sexta-feira, 30 de outubro de 2009

As fases do translado

Os descendentes de Fabrício Pedroza ao lado do Jazigo. Fabrício Pedroza, Joana D'arc, Anderson Tavares, Graco Magalhães (viúvo da trineta Elza Pedroza), Antônio Carlos e Sônia Severo. (Foto Marcelo Augusto)

Graco Magalhães e Anderson Tavares conduzindo a urna de Guilhermina e Antônio Tavares. (Foto Antônio Carlos Magalhães Alves)

Prefeita Marília Dias e Fabrício Pedroza com a urna de Fabrício Gomes Pedroza. (Foto de Antônio Carlos Magalhães Alves)

O cortejo deixa o Aeroporto Internacional Augusto Severo. (Foto Assecom Macaíba)


Anderson Tavares ao lado do túmulo de Fabrício Gomes Pedroza no Rio de Janeiro. (Foto Marcelo Augusto)


Tendo em vista as solicitações de familiares e amigos, estudiosos de nossa história, faço um relato das principais fases do translado dos despojos de Fabrício Gomes Pedroza, fundador da cidade de Macaíba. Viajei representando o Instituto Pró-Memória de Macaíba e na qualidade de descendente de Fabrício Gomes Pedroza ao Rio de Janeiro, com o secretário de Cultura de Macaíba, Sr. Marcelo Augusto, para agilizar o translado do patriarca de Macaíba, junto ao Cemitério de São João Batista.

Resolvidos os tramites no Rio de Janeiro, trouxe os restos mortais de Fabrício Pedroza que seguiu do aeroporto Internacional Augusto Severo, em Parnamirim para Macaíba, acompanhado de uma carreata composta de diversas autoridades macaibenses, tendo a frente a prefeita Marília Dias e Dr. Olimpio Maciel. O cortejo foi precedido por batedores da Polícia Rodoviária Federal.


Em Macaíba, depois das solenidades de praxe realizadas pela municipalidade e a encomendação dos despojos de Fabrício Pedroza e da sua filha Guilhermina Tavares e o esposo Antônio Tavares, Marília Dias e o descendente Fabrício Gomes Pedroza Filho levaram as cinzas do fundador de Macaíba para o sepultamento no jazigo da família, no interior da igreja matriz, seguidos pelos descendentes Graco Magalhães e Anderson Tavares que levavam os despojos de Guilhermina e Antônio Tavares. Depositados no mausoléu, seguiu-se a missa solene.


Na quinta-feira fui com Fabrício Pedroza ao antigo solar familiar em Guarapes. O sexto dos “Fabrícios Gomes Pedrozas” encontrou-se com a obra do primeiro. Obra grandiosa e de um passado de glórias econômicas que elevaram o nome do Rio Grande do Norte, além das fronteiras do País.

Daquelas ruínas históricas, nosso ancestral Fabrício Pedroza comandou o maior império comercial deste Estado, comercializando diretamente com a Inglaterra e os Estados Unidos. E o Fabrício atual comentava melancolicamente: “veja o que sobrou de todo império comercial. Tudo passa muito rápido. Poucos sabem da movimentação deste lugar no passado”.

Acredito que o primeiro passo na restituição dessa memória histórica tenha sido dado com o translado dos restos mortais de Fabrício Pedroza, patrocinado pela Prefeitura Municipal de Macaíba e Instituto Pró-Memória de Macaíba, que tem a frente à Drª Marília Dias e o Dr. Olimpio Maciel.

Falta agora a restauração do Casarão de Guarapes. Através da luta de anos de Valério Mesquita, o Deputado Federal Rogério Marinho já assegurou 250 mil reais para auxiliar nas despesas. Cabe agora ao Estado endossar essa luta que é de todo o Estado, pela preservação de sua memória econômica inicial.

Nenhum comentário:

Postar um comentário