, pernambucano de nascimento, mas macaibense na escolha emocial do coração, destaca as lembranças mais antigas escritas referentes a macaíba, dentro de um período que vai desde sua infância entre 1873 a 1883, passando por sua juventude, quando foi delegado da cidade.


Octacílio Alecrim, partindo de 1906, ano de seu nascimento no casarão da rua da Conceição, segue até os anos 40, quando de sua última visita ao Estado, para ministrar uma palestra sobre Proust, na Acadêmia de Letras.


Dando prosseguimento as lembranças iniciadas pelos autores precedentes, temos Meneval Dantas, sobrinho de Octacílio, que influênciado pelo tio, "canta sua história" em seu livro de "imagens, sonhos e reminiscências", talvez, o mais conhecido pelos macaibenses, devido as suas duas edições patrocinadas pela então prefeita Odiléia Mércia da Costa.

domingo, 13 de setembro de 2009

Reedição da História do RN de Augusto Tavares de Lyra


Capa do livro


Auditório



José Roberto Bezerra (presidente da COSERN), José Ivonildo do Rêgo (reitor da UFRN) e Anderson Tavares


A lembrança dos grandes homens não tem apenas um sentido de saudade e de reverência. Um grande homem vivo ou morto, afirma e recomenda sua gente, seu povo. É um fruto da terra e do sangue que se converte em semente para fecundar a história. A homenagem que se presta a memória do Ministro Augusto Tavares de Lyra com a reedição do seu livro História do Rio Grande do Norte tem esta dimensão.

Tavares de Lyra foi um autentico estadista da república e um dos raríssimos brasileiros que fez parte dos três poderes constituídos. No Executivo, foi Governador do Estado, Ministro da Justiça, Ministro da Viação e Obras Públicas e Ministro da Fazenda. No Legislativo, foi Deputado Estadual, Deputado Federal e Senador da República. E no Judiciário, Ministro e Presidente do Tribunal de Contas da União.

Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade do Recife, ao tornar a Natal, estreou no Atheneu Norte Riograndense como professor de história, cujos conhecimentos lhe valeriam em trajetória ascendente. Na regência da cátedra, concluiu o jovem professor o seu noviciado, que lhe desvendou as delícias das peregrinações investigadoras pelo passado nacional.
Para além das atividades oficiais, foi um pesquisador constante e apaixonado da nossa história. Impossível falar do historiador sem mencionar a Questão de Grossos (disputa entre Ceará e RN), fato que despertou no estudioso, a curiosidade pela história de seu torrão natal. Tendo em vista que foi através deste acontecimento que pesquisou em vários documentos, tais como cartas régias, registros de terras, de salinas e antigas crônicas históricas.

Seus livros sobre história são referências evocadoras pelo seu caráter de precisão e isenção com que se habituou a invocar e a documentar esse tema.

Sobre Tavares de Lyra, depõe um de seus mais autorizados biógrafos, Luiz da Câmara Cascudo: - “uma vida limpa e clara, sem os escuros misteriosos que explicam, para muitos, a fecundidade ascensional. Uma existência que se pode evocar, sem falhas, na cronologia de uma seqüência moral incomparável. Grande vida! Fácil de ser elogiada, difícil de ser imitada! Combateu o bom combate, guardou a fé, viveu com honra sob o signo da inteligência”.

Em nome da família Tavares, em especial nas pessoas de suas diletas filhas, senhoras Madre Carmem Maria Tavares de Lyra e Sophia Augusta de Lyra Tavares, viúva do jurista Roberto de Lyra Tavares, agradeço a iniciativa da UFRN. Desejo que esta publicação seja um preito de homenagem às suas duas filhas, que do alto dos seus 86 e 105 anos, respectivamente, são as guardiãs da chama votiva do seu pai e com o coração enternecido gentilmente autorizaram a reedição deste livro.


sábado, 12 de setembro de 2009

Auta de Souza, poeta.




Na data dos 133 anos de Auta de Souza, relembramos alguns traços da poetiza macaibense.


Do caráter simbolista da poesia de Auta de Souza pode-se duvidar; está, no entanto, ligada ao simbolismo, mais que a qualquer outro movimento literário, pelo espírito religioso.


