quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Praça Cívica? Praça Pedro Velho!

Aspecto da Praça Pedro Velho quando de sua criação em 1901. Foto: Manoel Dantas.


O bairro de Cidade Nova (Petrópolis e Tirol) e a praça Pedro Velho foram criados por meio da resolução n. 55, de 30 de dezembro de 1901, editada pelo presidente da Intendência municipal do Natal, coronel Joaquim Manoel Teixeira de Moura.

Durante os anos de 1910 e 1920, a praça Pedro Velho foi bastante utilizada para realização de partidas de futebol. Segundo Câmara Cascudo, nesse período, a praça era apenas um tabuleiro de relva, amplo, entre a Vila Cincinato - antiga residência do governador e atual Escola Estadual Felipe Guerra - e a vila Pretória - residência do escritor seridoense Manoel Dantas.

A praça foi finalmente edificada na década de 1930, durante a gestão municipal do engenheiro Gentil Ferreira de Souza, que antes de iniciar as obras, baixou o Ato n. 35, de 05 de março de 1936, que alterou o Plano de Sistematização de Natal, elaborado pelo arquiteto Giácomo Palumbo. O ato de remodelação dividiu ao meio o antigo e espaçoso terreno, sendo loteado e vendido uma das partes.

Finalmente, com parte do dinheiro arrecadado com a venda dos lotes, foi construída e embelezada a praça, depois de 36 anos de sua criação. A partir do dia 24 de outubro de 1937, foi inaugurada sem o monumento em homenagem ao patrono e ficou conhecida como a pracinha, na qual se encontrava quatro lagos artificiais de onde se retirava água para cuidar dos canteiros.

Monumento à Pedro Velho, cuja base original foi substituída por placas de mármore. Observa-se o brasão do Rio Grande do Norte, hoje desaparecido.


O monumento, no entanto, permaneceu no Square Pedro Velho, na Avenida Junqueira Ayres (hoje, Avenida Câmara Cascudo). Somente no ano de 1954, durante o governo de Sílvio Pedroza – sobrinho-neto de Pedro Velho – o monumento foi transferido para a Praça, em Petrópolis.

A arborização era feita com pés de fícus e outras árvores de grande porte. Também foram instalados parques infantis compostos de carrossel, balanços e trapézio. Compunham ainda a praça quadras de vôlei e basquete. No dia 27 de dezembro de 1963, o prefeito Djalma Maranhão inaugurou o Palácio dos Esportes, utilizando o espaço das antigas quadras.

Aspecto da Praça Pedro Velho nos anos 40. 


Com a cassação do prefeito Agnelo Alves, em maio de 1969, assume a prefeitura o vice-prefeito, Ernane Alves da Silveira, que governou até 15 de abril de 1971. O prefeito informado da situação precária da praça, resolveu executar um novo projeto traçado pelos engenheiros da prefeitura. Logo que se deu publicidade sobre a existência do projeto surgiu na imprensa natalense a expressão “Praça Cívica”, numa clara tentativa de substituir o nome da praça.

Segundo análise do professor Itamar de Souza, em seu livro Nova História de Natal, tal mudança se justificava da seguinte forma:

“Naquela época, o regime militar estava no auge. Os militares apelavam muito para o civismo, o amor à pátria, como forma de legitimar o seu poder. Eles cassaram os direitos políticos do então prefeito Agnelo Alves (...) afastando-o do cargo e colocou, no seu lugar, o vice, Ernani Alves da Silveira. Este governou a cidade sob a pressão dos militares. Sem dúvida, a expressão – “Praça Cívica” – foi resultante deste contexto político”.

A opinião publica reagiu a tentativa de mudança do nome da praça, o que provocou uma declaração do então secretário de Serviços Urbanos José Guará, no dia 10 de julho de 1969, afirmando que o nome oficial da praça permaneceria Pedro Velho, “numa justa homenagem ao grande homem público do nosso estado”.

