terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Dr. João de Albuquerque Maranhão - João das Estivas

Dr. João de Albuquerque Maranhão, republicano histórico. 


Nascido em 1828, no engenho Miriri, engenho tradicional que os holandeses haviam encontrado safrejando na Paraíba.  Era filho do capitão-mor João de Albuquerque Maranhão e de Gertrudes Cândida de A. Maranhão. O coronel Inácio Maranhão, do engenho Belém, em São José de Mipibu era seu irmão.

Foram seus filhos: João de Albuquerque Maranhão, nascido em 31 de julho de 1860, falecido solteiro; André, falecido no Recife em 1928, Antônia casada com Dr. José Joaquim de Sá e Benevides, Afonso nascido em 1866 e falecido aos 24 de janeiro de 1933, em Manaus, onde era Juiz de Direito; Maria Luíza, nascida 1868 e falecida solteira em Recife em 1945; João nascido em 20 de junho de 1873 e falecido em 1880; Luís nascido em 1875 e falecido no Recife, no dia 02 de fevereiro de 1939; João (o escritor), nascido em Arez no dia 20 de agosto de 1880.
Segundo o escritor Luís da Câmara Cascudo, João das Estivas foi:

Grande proprietário, dono de escravos, possuindo mais terras do que certos reinos da confederação alemã, era bom, compassivo e generoso, tão cheio de boemia e simplicidade que parecia crédulo e pueril. Os escravos faziam quanto desejavam fazer. Furtavam como e onde queriam. Surpreendidos, davam explicações curiosas que o dr. João das Estivas repetia, sorrindo, como se as acreditasse.

Bacharel pela Faculdade de Direito de Olinda, turma de 1853, fixara-se em Estivas, no casarão enorme, com vasto janelório aberto, rodeado de alpendres, espécie de solar e casa grande, erguida em 1810. Era filiado ao Partido Conservador, cuja liderança se estendia pelos municípios de Arez, Canguaretama, Goianinha e até a província da Paraíba. Foi deputado provincial de 1874-75 e de 1876-77, sem grandes entusiasmos pela política absorvedora da época.

Seu pai, o capitão-mor João de Albuquerque Maranhão de Miriri, foi um dos mais ativos republicanos de 1817. Casou com a prima Antônia Josefa, irmã de Andrezinho de Cunhaú. O Dr. João era o primogênito. Morando em Estivas herdou o lindo costume feudal, o nome da família junto ao da recordação de posse da terra. Ficou sendo para todos de seu tempo Dr. João das Estivas.

Segundo os jornais da época, no ano de 1888, João das Estivas alforriou, sem condições, todos os seus escravos. Fez uma festa e serviu aos alforriados. Quando Pedro Velho decidiu fundar o Partido Republicano no Rio Grande do Norte, convidou o Dr. João das Estivas para presidir a cerimônia, sendo eleito presidente daquela agremiação no dia 27 de janeiro de 1889. Era tido como o mais antigo republicano do estado.

Numa quinta-feira, 26 de dezembro de 1889, o Governador Dr. Adolfo da Silva Gordo e comitiva, desembarcaram na estação do engenho Baldum e seguiram em grande cortejo até a cidade de Arez, onde foram saudados pela oratória do Dr. João de Albuquerque Maranhão, que deu vivas à República e ao governador!

Em 16 de janeiro de 1890, o governador Dr. Adolfo Gordo nomeou, em cada município, uma Intendência, dentro dos novos padrões de administração republicano. Na cidade de Arez, o Dr. João de Albuquerque Maranhão foi designado presidente da Intendência, sendo auxiliado pelos intendentes Primo Feliciano Mártir e Manoel Augusto de Carvalho.

Desgostoso com os rumos políticos impetrados por Pedro Velho, o Dr. João das Estivas filiou-se, solidário, junto a outros importantes republicanos históricos ao Centro Republicano 15 de novembro, fundado em Natal no dia 16 de março de 1890.


O Dr. João das Estivas faleceu de problemas cardíacos no dia 04 de novembro de 1890, ao chegar de uma viagem que fizera a Natal, na casa grande do seu engenho Estivas. Morreu no exercício do cargo de Presidente da Intendência de Arez, sendo substituído por Manoel Augusto de Carvalho. 


Coronel André Júlio, filho de Dr. João das Estivas, último Albuquerque Maranhão no comando de Estivas.





Dr. João de Albuquerque Maranhão Júnior

Escritor João de Albuquerque Maranhão Júnior escreveu A Casa de Cunhaú, em 1956.

Nascido no engenho Estivas, na cidade de Arez, aos 20 de agosto de 1880, estudou humanidades no Recife, cursando o Instituto Pestalozzi do educador brasileiro Dr. Raimundo Honório da Silva, formando em Direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, com a turma de 1921. 

Oficial administrativo do Ministério da Fazenda. Jornalista. Delegado dos Tribunais de Contas nos estados de Sergipe e Pará e delegado fiscal do Tesouro Nacional no Amazonas. Foi para o Amazonas no ano de 1903, quando ainda estudante e por lá viveu 28 anos.

Casou em Pernambuco no ano de 1911 com Laura Tavares da Cunha Melo, que faleceu em 1915, com quem teve o escritor Petrarca Maranhão, Lauro Tavares da Cunha Melo; casou em segundas núpcias com Maria Oneide Maranhão da Costa em 1930, com quem teve Fernando Augusto de A. Maranhão.