Otto Maria Carpeaux




A citação do Carpeaux é curiosa porque remete a temática de Auta de Souza a um movimento estético, o que é uma impropriedade. O fato é que entre o Simbolismo e o Neo-Romantismo pregava a poetisa, atribuindo-se-lhe coisas tais como "misticismo lírico" e "espiritualismo cristão" Embora Tristão de Atahyde fale em poesia cristã refere-se com mais propriedade quando fala que a poesia de Auta de Souza é simples, com "um sentimento de absoluta pureza".



Como naquela fase de transição, final do século XIX, Parnasianismo e Simbolismo no Brasil ainda eram atropelados pela verve romântica tradicional de nossos escritores, é nessa linhagem que melhor se configura a poesia de Auta de Souza, acentuando ainda Tristão de Athayde que ela "fez versos para si e para aqueles que mais de perto a cercavam".



Nunca sonhou com a glória literária" mas "no coração dos simples" "encontrou a mais terna repercussão. Auta de Souza tem vida breve, morta no dia 7 de fevereiro de 1901, atacada de tuberculose, a mesma doença de um irmão seu, o também poeta Henrique Castriciano, mas este superou o mal e viveu vida mais longa. Auta nasceu em Macaíba, Rio Grande do Norte, no dia 12 de setembro de 1876. A morte sempre a acompanhou de perto: perde cedo os pais e foi criada pela avó materna, e um irmão, de 12 anos, também morre.



Os estudos foram feitos no Recife, no Colégio de São Vicente de Paula, de religiosas francesas, o que a levou a dominar o francês e até chegar a escrever algumas poesias neste idioma. Mas a tuberculose estava à espreita, atacada ,foi em 1890, ano de sua volta com a avó para Macaíba. Em 1892, seu irmão Castriciano publica o primeiro livro de poemas, Iriações. "Dela nada se encontra nesse período", observa Raimundo de Menezes.



A atividade literária de Auta de Souza; a partir de 1893, quando passa a escrever intensamente e a participar de clubes literários e a colaborar em jornais e revistas de Natal Outra morte no seu caminho: o namorado. Reúne seus poemas, feitos entre 1893 e 1897 e lhes d o título provisório de Dálias. O livro vai acabar nas mãos de Olavo Bilac, que lhe faz o prefácio com o título de O horto - ficou apenas como Horto, quando editado em Natal em 1900. Oito meses depois morre Auta de Souza.

Prece do Centenário

Senhor,

Aqui estamos, um século depois do nascimento daquela que soube transmutar a dor e o sofrimento em sementes de prece, de amor e de alegria. AUTA DE SOUZA, menina gentil, símbolo e motivação, que manteve, até hoje, sobre a nossa terra e a nossa gente a chama da perseverança e do otimismo, recebe a nossa prece enternecida, por ser-mos gratos pela orientação contida em sua incomparável poesia, que demonstrou as gerações que se seguiram, que, acima da dor, do sofrimento, do infortúnio e do desalento, está a fé que tudo redime gerando compreensão, justiça e felicidade.

Senhor, daí-nos a PAZ de AUTA, daí-nos o estoicismo, a força e capacidade para sorrir, mesmo quando nossas almas chorarem. Redime as nossas impurezas, aproxima os casais, aproxima os homens separados pelo orgulho ou pelo ódio.

“É NOITE JÁ. COMO EM FELIZ REMANSO,DORMEM AS AVES NOS PEQUENOS NINHOS.....VAMOS MAIS DEVAGAR...DE MANSO E MANSO,PARA NÃO ASSUSTAR OS PASSARINHOS."

Senhor, quando a nossa volta tudo começar a ruir com os nossos ideais, daí-nos a certeza de que estarás conosco e de que conosco permanecerás até que um novo dia renasça da noite espessa e fria, até que o sol volte a brilhar, sem que a escuridão domine as nossas vidas.

“AO LONGE, A LUA VEM DOURANDO A TREVA....TURÍBULO IMENSO PARA DEUS ELEVAO INCENSO AGRESTE DA JUREMA EM FLOR."

E, por fim, senhor, evita por todos os meios possíveis que a arrogância nos domine, se apodere de nós, sufocando a humildade que nos é tão vital como o ar que respiramos, pois a não ser assim, senhor, não teria sentido a nossa existência, porquanto não legaríamos nada de útil aos nossos filhos, que precisam crescer CRENDO e sendo LEAIS, DILIGENTES, HUMILDES, SOLIDÁRIOS E HUMANOS.