Continua sua análise o professor Itamar de Souza: “Realmente, o nome antigo deste logradouro permaneceu. Apesar de pressionado pelos militares, o prefeito Ernani da Silveira nunca assinou um ato mudando o nome para Praça Cívica. Esta nova denominação foi, apenas, uma onda da impressa, fazendo eco ao desejo dos militares”.


Assim, com base no que foi exposto, cabe a nós continuar o legado histórico, tradicional e legítimo e designar a Praça como deve ser: Praça Pedro Velho.

domingo, 6 de setembro de 2015

Ancestrais do Tenente Coronel Vicente Ferreira Nobre

Depois de apresentados os descendentes do tenente coronel Vicente Ferreira Nobre e de sua esposa Ana Rosa de Azevedo, apresentaremos a seguir a ascendência de Vicente Ferreira Nobre, patriarca da família no Rio Grande do Norte. Observe-se que tanto os pais quanto os avós paternos de Vicente, não possuíam o sobrenome FERREIRA NOBRE, tendo Vicente adotado os sobrenomes de seu bisavô paterno Estevão Ferreira Nobre, como encontra-se descriminado logo abaixo.

       1.    Vicente Ferreira Nobre, nascido em 1777 e falecido em 1861.

Assentamento de Praça de Vicente Ferreira Nobre, de onde conseguimos a informação com o nome de seu pai.



Vicente Ferreira Nobre, solteiro, natural desta cidade, filho do sargento Francisco Xavier Barbosa, de idade de doze para treze anos, cor alva, cabelo corredio e pardo, olhos azuis, senta praça voluntariamente por ordem do governador interino desta capitania. Intervenção do doutor ouvidor geral em 27 de março de 1789, vence o soldo, farda como os mais.

       2- Pais de Vicente Ferreira Nobre:

Francisco Xavier Barbosa, natural do Rio Grande do Norte, nascido por volta de 1752 e falecido em 24 de dezembro de 1795 com 43 anos de idade, e Rita Maria de Jesus, natural do Estado de Pernambuco, casados em 01 de novembro de 1770 na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação.


Registro do casamento de Francisco Xavier Barbosa e Rita Maria da Conceição:


Ao primeiro de Novembro de mil sette centos e setenta as Seis horas e meya da manham corridos os banhos, juxta Tridentinum Sem Descobrir impedimento ate o seo recebimento nesta Matriz de licença minha em prezença do Padre Coadjutor Bonifácio da Rocha Vieira, e das testemunhas abaixo assinadaz o Sachristam Francisco Alvarez de Mello, solteiro, e o Escrivão da Fazenda Agostinho Gonsalves de Oliveira, cazado, e moradores nesta freguezia, se cazaram com palavras de prezente Francisco Xavier Barbosa filho Legitimo do Tenente Jozé Barboza Gouvêa, e Dona Quitéria Thereza de Jezus, e natural desta Cidade, e Donna Rita Maria da Conceiçam natural de Santo Antonio do Recife exposta em caza do Escrivam da Fazenda Agostinho Gonçalves de Oliveira, e logo lhe deram as bênçãos na Forma do Ritual Romano: de que mandei lançar este assento, em que me assigney. Pantaleão da Costa de Araújo. Vigário do Rio Grande.

       3- Avós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

      Capitão de Infantaria Paga José Barbosa de Gouveia, natural da Freguesia de São Sebastião da Matriz de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal, nascido em 27 de julho de 1713 e falecido aos 28 de janeiro de 1796, com 82 anos de idade, batizado aos 02 de agosto de 1713, e Quitéria Tereza de Jesus, natural da Freguesia de Nossa Senhora das Neves, João Pessoa, Estado da Paraíba, batizada aos 13 de fevereiro de 1724 e falecida em 17 de novembro de 1803 com 79 anos de idade, casados aos 02 de agosto de 1740 na Freguesia de São Pedro Gonçalves de Recife/PE.