Em 1956, escreveu o livro História da Casa de Cunhaú, prefaciado por Gilberto Freyre. Trata-se de um excelente livro que destaca os antigos ramos da família Albuquerque Maranhão em seus diversos seguimentos.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em sua residência, no bairro de Ipanema, no dia 24 de maio de 1958. 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O livro de Crinaura: a menina da Vila Soledade

Capa do livro de Maria Crinaura, retratando a Vila Soledade.

A menina Maria Crinaura. Acervo Instituto Tavares de Lyra



Maria Crinaura Dantas Cavalcanti é macaibense nascida na Vila Soledade, casarão tombado como patrimônio histórico, hoje conhecido por Solar da Madalena, mas que no tempo do seu avô materno, o coronel Manoel Maurício Freire era assim denominado. Viúva de Jessé Dantas Cavalcanti, Maria Crinaura tem quatro filhos, sete netos e um bisneto. É assistente social aposentada, tendo desenvolvido seu trabalho em diversas repartições públicas.

No ano de 2013, Maria Crinaura publicou o livro Vila Soledade, editado pela Jovens escribas, onde volta de mansinho, revestida da menina que foi no antigo casarão e nos apresenta parte do seu universo vivido naquela paisagem ainda bucólica da Macaíba de outrora. O resultado é uma narrativa leve, despretensiosa e, ao mesmo tempo, um documento histórico sem par, autêntico, substancioso, sobre a vida privada, o cotidiano, a micro-história, enfim, de um importante núcleo familiar macaibense do século passado.

Maria Crinaura escreve suas lembranças, mas informada pelo olhar novo da menina da Vila. Com ela podemos penetrar os segredos do casarão no período ainda por estudar do domínio da família Freire, em Macaíba. Trata-se de um documento chave para a história cultural da cidade. Através do olhar da menina da Vila podemos ainda reviver os padrões de convivência humana. O próprio ângulo de visão é de baixo para cima, como as crianças veem e vivenciam o mundo dos adultos.


Trata-se aqui de uma fonte particularmente importante para a história social da infância e da família, na linha aberta por Philippe Ariàes. É esta voz abissal e ressoante de ecos envolventes, que, para nossa inquietação e nossa maravilha, nos lega o livro Vila Soledade, de Maria Crinaura.

domingo, 1 de novembro de 2015

A jovem sem nome...

Túmulo de Lourdinha Barreto. Foto: Anderson Tavares de Lyra.


Maria de Lourdes Barreto de Oliveira
*11-02-1926
+12-04-1943


Este artigo não descreverá um dos muitos personagens ilustres da cidade da Macaíba. Essa pessoa teve uma vida comum e rápida. Porém, ela incorporou-se ao imaginário macaibense exatamente após a morte. Desde criança que ouço estórias sobre uma jovem bonita, falecida muito cedo e cuja alma “aparecia” sentada na escadaria de acesso ao busto do velho Mesquita, na Praça da Saudade, em frente ao Cemitério de São Miguel da Macaíba.

O espírito da jovem, dizem, já colocou medo em muitos transeuntes da Rua do cemitério – oficialmente Rua Governador Dinarte Mariz. A estória mais divulgada diz respeito a um padeiro que jurava ter visto a jovem. Ao vê-la, foi ao seu encontro e ela se dirigiu para o cemitério, transpassando o portão. O homem apavorado correu deixando para trás sua bicicleta e um balaio com os pães.

Outra feita da jovem alma, pediu a um rapaz que voltava de uma festa, que a acompanhasse até sua casa, ao que o jovem atendeu e seguiram em animada conversa até o portão do cemitério, quando ela agradeceu e entrou. O rapaz sofreu um desmaio de tanto pavor que lhe infringiu aquela visão fantasmagórica.

Intrigado com a suposta assombração, fui ao cemitério em busca de mais elementos sobre a jovem. Depois de indagar ao coveiro o lugar do túmulo, ele me apontou um jazigo azul que fica a direita de quem entra no campo santo. Confirmei com antigas zeladoras do cemitério e todas foram unanimes em apontar o jazigo da “jovem sem nome”, retratada com a mão apoiando o seu queixo. Não há indicação de nome, nem as datas de nascimento e de morte, nem mesmo outras fotografias de parentes inumados ali.

Chegando em casa e comentando o meu insucesso em obter os dados sobre a aquela bela moça, conversei com a minha avó Nira Dalva Tavares, que de pronto lembrou-se e me legou alguns dados. Falou que a jovem era Maria de Lourdes Barreto, comumente conhecida por Lourdinha Barreto, era filha de Mariinha e Sérgio Barreto, e tinha ainda os irmãos Agenor, Luís e Paulo. A família morava na rua do Vintém ou rua Frei Miguelinho, numa casa hoje pertencente aos herdeiros de Oscar Pinheiro.

Minha avó contou-me ainda que a jovem Lourdinha faleceu de febre tifo*, mas não conseguiu lembrar o ano, porém garante que foi depois de 1940. Disse que foi um enterro muito concorrido em Macaíba e que toda a cidade ficou abalada com desaparecimento da jovem. Com as poucas informações que tinha procurei nos livros de assentamentos da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Macaíba o seu termo de óbito. Sem sucesso.