UM MACAIBENSE.

1976

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O centenário da independência em Macaíba

Segue texto colhido de jornais de época sobre os eventos em Macaíba.
Foi cumprido à risca o programa organizado pela comissão nomeada pelo governo municipal, de acordo com as diretorias do grupo escolar “Auta de Souza”, Externato São Luiz Gonzaga, Escola de Santa Ignez, Liga Operária São José e Jundiahy Futebol Clube.

No dia 03 de setembro – houve jogo oficial do “Jundiahy”, às 16 horas, oferecendo a Liga Operária São José um escudo de ouro ao time vencedor e diploma de sócio honorário, ao campeão que fez o primeiro gol, falando em nome da Liga, a gentil senhorita Iracema Leiros;

Dia 04 de setembro – realizou-se a sessão solene na Escola de Santa Ignez;

Dia 05 de setembro – O festival Escolar no Externato São Luiz Gonzaga esteve muito concorrido;

Dia 06 de setembro – corridas: avanço as goiabas e aos sacos;

Dia 07 de setembro – seis horas: houve hasteamento da bandeira nacional nas fachadas do Palácio Municipal e Grupo Escolar, e da bandeira da Liga Operária na fachada de sua sede, sendo entoados os hinos da Independência, em frente ao Paço, pelos sócios do Jundiahy futebol clube; o hino do Trabalho, em frente a sede da Liga, pelos seus sócios e o hino da Bandeira, em frente ao grupo escolar pelos alunos do mesmo;

Às sete horas – grande passeata cívica, na qual tomaram parte, além da massa popular, a Liga Operária, Jundiahy futebol clube, Grupo Auta de Souza e alunos de diversas escolas, devendo formar cerca de 350 crianças.

Às oito horas – missa campal, na praça Dr. João Chaves (atual José da Penha), oficiando o padre João Felipe, depois do que ouviram-se muitos oradores, dentre os quais, Prudente Alecrim, Luis Tavares de Lyra, Henrique Castriciano, Octacílio Alecrim e Manoel Maurício Freire.
Às dez horas – reunião no Grupo Escolar “Auta de Souza”, onde os empregados do comercio procederam a leitura da oração a pátria, sendo entoado o hino a Independência e a escola, usando a palavra o Dr. Francisco Gurgel, promotor público que falou sobre a data.

Em seguida, o professor Manoel Varella fez preleção sobre o patriotismo feito pelos nossos antepassados, havendo depois, recitativos, monólogos e orações cívicas, pelos alunos do grupo, de acordo com o programa estabelecido pela diretoria geral de instrução pública.
A reunião foi encerrada com o hino da Independência, entoado pelos diversos alunos das escolas de Macaíba.

Às dezenove horas – sessão magna na sede da Liga Operária “São José”, na rua do cemitério.

Ainda durante o dia foram queimadas três salvas de vinte e um tiros cada uma. Tocou nas festas, a banda de música “José da Penha”, pertencente a Antônio de Andrade Lima – major Andrade.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Descendência de Joaquim Manso Marinho

Joaquim Manso Marinho e sua primeira esposa Gracinda de Moraes Marinho tiveram;

F1 D. Maria Gracinda Marinho de Mesquita foi a segunda esposa de João Alípio Carneiro de Mesquita Lima *Goianinha/RN 1852 +Macaíba/RN 04/12/1904;

N Olinto Carneiro de Mesquita * Macaíba/RN 29/09/1888;
N Artur Carneiro de Mesquita *Macaíba/RN 11/12/1890;
BN Nely
TN Arthur Mesquita c.c Uiara Maia

N Gracinda Olindina de Mesquita *Macaíba/RN 29/05/1892;

N Joaquim Alípio Carneiro de Mesquita Filho *Macaíba/RN 1893;

Joaquim Manso Marinho foi casado em segundas núpcias com Josefa Joaquina de Mesquita *1842 +23-02-1900;

F2 Félix Gomes Marinho *1868, casado aos 28-06-1900 com Josefa Joaquina de Mesquita Marinho *03-06-1876 +10-03-1940, filha de Valdevino Carneiro de Mesquita e Ana Joaquina Cavalcanti;

N Laura Marinho *19-11-1901 +05-09-1902;