            Registro de Batismo de José Barbosa de Gouveia:

Joseph, fº de Domingos Barboza Correa, e de sua m.er Antª de Souza, nªl e baptizados, o Pay na Igrª Parochial de S. Roque, lugar de Rosto de Cam, termo desta Cid.e, e sua dita mãe nªl e baptisada nesta freguezia de S. Sebastião desta Cid.e, nasceo aos vinte e sette dias do mez de junho, digo, do mez de julho de mil sete centos e treze annos, foi baptisado nesta dita Igrª Matriz por João Velho de Faria Machado Vigrº destas aos dois dias do mez de Agosto do dtº anno. Foi Padrinho Duarte Borges de Medeiros fº família do Capptªm Gaspar de Medeiros da Camara desta cid.e, morador na Freguesia do Appostolo S. Matheus desta cid.e, testªs o Rvdº Beneficiado Bernardo Miz, digo, de Souza Martins, e o Rdº Domingos de Olivrª, e de que pª constar fiz este termo que assigno em dia, mez e ano ut supra. Vigrº João Velho de Faria Machado.

Registro de batismo de Quitéria Tereza de Jesus:

Aos 13 de Fevrº de 1724 com minha licensa baptisou e pos os Stºs Oleos na Misericordia desta Matriz o Pe. Thomé Gomes a inocente Quitéria, fª de Vicente Ferrª Nobre e sua m.er Maria Bezerra. Forao Padrinhos o Alferes Felis Bezerra e Florencia Bezerra. E fiz este assento que assigno, pª constar. O Vigrº Antonio da Silva e Mello.

Registro de casamento de José Barbosa de Gouveia e Quitéria Tereza de Jesus:

 Aos 2 de Agosto de 1740 por Ordem do M. R. Dºr Vigrº Geral Recebeo o M. R. Conego Antonio Frrª Barboza na Matriz de S. Pedro da Cide de Olinda a Jozé Barboza de Gouveia nªl de Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel filho legº de Domingos Barboza Correa e de sua mulher Antonia de Souza, com Quitéria Thereza de Jesus, nªl desta Vª do Recife filha legª de Estevam Frrª Nobre, mºr na Boa Vista, e de sua mulher Maria Bezerra, dispensados pelo M. R. Dºr Vigrº Gªl desta Vª, dispensa incluza no mandado p. onde consta te ro nubente justificado de solteiro. Forao Padrinhos Manoel Freire de Andrade. Para constar fiz este. Antonio Frrª Barboza.

         Nota: José Barbosa de Gouveia tinha apenas 07 anos de idade quando faleceu a sua mãe Antônia de Souza Rangel aos 19 de janeiro de 1721, e o seu pai Domingos Barbosa Correia depois de ficar viúvo, se ordenou Padre, e foi Vigário Beneficiado na Freguesia de São Pedro de Ponta Delgada.

       4- Avós maternos de Vicente Ferreira Nobre:

       Ignorados, já que a mãe Rita Maria de Jesus foi exposta em Casa de Agostinho Gonçalves, em Recife – PE.

       5- Bisavós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

       5.1- Domingos Barbosa Correia, natural da Freguesia de São Roque do Rosto de Cão, Conselho de Ponta Delgada, Portugal, batizado aos 05 de setembro de 1677, e Antônia de Souza Rangel, natural da Freguesia de São Sebastião, Conselho de Ponta Delgada, Portugal, batizada em 04 de março de 1684, casados em 09 de fevereiro de 1707 na Freguesia de São Sebastião, Conselho de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal (pais do Capitão de Infantaria José Barbosa de Gouveia).

        5.2- Estevão Ferreira Nobre e Maria Bezerra da Costa (pais de Quitéria Tereza de Jesus).

     É justamente deste bisavô paterno Estevão Ferreira Nobre, que Vicente adotou o sobrenome Ferreira Nobre, repassado aos seus descendentes.

        6- Trisavós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

      6.1- Roque de Gouveia, batizado em 24 de agosto de 1639, e Iria de Benavides, batizada em 20 de maio de 1649, casados em 28 de dezembro de 1670 na Freguesia de São Sebastião, Conselho de Ponta Delgada, Portugal (pais de Domingos Barbosa Correia).

     6.2- Antônio de Gouveia e Maria de Souza, naturais de Portugal, casados em 11 de maio de 1671 na Igreja do Senhor Bom Jesus do Rabo de Peixe, Conselho da Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal (pais de Antônia de Souza Rangel).