Três anos se passaram desde que reuni os dados que minha avó repassou e não consegui avançar na pesquisa. Recentemente, pesquisando no desaparecido jornal A Ordem sobre o macaibense Antônio Leiros Coelho, encontrei a notícia completa do falecimento da jovem Lourdinha Barreto. Segundo o jornal, Lourdinha faleceu a 12 de abril de 1943, com 17 anos, nascida em 11 de fevereiro de 1926. Era filha do casal Sérgio e Maria Barreto de Oliveira. “O sepultamento verificou-se na tarde do mesmo dia com numeroso acompanhamento de pessoas amigas. Um grupo de jovens conduzia grinaldas de flores naturais”. Discursou a beira da sepultura o sargento Antônio Leiros Coelho. A família de Lourdinha, profundamente marcada por sua morte, retirou-se de Macaíba e se estabeleceu na cidade de Lagoa de Velhos, no interior do Rio Grande do Norte.

A partir de agora a personagem esquecida e sobre quem muitas lendas foram construídas durante todos esses anos de anonimato, fica apresentada aos macaibenses. Ela teve resgatado seu nome: Maria de Lourdes Barreto de Oliveira. Data de nascimento: 11 de fevereiro de 1926. Data de falecimento: 12 de abril de 1943 Requiescat in pace.

*(Febre tifoide é uma doença infectocontagiosa, causada pela bactéria Salmonella enterica typhi).

domingo, 4 de outubro de 2015

Genealogia do ex-governador Aluízio Alves

Aluízio Alves

Aluízio Alves, que foi Ministro, Deputado Federal e Governador do Rio Grande do Norte, nasceu aos 11 de agosto de 1921 e faleceu aos 06 de maio de 2006, com 85 anos de idade. Contraiu matrimônio aos 30 de setembro de 1944, na Igreja de Santa Terezinha, no Bairro do Tirol com Ivone Lira, que nasceu aos 26 de novembro de 1925 e faleceu aos 30 de agosto de 2003, com 77 anos de idade, foi batizada aos 11 de abril de 1926, na Igreja do Bom Jesus das Dores pelo padre Theodoro Thomé, sendo padrinhos Henrique de Oliveira e Eleonor Lira. Ivone Lira era filha de Luiz Lira e de Lídia de Oliveira, estes casados aos 24 de novembro de 1923 em Natal, neta paterna de João Lira e de Elcides Lira, e neta materna de Henrique de Oliveira e de Emília Rosa de Oliveira.
    
          Registro do casamento religioso de Aluízio Alves e Ivone Lira:

Aos trinta dias do mês de Setembro de 1944, às 15:30 horas nesta paróquia de Nossa Senhora da Apresentação de Natal na Igreja do Tirol, Av. Rodrigues Alves aí presentes o ministro celebrante Pe. Nivaldo Monte, de licença do Parocho e as testemunhas no fim deste assinadas, celebra-se o casamento de ALUÍSIO ALVES e IVONE LIRA ele com 23 anos de idade, de profissão funcionário público, domiciliado em Natal e residente em Parochia de N. S. da Apresentação com IVONE LIRA com 19 anos de idade, de profissão doméstica domiciliada em Natal e residente em Natal. O nubente é solteiro, nascido a 11 de agosto de 1921 na Paroquia de Angicos, e batizado em Santana do Matos filho de Manoel Alves Filho natural de Santana do Matos, de profissão Comerciante, e de sua esposa Maria Fernandes Alves natural de Santana do Matos domiciliada e residentes em Angicos. A nubente é solteira, nascida, a 26 de novembro de 1925 nesta paróquia de N. S. da Apresentação, e foi batizada na Catedral a 11 de abril de 1926, residente a Rua Otavio Lamartine 524 filha de Luiz Lira, já falecido, e de sua esposa Lidia de Oliveira Lira, viúva, natural de Natal, onde reside. Foram testemunhas Dr. Aldo Fernandes Raposo de Melo, representado pelo Dr. Duodesiano Rosado, Dona Silvina Fernandes, digo, Sétima Fernandes, Paulo Varela e Adail Varela todos residentes nesta Freguesia. O casamento foi celebrado em lugar accessivel a qualquer pessôa, de portas abertas, perante testemunhas capazes, segundo a lei civil, com expressa aquiescência dos contraentes e sem oposição de impedimentos, quer canonicos, quer civis. O teor da certidão de habilitação expedida pelo Oficial do Registro Civil, foi o seguinte, e na mesma data os contraentes realizaram o casamento civil. O regime de casamento foi o de comunhão de bens. E para constar foi lavrado este termo em duas vias de igual teor, sendo uma em livro próprio, e outra em avulso que foi entregue e vai assinada pelo ministro celebrante, pelos cônjuges e pelas testemunhas acima citadas, depois de ter sido lido aos presentes.
          Natal, Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, 30 de setembro de 1944. Monsenhor José Alves Ferreira Landim, Pároco.

          2- Pais de Aluízio Alves:

          Manoel Alves Filho (Nezinho Alves), natural de Santana do Matos/RN, nascido em 10 de agosto de 1894, batizado na Matriz de Santana do Matos/RN aos 09 de setembro de 1894 e falecido em Natal/RN aos 25 de junho de 1986, com 92 anos, e Maria Fernandes Alves (Liquinha), natural de Santana do Matos – RN, nascida em 10 de abril de 1892 e batizada em 12 de junho de 1892 na Matriz de Santana do Matos e falecida em 29 de janeiro de 1976, aos 83 anos de idade, casados em 1916 na cidade de Santana do Matos-RN. 