N Nerval Marinho *16-03-1903;

N Maria Dulce Marinho *17-06-1904 +01-03-1940, c.c Leonel Pessoa;

N Maria Marinho *24-12-1905 +24-03-1906;

N Elita Marinho *05-04-1907 +11-09-1989;

N José Félix Marinho *26-04-1910 +29-06-1946;

N Maria das Dôres Marinho;

F3 Balthazar Gomes Marinho *06-01-1875 +24-11-1946, casado em 18-02-1900 com Luiza Cúrcio *06-01-1882 +19-10-1965, filha do italiano Paulo Luis Cúrcio e da brasileira Joaquina Brasilina Cúrcio;

N Luis Cúrcio Marinho *12-03-1901 +04-12-1971;

N Maria Cúrcio Marinho *03-07-1902;

N Paulo Cúrcio Marinho *19-06-1903;

N Ana Cúrcio Marinho *26-06-1904 +13-08-1906;

N Barbara Cúrcio Marinho *08-01-1906;

N Balthazar Gomes Marinho Filho *04-02-1907, casado em 06-01-1931 com Maria Alice Xavier Bezerra *15-06-1913;

N Letícia Gomes Marinho *20-02-1908;

N José Garibaldi Cúrcio Marinho *14-11-1909 +11-02-1972;

N Natércia Cúrcio Marinho *10-05-1912 +16-11-1935;

N Geraldo Magela Cúrcio Marinho *24-09-1913, casado em 06-01-1938 com Dagmar Soares Marinho *20-05-1920;

N João Batista Cúrcio Marinho *08-11-1914;

N Jayme Cúrcio Marinho *07-12-1916.

F4 Antônio Gomes Marinho *1863 +21-03-1908 c.c Maria Joana Gomes Marinho, filha de José Aleixo Ferreira e Joana Ferreira;

N Maria Gomes Marinho *01-11-1893;

N Melquiades Marinho *17-06-1895;

N Celso Marinho *1897 +25-07-1899;
N Elisa Marinho *06-05-1899;
N Nestor Marinho *setembro de 1900 +21-02-1901;

N Adalgisa Marinho *02-02-1904;

N Luis Marinho *02-10-1908;

F5 Anna Olindina Marinho de Mesquita *Macaíba/RN 05/03/1871 +Macaíba/RN 04/10/1946, casada em 29/01/1893 com Alfredo Adolfo de Mesquita *Macaíba/RN 02/10/1866 + Macaíba/RN 04/10/1929;
N Amélia Názia de Mesquita Meira;
N José Mesquita;
N Leonel Mesquita, solteiro;
N Vicente Mesquita;
N Alfredo Mesquita Filho;
N Anna Mesquita, faleceu criança;
N Paulo Mesquita;
N Maria Dulcinéa de Mesquita Barros.

F6 Luis Gomes Marinho *1866, casado em 05-02-1895 com Maria Emilia Mesquita *1876, filha de José Paulino de Mesquita e Josefa Francisca de Mesquita;

N Ômeo Marinho *23-12-1899

F7 Maria Leopoldina Marinho, solteira;

F8 Bevenuto Gomes Marinho *10-01-1880;
N filha casada com Mota Neto

F9 José Gomes Marinho c.c Maria Rosalina Gomes

N Cícero *20-11-1884;

F10 Joana Marinho (joaninha);

F11 Francisca Marinho (Chiquinha).

domingo, 6 de setembro de 2009

Bertha Lutz e a primeira eleitora de Macaíba

Em propaganda feminista pelo Estado, Bertha Lutz chegou a Macaíba acompanhada de numerosa comitiva, composta pelo Dr. Cristovão Dantas; representante do governador Lamartine, Dr. Omar O’Grady; prefeito de Natal, Dr. Varella Santiago; diretor da saúde pública, Dr. Cícero Aranha; diretor da fazenda estadual, Dr. Abílio Dantas; diretor interino da segurança pública, senhoritas Ignez Dantas, Concita Câmara, Dr. Emidio Cardoso, secretário do governador, Dr. Ivo Cavalcante, capitão João Fernandes de Almeida, capitão Abdon Trigueiro e o senhor Edgar Dantas – da “A República”.