      6.3- Diogo Nobre Pedrosa, natural de Portugal, e Mônica Rodrigues (pais de Estevão Ferreira Nobre).

       7- Tetravós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

       7.1- Manoel Correia e Catarina Cabral, naturais de Portugal (pais de Roque de Gouveia).

      7.2- Manoel da Costa e Maria de Castro, casados em 16 de janeiro de 1639 na Freguesia de São Sebastião, Conselho de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal (pais de Iria de Benavides).

      8- Pentavós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

      8.1- Simão da Costa, o 2º do Nome, e Catarina Manoel, casados em 05 de junho de 1605 na Freguesia de São Sebastião, Conselho de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal (pais de Manoel da Costa).

     8.2- Bartolomeu Fernandes e Catarina de Benavides, naturais de Portugal (pais de Maria de Castro).

     9- Hexavós paternos de Vicente Ferreira Nobre:

     9.1- Simão da Costa, o 1º do Nome, e Helena Vultão, naturais de Portugal (pais de Simão da Costa, o 2º do Nome).


      9.2- João Fernandes e Guiomar Gonçalves, naturais de Portugal (pais de Catarina Manoel).

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Famílias Ferreira Nobre, Seabra de Mello e Pelinca: apontamentos genealógicos

             Manoel Ferreira Nobre - Memorialista Potiguar, escreveu o livro Breve Notícia sobre a Província do Rio Grande do Norte, é neto do tenente coronel Vicente Ferreira Nobre.

O tenente coronel Vicente Ferreira Nobre era natural da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Natal/RN, onde nasceu provavelmente em 1777 e falecido em 15 de outubro de 1861, aos 84 anos de idade. Era filho do casal Francisco Xavier Barbosa, natural do Rio Grande do Norte, nascido por volta de 1752 e falecido em 24 de dezembro de 1795 com 43 anos de idade, e Rita Maria de Jesus, natural do Estado de Pernambuco, casados em 01 de novembro de 1770 na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação. O capitão Vicente Ferreira Nobre destacou-se no episódio do qual decorreu a renúncia do primeiro presidente da província (estado) do Rio Grande do Norte – Thomaz de Araújo Pereira.

Contraiu matrimônio por volta do ano de 1797 com Ana Rosa de Azevedo, nascida provavelmente em 1785 e falecida em 1867 com 82 anos de idade, filha de Manoel Antônio de Azevedo, natural de Basto, do Arcebispado de Braga, Portugal, e de Francisca Antônia de Melo, nascida por volta de 1762 e falecida em 24 de setembro de 1827, estes casados em 04 de novembro de 1773, neta paterna de Baltazar Gonçalves e de Francisca da Silva, naturais de Portugal, e neta materna de avô incógnito e de Antônia dos Reis.

O casal é tronco das famílias Ferreira Nobre, Seabra de Mello e Pelinca, estabelecidas no estado do Rio Grande do Norte e atualmente desdobradas em outras várias famílias.

1 - Juliana Ferreira Nobre, nascida aos 18 de junho de 1798, batizada aos 29 de junho de 1798, e os padrinhos foram o avô materno e a avó paterna. Juliana permaneceu solteira.

2 - Manoel Ferreira Nobre, batizado aos 01 de julho de 1800, e os padrinhos de Batismo foram o avô materno Manoel Antônio de Azevedo e Inácia Maria, solteira. Contraiu matrimônio aos 02 de julho de 1820 na Matriz de Natal/RN com Inácia Joaquina de Almeida, filha de José do Rego Bezerra, falecido em 01 de maio de 1847, e de Antônia Úrsula de Melo, estes casados em 21 de dezembro de 1802, neta paterna de Braz de Almeida Botelho e de Joana do Rego Bezerra, neta materno do capitão José da Costa Pereira e de Inácia Úrsula de Melo, estes casados em 21 de novembro de 1772, bisneta materna (Por parte do avô materno) de Simão Pereira da Costa, natural de Portugal, e de Francisca Barbosa Aranha Valcácer, e bisneta materna (Por parte da avó materna) de Alexandre de Melo Pinto e Brázia Tavares Fonseca, sendo o casamento celebrado pelo Pe. Francisco Antônio Lumachi de Melo, perante as testemunhas o governador José Inácio Borges e o Juiz José do Rego Bezerra.

