quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Perfis - Estefânia Mangabeira

Já descrevi neste blog, através de pequenas biografias, a vida de duas poetisas macaibenses – Auta de Souza e Maria de Lourdes Cid. Para completar uma tríade, trago a lume a história de Estefânia Alzira Mangabeira de Barros, educadora militante e poetisa apaixonada.

Nascida em Macaíba, no dia 16 de Janeiro de 1894. Era filha de João Paulino de Azevedo Mangabeira e de Maria Amélia Mangabeira. Iniciou os seus estudos em Macaíba. A família mudou para Belém, no Pará, onde ela formou-se pela Escola Normal de Belém, passando logo em seguida a residir em Currais Novos, no Seridó Potiguar.

Passou então a ensinar no Grupo Escolar Capitão-mor Galvão e posteriormente introduziu o antigo MOBRAL. Em Macaíba casou com Francisco Paulino de Barros e tiveram cinco filhos: Moysés, Arão (falecido criança), Niafran (falecido criança), Myriam Niafran, Talita Tarcila Paulino de Barros. Residiu a poetisa em Natal, Currais Novos, Campina Grande (PB) de 1928 a 1944, João Pessoa e, finalmente, em Belo Horizonte (MG).

Literalmente usava os pseudônimos: “Humilde Brasileira” e “Alma Potiguar”. Colaborou na revista A Jangada, de Fortaleza e fez parte da Casa de Juvenal Galeno, de Fortaleza no Ceará, e da “Ala Feminina de Campina Grande”, Paraíba. Pertencia à primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte.

Como poetisa sacra, versificou inúmeros temas bíblicos, tendo escrito para as revistas Voz Missionária, SAF em Revista e para os jornais Rosa de Saron e Batista Mineiro.

Como escritora publicou os livros "Lírios Roxos", "Vagalume", “Natimorta”, em 1928, pela gráfica Pantuária, sendo a primeira mulher a publicar livro em Campina Grande. Deixou inéditos: “Luzes Pálidas”, “Flagelos”. A poetisa Estefânia Mangabeira faleceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, a 27 de agosto de 1974.

Um comentário:

  1. Agradeço a postagem. Pouco eu sabia sobre esta poeta, agora a conheço mais!

    ResponderExcluir