             Manoel Alves Filho e Maria Fernandes Alves eram primos legítimos, já que a o pai dele era irmão da mãe dela, originários de Santana do Matos, mas por alguma razão resolveram se mudar para Angicos, onde nasceram os filhos, incluindo Aluízio Alves.

         3- Avós paternos de Aluízio Alves:

         Manoel Alves Martins, nascido por volta de 1868, e Maria Inácia da Conceição, nascida em 1867, casados religiosamente em Santana do Matos/RN por volta de 1893.

         4- Avós maternos de Aluízio Alves:

          Absalão Fernandes da Silva, natural de Santana do Matos/RN, nascido em 16 de outubro de 1838 e foi batizado na Matriz de Santana do Matos – RN aos 28 de dezembro de 1838, e Josefina Emília Alves Martins, natural do Assu/RN, nascida em 02 de junho de 1863, batizada aos 23 de agosto de 1863 na capela do Rosário da freguesia do Assu/RN, estes casados às 03 horas do dia 10 de janeiro de 1879 em Oratório Privado da Vila de Santana do Matos/RN.

         5- Bisavós paternos de Aluízio Alves:

         5.1- José Alves Martins, nascido em 02 de julho de 1831, batizado em 16 de agosto de 1831 na Freguesia de Santana do Matos/RN, e falecido aos 18 de setembro de 1871, com 50 anos de idade vítima de assassinato, e Francisca Martins de Oliveira, casados as 03 horas do dia 27 de novembro de 1852 no sítio Curralinho da Freguesia do Assu/RN (Pais de Manoel Alves Martins e avós paternos de Manoel Alves Filho, o Nezinho Alves).

Registro de Batismo de José Alves Martins

JOSÉ, branco, filho natural de José Martins Ferreira, e Delfina Maria dos Prazeres, moradores nesta Freguezia, nasceo a dous de Julho de mil, oito centos, e trinta e hum, e foi baptizado Solemnimente em Macáo, aos dezaceis de Agosto do dito anno pelo Reverendo Jozé Beraldo de Carvalho, com os Santos Oleos de minha licença. Forao Padrinhos Pedro Alvares Ferreira, e Francisca Martins Ferreira. Declaro que o Pai do dito Parvulo disse em minha prezença que reconhecia a dita criança por seo filho, e me pediu fizesse essa declaração para a todo tempo constar: de que para constar mandei fazer este assento e por verdade assigney. O Vigrº João Teohonio de Sousa e Silva.

         5.2- Manoel Francisco Cordeiro Filho e a 1ª esposa Maria Joaquina da Silva, casados às 11 horas do dia 09 de julho de 1862 no sítio Malhada Vermelha, município de Santana do Matos/RN (Pais de Maria Inácia da Conceição e avós maternos de Manoel Alves Filho, o Nezinho Alves).

         6- Bisavós maternos de Aluízio Alves:

          6.1- Antônio Fernandes da Silva e Sabina Maria da Silva, nascida por volta de 1811 e falecida aos 21 de julho de 1873, com 62 anos de idade, casados às 08 horas do dia 28 de novembro de 1829 na Matriz de Santana do Matos/RN (Pais de Absalão Fernandes da Silva Bacilon e avós paternos de Maria Fernandes Alves, a Liquinha).

        6.2- José Alves Martins e Francisca Martins de Oliveira (Pais de Josefina Emília Alves Martins e avós maternos de Maria Fernandes Alves, a Liquinha).


        7- Trisavós paternos de Aluízio Alves:

        7.1- José Martins Ferreira, falecido em 01 de dezembro de 1883, e a companheira Delfina Maria dos Prazeres. (Pais de José Alves Martins e avós paternos de Manoel Alves Martins).

        7.2- Silvério Martins de Oliveira, que era natural de Apodi– RN, nascido provavelmente em 1774 e falecido em 09 de março de 1850, com 76 anos de idade na cidade de Natal – RN, e Joana Nepomucena de Carvalho, falecida aos 22 de agosto de 1849 em Natal/RN (Pais de Francisca Martins de Oliveira e avós maternos de Manoel Alves Martins).

       7.3- Manoel Francisco Cordeiro, natural da Ilha de São Miguel, Portugal, e Inácia Maria da Conceição, casados aos 02 de março de 1840, no Sítio Malhada Vermelha, Município de Santana do Matos/RN (Pais de Manoel Francisco Cordeiro Filho e avós paternos de Maria Inácia da Conceição).

        7.4- Alexandre Marreiros Dourado, nascido por volta de 1772 e falecido aos 05 de dezembro de 1866, com 84 anos de idade em Santana do Matos/RN, e Damiana Maria da Silva (Pais de Maria Joaquina da Silva e avós maternos de Maria Inácia da Conceição).

       8- Trisavós maternos de Aluízio Alves:

       8.1- Manoel Alves da Fonseca e Ana Maria Barbosa, nascida por volta de 1782 e falecida aos 29 de agosto de 1838, com 56 anos de idade (Pais de Antônio Fernandes da Silva e avós paternos de Absalão Fernandes da Silva Bacilon).