Chegaram as 10 horas, dirigindo-se primeiramente à residência do Dr. Vírgilio Dantas, juiz de direito, onde esperavam muitas famílias e autoridades municipais. Ao descer do carro, Berta Lutz foi coberta de flores por um grupo de jovens da sociedade local.


A saudação em nome do município foi feita pelo Dr. Francisco Canindé de Carvalho, promotor público. Berta Lutz, então de improviso, agradeceu a recepção e as provas de estima. Ainda durante a recepção, houve o batizado de Vanilde, filha de Virgilio e Terceira, cujos padrinhos foram Cristovão e Ignez Dantas. Seguiu-se um almoço, depois do qual dirigiram-se ao grupo escolar Auta de Souza, onde a diretora Arcelina Fernandes, saudou mais uma vez a visitante que agradeceu igualmente de improviso.


Ao meio dia o Dr. Virgilio Dantas deu inicio a audiência eleitoral, convidando para sentar-se ao seu lado, na mesa dos trabalhos, Berta Lutz e o Dr. Cristovão Dantas. Alistou-se, em primeiro lugar, a senhora Maria Terceira Dantas, seguida de Alice Freire, esposa do prefeito Almir Freire; sendo seguidas pelaprofessora Arcelina Fernandes, Dulce Alecrim Freire, esposa de Leonel Freire, Estelita Moura, esposa de Celso Moura, professora Maria Olimpa Ferreira, esposa de Orlando Ubirajara, Maria das Mercês Feitoza, esposa de Odilon Freire Feitoza, Maria Zebina Alecrim da Silva, esposa de Alberto Silva, Maria Silvéria Varella, esposa de Alcides Varella, Anita Severina de Carvalho, esposa do promotor, Silvia Cavalcante, esposa de Ramiro Cavalcante e Verbulina Gomes, esposa de José de Macedo Gomes.


Ao término da audiência de alistamento, Dr. Virgilio Dantas congratulou-se com as senhoras, pela vitória alcançada e justificou o motivo pelo qual alistava as mulheres macaibenses. Berta Lutz falou, em seguida, fazendo algumas considerações acerca da constituição brasileira. O acadêmico Octacílio Alecrim falou em nome das eleitoras e o seu discurso foi apontado como “um hino” de entusiasmo e admiração pela campanha feminista.


Finda a audiência eleitoral para alistamento das mulheres macaibenses, foi servido um banquete de 40 talheres, oferecido pela prefeitura a d. Bertha Lutz. A mesa em forma de B, foi artisticamente ornamentada, tendo a homenageada tomado acento central e ladeada pelo Dr. Cristovão Dantas e Omar O’Grady, autoridades municipais, pessoas gradas e comitiva.


O prefeito Almir Freire ainda discursou e mais uma vez Bertha Lutz agradeceu as homenagens prestadas, lembrando o nobre ideal há pouco tornado realidade, bem como apresentou votos pelo progresso crescente da Macaíba.


Por fim, falou a primeira eleitora do município, Maria Terceira Dantas que levantou um brinde de honra ao Dr. Juvenal Lamartine, presidente do Estado, sendo sucedida pelo Dr. Cristovão Dantas que agradeceu em nome do presidente.

Durante o banquete, fez-se ouvir a banda de música regida pelo professor Augusto Coelho, sendo fotografo do evento o Sr. João Galvão. Transcorreu assim, o alistamento eleitoral das mulheres, na cidade de Macaíba, marcando na sua vida de comuna esse acontecimento cercado de todo alcance social e político.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Revista Ciência Sempre da FAPERN




A edição n° 13 da Ciência Sempre tem como tema os Inventores Potiguares, centrando suas atenções nas figuras singulares de Abraham Palatnik e Augusto Severo. A revista traz uma entrevista com o próprio Abraham Palatnik, nascido no Rio Grande do Norte, que participou do seminário "O Invento e o Inventor" realizado pela FAPERN em 2008.




O seminário celebrou a importância de Palatnik como precursor da arte cinética, cujos desdobramentos se fazem sentir até hoje na arte contemporânea. A revista está estruturada em dois blocos. O primeiro compõe-se de depoimentos de pesquisadores e professores discutindo Abraham Palatnik e a arte cinética, ao que se juntam resenhas e críticas feitas por estudiosos do mundo das artes.