              Do casamento de Manoel Ferreira Nobre com Inácia Joaquina de Almeida nasceram os filhos:

               a) Manoel Ferreira Nobre, memorialista e escritor, que na casa de residência de Maria de Andrade contraiu matrimônio às 19 horas do dia 02 de maio de 1842, com Olímpia Geralda de Andrade, filha natural de Inês Cipriana Geralda de Andrade, e o celebrante do casamento foi o Pe. Bartolomeu da Rocha Fagundes, perante as testemunhas Basílio Quaresma Torreão e Antônio José de Moura.

               b) Francisca Ferreira Nobre, que casou aos 18 de agosto de 1837 com João Gomes da Silva, filho de Manoel Gomes da Silva, já falecido, e de Joana Batista Xavier, e o celebrante foi o Pe. Simão Judas Tadeu, perante as testemunhas João José Ribeiro de Aguiar e Antônio de Cerqueira de Carvalho.

              c) Maria Ferreira Nobre, que casou aos 25 de agosto de 1839 com o próprio tio paterno legítimo João Ferreira Nobre, filho do capitão Vicente Ferreira Nobre e de Ana Rosa de Azevedo, e o casamento foi celebrado pelo Padre Alexandre Ferreira Nobre, perante as testemunhas Joaquim Ferreira Nobre Pelinca e Antônio Rafael Seabra de Melo.

3 - Vitorino Ferreira Nobre, nascido aos 15 de outubro de 1802, batizado aos 02 de novembro de 1802, e os padrinhos foram o capitão mor Geraldo Saraiva de Moura, morador no Apodi (Por procuração de Manoel de Torres Frazão, filho de Antônio da Câmara e Silva), e Aguida Maria de Albuquerque, por procuração que apresentou o seu esposo Manoel José da Costa Monteiro, naturais do Estado de Pernambuco.

4 - Joaquim Ferreira Nobre Pelinca, batizado aos 10 de agosto de 1805 na Matriz de Natal pelo Pe. Simão Judas Tadeu, e os padrinhos foram o capitão Antônio Ferreira, casado, e Joana Batista de Azevedo, solteira. Joaquim Ferreira Nobre Pelinca contraiu matrimônio contra a vontade de seu pai, conforme consta curiosamente da certidão de matrimônio na data de 08 de novembro de 1830, com Bernadina Luíza da Conceição, filha de Manoel Joaquim Ribeiro e de Isabel de Barros da Cunha Caminha, e o celebrante foi o Pe. Manoel Pinto de Castro, perante as testemunhas Joaquim Xavier Garcia de Almeida e José Lucas Soares Raposo da Câmara.

Dos filhos de Joaquim Ferreira Nobre Pelinca com Bernardina Lúcia, se tem conhecimento de:

a) Olívia Ovídia Ferreira Nobre Pelinca, que nasceu aos 3 de junho de 1831, foi batizada aos 05 de junho de 1831 pelo Vigário Interino Antônio Xavier Garcia de Almeida, e os Padrinhos foram o Tio Paterno Antônio Ferreira Nobre, solteiro, e Maria Benedita de Melo.

Olívia Ovídia Ferreira Nobre Pelinca casou em 1º matrimônio com Porfírio Antônio do Amaral, filho de Lourenço Antônio do Amaral e de Joana Batista. Do 1º matrimônio nasceu a filha Inácia Cândida do Amaral, que foi a mãe de José Augusto Varela, que foi Prefeito de Natal de 1943 à 1946, e governador do Rio Grande do Norte de 1947 à 1951. Olívia Ovídia Ferreira Nobre Pelinca casou em 2º matrimônio com João Tertuliano de Magalhães, que depois do seu 2º matrimônio passou a se assinar Olívia Ovídia Pelinca de Magalhães. São os bisavós de Inácio Magalhães de Sena, do Ceará-Mirim-RN.


b) Padre Luiz Ferreira Nobre Pelinca, que nasceu aos 05 de junho de 1841, foi batizado na Matriz de Natal pelo Vigário Bartolomeu da Rocha Fagundes, e os Padrinhos foram o casal Manoel Machado de Miranda Henriques e Inácia Francisca de Melo.