       8.2- Francisco da Silva de Carvalho, natural de Santana do Matos/RN, nascido em 1786 e falecido em 23 de fevereiro de 1875, com 88 anos de idade, e a 1ª esposa Maria Joana (Pais de Sabina Maria da Silva e avós maternos de Absalão Fernandes da Silva Bacilon). 

       Francisco da Silva de Carvalho era irmão de Antônio da Silva de Carvalho (Pai de Felipe Neri de Carvalho e Silva, Barão de Serra Branca).

       8.3- José Martins Ferreira e Delfina Maria dos Prazeres (Pais de José Alves Martins e avós paternos de Josefina Emília Alves Martins).

       8.4- Silvério Martins de Oliveira e Joana Nepomucena de Carvalho (Pais de Francisca Martins de Oliveira e avós maternos de Josefina Emília Alves Martins).

       9- Tetravós paternos de Aluízio Alves:

      9.1- João Martins Ferreira, que segundo a tradição era natural de Portugal, e Josefa Clara Lessa, natural do Estado de Pernambuco, nascida em 1785 e falecida em 12 de março de 1851, com 66 anos de idade (Pais de José Martins Ferreira).

      9.2- Manoel Inácio de Carvalho, natural da Ilha de São Miguel, Portugal, e Ana Josefa Joaquina de Albuquerque, natural da Freguesia da Sé, Olinda/PE (Pais de Joana Nepomucena de Carvalho).

      9.3- Antônio João Cordeiro e de Maria Pacheco de Miranda, naturais de Portugal (Pais de Manoel Francisco Cordeiro).

      9.4- Manoel Antônio Dourado e Tereza Maria de Jesus, nascida em 1765 e falecida aos 12 de novembro de 1843, com 78 anos de idade (Pais de Inácia Maria da Conceição).
    
     10- Tetravós maternos de Aluízio Alves:

     10.1- Antônio da Silva de Santiago e Joana Perpétua de Melo (Pais de Francisco da Silva de Carvalho).

     10.2- Manoel Inácio de Carvalho e Ana Josefa Joaquina de Albuquerque (Pais de Joana Nepomucena de Carvalho).

      10.3 - João Martins Ferreira e Josefa Clara Lessa (Pais de José Martins Ferreira). 

     11- Pentavós paternos de Aluízio Alves:

     11.1- José Alves Lessa, nascido aos 30 de agosto de 1754, batizado aos 02 de setembro de 1754 no Bispado do Porto, Portugal, e Francisca Xavier, natural do Estado de Pernambuco (Pais de Josefa Clara Lessa).

     11.2- Joaquim dos Santos, natural da Ilha de Santa Maria, Portugal, e Maria dos Anjos, natural da Ilha de São Miguel, Portugal (Pais de Manoel Inácio de Carvalho).

     11.3- Alferes Manoel Nicácio Lins e Antônia de Albuquerque, naturais de Olinda/PE (Pais de Ana Joaquina Josefa de Albuquerque).

     12- Pentavós maternos de Aluízio Alves:

     12.1- José Alves Lessa, natural de Portugal, e Francisca Xavier, natural do Estado de Pernambuco (Pais de Josefa Clara Lessa).

     12.2- Joaquim dos Santos e Maria dos Anjos, naturais de Portugal (Pais de Manoel Inácio de Carvalho).

      12.3-  Manoel Nicácio Lins e Antônia de Albuquerque (Pais de Ana Joaquina Josefa de Albuquerque).


Adendos a genealogia de Aluízio Alves


         Manoel Alves Martins (avô paterno de Aluízio Alves) e sua 1ª esposa Joaquina Teixeira de Barros: 1889. Ele, filho de José Alves Martins e de Francisca Martins de Oliveira, falecidos. Ela, filha de Guilherme Teixeira de Barros e de Ana Teixeira de Barros.
         O casal Manoel Alves Martins e Joaquina Teixeira de Barros foram os pais de um único filho, de nome Manoel Alves Martins Filho, que nasceu aos 02 de dezembro de 1891, este que por sua vez veio a ser o avô paterno do ex- Vereador natalense Enildo Alves.

         Manoel Alves Martins e a 2ª esposa Maria Inácia da Conceição: avós paternos de Aluízio Alves.

         Casados no civil aos 01 de novembro de 1903, em Santana do Matos, e casados no religioso por volta de 1893. Ele, com 35 anos de idade, já viúvo de Joaquina Teixeira de Barros, e filho de José Alves Martins e de Francisca Martins de Oliveira, falecidos. Ela, com 36 anos de idade, filha de Manoel Francisco Cordeiro e da 1ª esposa Maria Joaquina da Conceição, falecida.

          Por ocasião do casamento civil aos 01 de novembro de 1903, o casal Manoel Alves Martins e Maria Inácia da Conceição já tinham os seguintes filhos:

        a) Manoel, nascido em 1894, com 9 anos, o Nezinho Alves, pai de Aluízio Alves;

          b) Maria, com 4 anos de idade;

          c) José, com 1 ano de idade.