O segundo bloco aborda Augusto Severo, também potiguar e pioneiro da dirigibilidade do balão, tendo dado contribuições imprescindíveis para a navegabilidade do dirigível a partir de sua experiência com o balão Pax. A biografia e a contribuição desses dois inventores está ressaltada nas páginas do dossiê, que reporta-se às invenções enquanto patrimônio imaterial dos norte-rio-grandenses e marco no processo de inovação - seja tecnológica, no caso de Severo, seja artística, no caso de Palatnik.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Solar da Madalena - antiga Villa Soledade




Edificado entre os anos de 1915-17, pelo mestre Carneiro, com base na planta do arquiteto Giacómo Palumbo, a Vila Soledade era a residência do cel. Manoel Mauricio Freire, chefe Político do município por quarenta anos. Em 2003, quando conheci seu neto Dr. Darce Freire Dantas de Araújo, este me relatou o verdadeiro nome da propriedade, lembrando que quando ainda era uma criança, nos idos de 1920, os jardins da casa ostentavam dois grandes "V" e "S" artísticamente desenhados com flores e que indicavam à moda de então de intitular as grandes casas de Villas - em substituição ao velho costume imperial de chamar de Solar essas casas.




O atual casarão substituiu a antiga sede da fazenda Canavial que pertencia ao major Manoel Joaquim Freire, pai de Maurício. Após a construção do solar, o cel. Neco Freire e sua esposa D. Constança, reuniam todos os anos as sociedades Natalense e Macaíbense para a festa da colheita da jabuticaba, produzida pelo sítio. Esses eventos contavam com a presença dos governadores daquela época, o que ratifica o poder político de Manoel Freire.




Fazia parte da propriedade, o antigo porto da Madalena que servia de escoadouro da produção do açucar "Moreninho", da refinação de Neco Freire, bem como das pedras proveninetes da pedreira que o coronel possuia e que calçaram Natal no tempo dos Albuquerque Maranhão, restando, na atualidade, a rua que separa o Solar Bela Vista da casa de Câmara Cascudo, pavimentadae com as antigas pedras.




Com o falecimento de Manoel Maurício Freire, a propriedade ficou para sua neta Maria Crinaura, filha de Isabel Freire e Estevam Alves, que em 1955 vendeu ao comerciante Aguinaldo Ferreira da Silva.




Na década de 80 seu filho Jansem Leiros, restaurou o solar e seus jardins, a partir daí passou a ser conhecido por “Solar da Madalena” em alusão a um antigo porto localizado nas proximidades.



O belo solar da Madalena foi tombado pelo patrimônio histórico do estado em 29 de julho de 2002 e encontra-se em razoável estado de conservação, mantendo sua imponência e fazendo lembrar o fausto em que viviam as famílias abastardas no período áureo do município.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Rua da Aliança

O presente tema pode ensejar a política, o jogo dos contrários e o balanço das disputas partidárias. Mas não é nada disso, apesar de se tratar de minha terra Macaíba. São duas ruas pacatas e simplórias que não perderam a densidade histórica de suas origens.



Poucos são os que tratam de rua Dr. Pedro Matos (em homenagem ao malogrado deputado estadual, morto acidentalmente por um tiro de revólver, em 1938), o caminho mais antigo de quem procede de Natal. A denominação costumeira, consuetudinária, é rua da Aliança.



A origem toponímica da localidade possui duas versões coletadas por mim de antigos moradores, e são as seguintes; a primeira, fincada nas raízes do imaginário popular, conta que um casal apaixonado resolveu selar o noivado com festa de comer e beber, que tomou toda a extensão do arruamento, e, permitiu o batismo de rua da Aliança.



A segunda versão parece-me a mais convincente, tendo em vista o que foi escrito sobre o tema. Em 1896, o jovem Eloy de Souza era delegado municipal, nomeado por Pedro Velho. Eloy quis restabelecer a ordem pública perturbada por alguns elementos provenientes dos engenhos Ferreiro Torto, pertencente nesta época ao Dr. Francisco Clementino de Vasconcelos Chaves e Arvoredo, cujo proprietário era o Cel. Manoel Joaquim Teixeira de Moura.



Os trabalhadores - segundo Eloy – perturbavam a feira, furtavam animais e travavam lutas corporais. O primeiro desordeiro detido foi José Câmara, morador do Ferreiro Torto. Na noite seguinte à prisão, numerosos trabalhadores resolveram atacar a cidade. Eloy de Souza, previamente informado, somente dispunha de oito soldados. De pronto, recorreu ao coronel Agripino de Mesquita e ao comendador Umbelino de Mello para que cedessem homens para a defesa.