5 - Alexandre Ferreira Nobre, Padre, batizado aos 18 de julho de 1813 na Matriz pelo Pe. João Gomes de Melo, e os padrinhos foram os avós maternos Manoel Antônio de Azevedo e Francisca Antônia de Melo. Embora religioso, o padre Alexandre deixou enorme descendência que atualmente se espalha por toda região da Grande Natal.


O Padre Alexandre Ferreira Nobre teve um relacionamento com Maria Cândida de Aguiar, e resultou no nascimento dos seguintes filhos:

a) Alexandre Idalino Ferreira Nobre, que casou aos 08 de abril de 1872 no lugar Poço Limpo da Freguesia de São Gonçalo do Amarante com Josefa Florentina Correia, filha natural de Eduwirgens Florentina da Rocha.

b) Vicente Ferreira Nobre, que reproduzia o nome completo do avô paterno, nasceu por volta de 1862 e contraiu mantrimônio na idade de 20 anos em 06 de fevereiro de 1883 no Guarapes em Macaíba com Joana Batista Ferreira do Lago, com 15 anos no ato do matrimônio, filha natural de Maria Belmira Teixeira de Melo.
c) Belmira Cândida Ferreira Nobre, que casou aos 25 de outubro de 1880 com Antônio Vilela Cid, já viúvo de Francisca Dias.

d) João Capistrano Ferreira Nobre, que casou aos 23 de abril de 1879 em Macaíba com Luíza Benedita Nunes de Oliveira Tavares, filha de Antônio Martins da Silva e de Maria Rosa de Oliveira.

O casal João Capistrano Ferreira Nobre e Luíza foi o Tronco da Família Capistrano, e seus filhos foram:

d) 1- Francisco Capistano, que casou aos 30 de julho de 1913 com Idalina Ferreira Nobre, filha de Hilarião Ferreira Gomes e de Joaquina Gomes.

d) 2- Idalina Ferreira Nobre, natural de Macaíba, casada em 1º matrimônio com João Ribeiro da Silba, e casada em 2º matrimônio na idade de 31 anos em 21 de outubro de 1917 com Leopoldo Batista de Andrade, com 24 anos, filho de João Batista de Andrade e de Francisca Otília de Andrade.

d) 3- Secondina Capistrana Ferreira Nobre, que com 27 anos de idade casou aos 05 de fevereiro de 1916 com Manoel Pascoal Gomes de Lima, também com 27 anos no ato do matrimônio, filho de João Pascoal Gomes de Lima e de Emília Candida Ferreira Nobre, falecidos.

d) 4- Sandoval Capistrano, natural de São Gonçalo do Amarante, casou em 1914 com Isabel Rodrigues Machado, filha de João Alexandrino Rodrigues Machado e de Mariana Joaquina.

 d) 5- João Capistrano Filho, que casou com Joana Fernandes de Macedo, deste casal é filho Benjamin Capistrano que é o pai de Franklin Capistrano, vereador em Natal-RN.


d) 6- Antônio Capistramo Ferreira Nobre, que casou com Genésia Batista.

 6 - Alexandrina Francelina Ferreira Nobre, irmã gêmea do padre Alexandre Ferreira Nobre, foi batizada aos 18 de julho de 1813 na Matriz pelo padre João Gomes de Melo, sendo padrinhos os irmãos mais velhos Manoel Ferreira Nobre e Juliana Ferreira Nobre. Alexandrina Francelina Ferreira Nobre casou-se na residência de Alexandre Tomaz Seabra de Melo, aos 08 de dezembro de 1849 com Pedro Paulo Vieira de Melo, filho de Nicolau Joaquim de Miranda, natural cidade da Paraíba (João Pessoa), e de Bernarda Florência Vieira, natural de Extremoz/RN, estes casados em 26 de junho de 1827, neto paterno de Antônio José e de Micaela da Silva, e neto materno de Pedro Paulo Vieira e de Ana Antônia de Melo, o casamento foi celebrado pelo padre José Alexandre Gomes de Melo, perante as testemunhas José Alexandre Seabra de Melo e Alexandre Tomaz Seabra de Melo.