           Ocupemo-nos agora com o casamento civil de mais dois irmãos de Manoel Alves Martins (avô paterno de Aluízio Alves), que foram Militão Alves Martins, que casou 03 vezes, e Delfino Alves Martins:

          Observem que as duas primeiras esposas de Militão Alves Martins e a esposa de Delfino Alves Martins eram irmãs de Maria Inácia da Conceição, avó paterna de Aluízio Alves, podendo denominar dessa forma os 3 casais de “ 3 cunhados “.

          Militão Alves Martins e a 1ª esposa Maria Joaquina da Conceição: casados civilmente aos 01 de outubro de 1895, no Sítio São Miguel. Ele, do Assu, 34 anos de idade, filho de José Alves Martins e de Francisca Martins de Oliveira, falecidos. Ela, de Jucurutu, com 31 anos de idade, filha de Manoel Francisco Cordeiro e da 1ª esposa Maria Joaquina da Conceição, falecida.

       Militão Alves Martins e a 2ª esposa Maria Petronila de Araújo: casados no civilmente aos 31 de outubro de 1903. Ele, do Assu, com 42 anos de idade, viúvo de Maria Joaquina da Conceição, e filho de José Alves Martins e de Francisca Martins de Oliveira, falecidos. Ela, de Jucurutu, com 25 anos de idade, filha de Manoel Francisco Cordeiro e da 2ª esposa Maria Juvina de Araújo.

        O casal Militão Alves Martins e Maria Petronila de Araújo, por ocasião do casamento civil em outubro de 1903, já tinham os seguintes filhos:

           a) João, de 6 anos;

b) Abdon, de 4 anos;

c) Maria, de 3 anos;

d) Odilon, de 2 anos;

e) Ana, com 7 meses de idade.

  
       Militão Alves Martins e a 3ª esposa Maria Cecília Martins:

       Casados no civil no ano de 1905, em Santana do Matos. Ele, 44 anos, viúvo, filho de José Alves Martins e de Francisca Martins de Oliveira, falecidos. Ela, filha de José Florentino de Souza e de Cecília Celeste Soares.

       O casal Militão Alves Martins e Maria Cecília foram pais de Raimunda, nascida em 31 de agosto de 1906.

       Delfino Alves Martins e Paulina Maria da Conceição:


       Casados no civil aos 23 de abril de 1891, em Santana do Matos. Ele, do Assu, 26 anos, filho de José Alves Martins e de Francisca Martins de Oliveira, falecidos. Ela, de Santana do Matos, filha de Manoel Francisco Cordeiro e da 1ª esposa Maria Joaquina da Conceição, falecida.

Fontes:

Parte das informações extraídas do blog João Felipe da Trindade.
Livros paroquiais de Santana do Matos.
Livro de casamentos civil de Santana do Matos.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Praça Cívica? Praça Pedro Velho!

Aspecto da Praça Pedro Velho quando de sua criação em 1901. Foto: Manoel Dantas.


O bairro de Cidade Nova (Petrópolis e Tirol) e a praça Pedro Velho foram criados por meio da resolução n. 55, de 30 de dezembro de 1901, editada pelo presidente da Intendência municipal do Natal, coronel Joaquim Manoel Teixeira de Moura.

Durante os anos de 1910 e 1920, a praça Pedro Velho foi bastante utilizada para realização de partidas de futebol. Segundo Câmara Cascudo, nesse período, a praça era apenas um tabuleiro de relva, amplo, entre a Vila Cincinato - antiga residência do governador e atual Escola Estadual Felipe Guerra - e a vila Pretória - residência do escritor seridoense Manoel Dantas.

A praça foi finalmente edificada na década de 1930, durante a gestão municipal do engenheiro Gentil Ferreira de Souza, que antes de iniciar as obras, baixou o Ato n. 35, de 05 de março de 1936, que alterou o Plano de Sistematização de Natal, elaborado pelo arquiteto Giácomo Palumbo. O ato de remodelação dividiu ao meio o antigo e espaçoso terreno, sendo loteado e vendido uma das partes.

Finalmente, com parte do dinheiro arrecadado com a venda dos lotes, foi construída e embelezada a praça, depois de 36 anos de sua criação. A partir do dia 24 de outubro de 1937, foi inaugurada sem o monumento em homenagem ao patrono e ficou conhecida como a pracinha, na qual se encontrava quatro lagos artificiais de onde se retirava água para cuidar dos canteiros.

Monumento à Pedro Velho, cuja base original foi substituída por placas de mármore. Observa-se o brasão do Rio Grande do Norte, hoje desaparecido.


O monumento, no entanto, permaneceu no Square Pedro Velho, na Avenida Junqueira Ayres (hoje, Avenida Câmara Cascudo). Somente no ano de 1954, durante o governo de Sílvio Pedroza – sobrinho-neto de Pedro Velho – o monumento foi transferido para a Praça, em Petrópolis.

A arborização era feita com pés de fícus e outras árvores de grande porte. Também foram instalados parques infantis compostos de carrossel, balanços e trapézio. Compunham ainda a praça quadras de vôlei e basquete. No dia 27 de dezembro de 1963, o prefeito Djalma Maranhão inaugurou o Palácio dos Esportes, utilizando o espaço das antigas quadras.

Aspecto da Praça Pedro Velho nos anos 40. 