Houve então um deslocamento de todos para a estrada que ligava o engenho e a cidade da Macaíba. Aprouve a providência que não houvesse luta. Desta vez, o Dr. Chaves e o coronel Manoel Joaquim compareceram ao local do confronto, mas o diálogo prevaleceu graças as articulações de Eloy, Umbelino de Mello, chefe situacionista e Agripino de Mesquita, chefe oposicionista cujo tio havia sido morto pelo capanga do Ferreiro Torto, que preso, motivou a revolta.


O episódio serviu para gerar um momento de união entre pessoas adversárias. E, sobretudo, a aliança, a promessa entre as partes de que aquele fato jamais voltaria a acontecer. Populares presentes crismaram de a Rua da Aliança o logradouro. E o nome foi oficializado pela Intendência Municipal, a pedido dos envolvidos.
O topônimo perdurou até pouco depois do dia 10 de novembro de 1937, quando faleceu em consequência de um tiro acidentalmente deflagado por um amigo oficial da polícia, o deputado estadual Dr. Pedro de Alcântara Matos, lider do governador na Assembléia Legislativa. O prefeito de Macaíba decretou a mudança do nome da rua, mas o povo não esqueceu a tradicional denominação pretérita.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O casarão "A Noiva" da rua da Cruz

Figura 01


Figura 02

Em Natal, existe um antigo casarão, na rua da Conceição, que remonta ao périodo colonial do Rio Grande do Norte e que é conhecido por " A Noiva", visto que parte da estrutura do telhado desce em acentuado declive, desde a sua cumeeira até a parte inferior, lembrando a presença de um véu nupcial. Macaíba também possui um casarão com essa singularidade, e, durante os primeiros anos de sua construção, também era conhecido como "A Noiva".



O casarão da Rua Dr. Francisco da Cruz, centro de Macaíba, foi construído por volta de 1860, sendo um presente do Major Fabrício Pedroza para sua filha Guilhermina da Silva Pedroza Tavares. Com o falecimento desta, seu esposo Antônio Tavares se desfez da residência, vendendo-a ao major Heráclito de Oliveira senhor do engenho Utinga, que utilizava-o nos dias de feira e quando estava em Macaíba.



Posteriormente o casarão foi vendido ao Sr. Antônio Damasceno de Lima comerciante na cidade, permanecendo na posse de seus familiares atualmente.



O imóvel possui várias intervenções físicas, tanto internas como externamente, que demonstram bem a sucessivas temporalidades que agregam valores, situando-o como importante referência paisagística e identitária na cidade de Macaíba.



Um breve histórico dessas intervenções demonstra bem a relação do imóvel com as dinâmicas próprias da cidade. Relatos tradicionais afirmam que a edificação remonta ao fim do século XIX e que a aparência de sua fachada diferia da do registro iconográfico mais antigo conhecido (Fig. 01).



Na fotografia alguns elementos ecléticos foram incorporados á fachada, mas a proporção dos vãos ainda é a original. Na reforma acontecida em meados da década de 1930 (Fig. 02), os proprietários da casa reelaboram a fachada dentro de uma ornamentação menos rebuscada, mais geométrica, de linhas retas, com alguns escalonamentos, redistribuindo os vãos e substituindo o antigo piso por ladrilho hidráulico policromado em padrões geométricos.



Retratando fenômeno comum à periferia das áreas economicamente ativas, cidades de pequeno é médio porte tentavam acompanhar os modismos arquitetônicos, principalmente através de "maquiagens" estilísticas da fachada. A distribuição interna do imóvel e sua implantação no lote raramente sofriam modificações, mantendo intacta a espacialidade da arquitetura tradicional.



No imóvel específico, a reforma da década de 1930 ainda reformulou algumas espacialidades da casa, ao abrir na fachada uma área que matiza as relações entre o público e o privado, criando uma espécie de espaço intermediário, utilizado hora como área de "receber" ou até mesmo de "estar", reforçando uma relação entre a rua e a casa. Isso concede características peculiares ao imóvel, indicando uma interessante releitura do vocabulário "moderno" do período pelo fazer da arquitetura popular.