Com a cassação do prefeito Agnelo Alves, em maio de 1969, assume a prefeitura o vice-prefeito, Ernane Alves da Silveira, que governou até 15 de abril de 1971. O prefeito informado da situação precária da praça, resolveu executar um novo projeto traçado pelos engenheiros da prefeitura. Logo que se deu publicidade sobre a existência do projeto surgiu na imprensa natalense a expressão “Praça Cívica”, numa clara tentativa de substituir o nome da praça.

Segundo análise do professor Itamar de Souza, em seu livro Nova História de Natal, tal mudança se justificava da seguinte forma:

“Naquela época, o regime militar estava no auge. Os militares apelavam muito para o civismo, o amor à pátria, como forma de legitimar o seu poder. Eles cassaram os direitos políticos do então prefeito Agnelo Alves (...) afastando-o do cargo e colocou, no seu lugar, o vice, Ernani Alves da Silveira. Este governou a cidade sob a pressão dos militares. Sem dúvida, a expressão – “Praça Cívica” – foi resultante deste contexto político”.

A opinião publica reagiu a tentativa de mudança do nome da praça, o que provocou uma declaração do então secretário de Serviços Urbanos José Guará, no dia 10 de julho de 1969, afirmando que o nome oficial da praça permaneceria Pedro Velho, “numa justa homenagem ao grande homem público do nosso estado”.

Continua sua análise o professor Itamar de Souza: “Realmente, o nome antigo deste logradouro permaneceu. Apesar de pressionado pelos militares, o prefeito Ernani da Silveira nunca assinou um ato mudando o nome para Praça Cívica. Esta nova denominação foi, apenas, uma onda da impressa, fazendo eco ao desejo dos militares”.


Assim, com base no que foi exposto, cabe a nós continuar o legado histórico, tradicional e legítimo e designar a Praça como deve ser: Praça Pedro Velho.

domingo, 6 de setembro de 2015

Ancestrais do Tenente Coronel Vicente Ferreira Nobre

Depois de apresentados os descendentes do tenente coronel Vicente Ferreira Nobre e de sua esposa Ana Rosa de Azevedo, apresentaremos a seguir a ascendência de Vicente Ferreira Nobre, patriarca da família no Rio Grande do Norte. Observe-se que tanto os pais quanto os avós paternos de Vicente, não possuíam o sobrenome FERREIRA NOBRE, tendo Vicente adotado os sobrenomes de seu bisavô paterno Estevão Ferreira Nobre, como encontra-se descriminado logo abaixo.

       1.    Vicente Ferreira Nobre, nascido em 1777 e falecido em 1861.

Assentamento de Praça de Vicente Ferreira Nobre, de onde conseguimos a informação com o nome de seu pai.



Vicente Ferreira Nobre, solteiro, natural desta cidade, filho do sargento Francisco Xavier Barbosa, de idade de doze para treze anos, cor alva, cabelo corredio e pardo, olhos azuis, senta praça voluntariamente por ordem do governador interino desta capitania. Intervenção do doutor ouvidor geral em 27 de março de 1789, vence o soldo, farda como os mais.

       2- Pais de Vicente Ferreira Nobre:

Francisco Xavier Barbosa, natural do Rio Grande do Norte, nascido por volta de 1752 e falecido em 24 de dezembro de 1795 com 43 anos de idade, e Rita Maria de Jesus, natural do Estado de Pernambuco, casados em 01 de novembro de 1770 na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação.


Registro do casamento de Francisco Xavier Barbosa e Rita Maria da Conceição:


Ao primeiro de Novembro de mil sette centos e setenta as Seis horas e meya da manham corridos os banhos, juxta Tridentinum Sem Descobrir impedimento ate o seo recebimento nesta Matriz de licença minha em prezença do Padre Coadjutor Bonifácio da Rocha Vieira, e das testemunhas abaixo assinadaz o Sachristam Francisco Alvarez de Mello, solteiro, e o Escrivão da Fazenda Agostinho Gonsalves de Oliveira, cazado, e moradores nesta freguezia, se cazaram com palavras de prezente Francisco Xavier Barbosa filho Legitimo do Tenente Jozé Barboza Gouvêa, e Dona Quitéria Thereza de Jezus, e natural desta Cidade, e Donna Rita Maria da Conceiçam natural de Santo Antonio do Recife exposta em caza do Escrivam da Fazenda Agostinho Gonçalves de Oliveira, e logo lhe deram as bênçãos na Forma do Ritual Romano: de que mandei lançar este assento, em que me assigney. Pantaleão da Costa de Araújo. Vigário do Rio Grande.

       3- Avós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

      Capitão de Infantaria Paga José Barbosa de Gouveia, natural da Freguesia de São Sebastião da Matriz de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal, nascido em 27 de julho de 1713 e falecido aos 28 de janeiro de 1796, com 82 anos de idade, batizado aos 02 de agosto de 1713, e Quitéria Tereza de Jesus, natural da Freguesia de Nossa Senhora das Neves, João Pessoa, Estado da Paraíba, batizada aos 13 de fevereiro de 1724 e falecida em 17 de novembro de 1803 com 79 anos de idade, casados aos 02 de agosto de 1740 na Freguesia de São Pedro Gonçalves de Recife/PE.


            Registro de Batismo de José Barbosa de Gouveia:

Joseph, fº de Domingos Barboza Correa, e de sua m.er Antª de Souza, nªl e baptizados, o Pay na Igrª Parochial de S. Roque, lugar de Rosto de Cam, termo desta Cid.e, e sua dita mãe nªl e baptisada nesta freguezia de S. Sebastião desta Cid.e, nasceo aos vinte e sette dias do mez de junho, digo, do mez de julho de mil sete centos e treze annos, foi baptisado nesta dita Igrª Matriz por João Velho de Faria Machado Vigrº destas aos dois dias do mez de Agosto do dtº anno. Foi Padrinho Duarte Borges de Medeiros fº família do Capptªm Gaspar de Medeiros da Camara desta cid.e, morador na Freguesia do Appostolo S. Matheus desta cid.e, testªs o Rvdº Beneficiado Bernardo Miz, digo, de Souza Martins, e o Rdº Domingos de Olivrª, e de que pª constar fiz este termo que assigno em dia, mez e ano ut supra. Vigrº João Velho de Faria Machado.

Registro de batismo de Quitéria Tereza de Jesus:

Aos 13 de Fevrº de 1724 com minha licensa baptisou e pos os Stºs Oleos na Misericordia desta Matriz o Pe. Thomé Gomes a inocente Quitéria, fª de Vicente Ferrª Nobre e sua m.er Maria Bezerra. Forao Padrinhos o Alferes Felis Bezerra e Florencia Bezerra. E fiz este assento que assigno, pª constar. O Vigrº Antonio da Silva e Mello.

Registro de casamento de José Barbosa de Gouveia e Quitéria Tereza de Jesus:

 Aos 2 de Agosto de 1740 por Ordem do M. R. Dºr Vigrº Geral Recebeo o M. R. Conego Antonio Frrª Barboza na Matriz de S. Pedro da Cide de Olinda a Jozé Barboza de Gouveia nªl de Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel filho legº de Domingos Barboza Correa e de sua mulher Antonia de Souza, com Quitéria Thereza de Jesus, nªl desta Vª do Recife filha legª de Estevam Frrª Nobre, mºr na Boa Vista, e de sua mulher Maria Bezerra, dispensados pelo M. R. Dºr Vigrº Gªl desta Vª, dispensa incluza no mandado p. onde consta te ro nubente justificado de solteiro. Forao Padrinhos Manoel Freire de Andrade. Para constar fiz este. Antonio Frrª Barboza.

         Nota: José Barbosa de Gouveia tinha apenas 07 anos de idade quando faleceu a sua mãe Antônia de Souza Rangel aos 19 de janeiro de 1721, e o seu pai Domingos Barbosa Correia depois de ficar viúvo, se ordenou Padre, e foi Vigário Beneficiado na Freguesia de São Pedro de Ponta Delgada.

       4- Avós maternos de Vicente Ferreira Nobre:

       Ignorados, já que a mãe Rita Maria de Jesus foi exposta em Casa de Agostinho Gonçalves, em Recife – PE.

       5- Bisavós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

       5.1- Domingos Barbosa Correia, natural da Freguesia de São Roque do Rosto de Cão, Conselho de Ponta Delgada, Portugal, batizado aos 05 de setembro de 1677, e Antônia de Souza Rangel, natural da Freguesia de São Sebastião, Conselho de Ponta Delgada, Portugal, batizada em 04 de março de 1684, casados em 09 de fevereiro de 1707 na Freguesia de São Sebastião, Conselho de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal (pais do Capitão de Infantaria José Barbosa de Gouveia).

        5.2- Estevão Ferreira Nobre e Maria Bezerra da Costa (pais de Quitéria Tereza de Jesus).

     É justamente deste bisavô paterno Estevão Ferreira Nobre, que Vicente adotou o sobrenome Ferreira Nobre, repassado aos seus descendentes.

        6- Trisavós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

      6.1- Roque de Gouveia, batizado em 24 de agosto de 1639, e Iria de Benavides, batizada em 20 de maio de 1649, casados em 28 de dezembro de 1670 na Freguesia de São Sebastião, Conselho de Ponta Delgada, Portugal (pais de Domingos Barbosa Correia).

     6.2- Antônio de Gouveia e Maria de Souza, naturais de Portugal, casados em 11 de maio de 1671 na Igreja do Senhor Bom Jesus do Rabo de Peixe, Conselho da Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal (pais de Antônia de Souza Rangel).

      6.3- Diogo Nobre Pedrosa, natural de Portugal, e Mônica Rodrigues (pais de Estevão Ferreira Nobre).

       7- Tetravós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

       7.1- Manoel Correia e Catarina Cabral, naturais de Portugal (pais de Roque de Gouveia).

      7.2- Manoel da Costa e Maria de Castro, casados em 16 de janeiro de 1639 na Freguesia de São Sebastião, Conselho de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal (pais de Iria de Benavides).

      8- Pentavós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

      8.1- Simão da Costa, o 2º do Nome, e Catarina Manoel, casados em 05 de junho de 1605 na Freguesia de São Sebastião, Conselho de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal (pais de Manoel da Costa).

     8.2- Bartolomeu Fernandes e Catarina de Benavides, naturais de Portugal (pais de Maria de Castro).

     9- Hexavós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

     9.1- Simão da Costa, o 1º do Nome, e Helena Vultão, naturais de Portugal (pais de Simão da Costa, o 2º do Nome).


      9.2- João Fernandes e Guiomar Gonçalves, naturais de Portugal (pais de Catarina Manoel).