Do casamento de Alexandrina Ferreira Nobre com Pedro Paulo Vieira de Melo nasceu a filha Joaquina Vieira de Melo, que por sua vez casou aos 24 de julho de 1886 com Francisco Carlos Pinheiro da Câmara, filho do Coronel Bonifácio Francisco Pinheiro da Câmara.

 7- Maria Ferreira Nobre, batizada aos 04 de setembro de 1814 pelo padre Simão Judas Tadeu, e os padrinhos foram o alferes Antônio Freire de Amorim e a sua mãe Inácia Gomes.

 8 - Rita Ferreira Nobre, batizada aos 12 de setembro de 1822 na Matriz de Natal pelo padre Feliciano José Dorneles, e os padrinhos foram o alferes Luiz Teixeira da Silva (Por procuração do alferes José dos Santos) e Catarina Duarte Xavier (Por procuração de Francisca Ferreira Nobre, sua irmã). Rita Ferreira Nobre contraiu matrimônio com Joaquim José da Costa.

9 - Ana Ferreira Nobre foi batizada aos 18 de fevereiro de 1824 pelo padre Feliciano José Dornelles, e os padrinhos foram Manoel da Silva Pereira e a esposa. Ana Ferreira Nobre contraiu matrimônio aos 18 de julho de 1842 com Miguel Rufino de Souza Caldas, viúvo de Quitéria Joaquina de Souza, e filho de Antônio José de Souza Caldas e de Josefa Maria de Nazareth. O casamento foi realizado em casa de residência de seu irmão Joaquim Ferreira Nobre Pelinca, celebrado pelo padre Alexandre Ferreira Nobre com licença do padre João Leite de Pinho, perante as testemunhas Tomaz Cardoso de Almeida e Rafael Arcanjo Galvão.

10 – João Ferreira Nobre, que casou aos 25 de agosto de 1839 com a sobrinha Maria Ferreira Nobre, filha de Manoel Ferreira Nobre e de Inácia Joaquina de Almeida, sendo celebrante o padre Alexandre Ferreira Nobre, irmão do noivo e tio legítimo da noiva, perante as testemunhas Joaquim Ferreira Nobre Pelinca e Antônio Rafael Seabra de Melo.

11- Clara Ferreira Nobre, casada aos 17 de agosto de 1833 na Matriz de Natal/RN com Alexandre Tomaz Seabra de Melo, filho do capitão mor José Alexandre Gomes de Melo e de Joana Evangelista Seabra, o celebrante foi o padre Manoel Pinto de Castro, perante as testemunhas José Alexandre Seabra de Melo e Joaquim José Pinto, casados, com dispensa de parentesco de sanguinidade no 4º grau.

12 - Joana Ferreira Nobre, casada aos 23 de maio de 1839 na casa paterna com Antônio Rafael Seabra de Melo, filho do capitão mor José Alexandre Gomes de Melo e de Joana Evangelista Seabra, e o celebrante foi o padre Alexandre Ferreira Nobre, perante as testemunhas Dr. Basílio Quaresma Torreão e o capitão José Alexandre Seabra de Melo.

13 - Vicente Ferreira Nobre Filho, nascido por volta de 1810 e falecido aos 13 de junho de 1896 com 86 anos de idade, casado com Joana Rodrigues Teixeira, nascida em 1818 e falecida aos 28 de abril de 1862 com 44 anos de idade.

Filhos de Vicente Ferreira Nobre Filho e de Joana Rodrigues Teixeira que se tem conhecimento:

a) Matilde Ferreira Nobre, que casou aos 14 de fevereiro de 1879 em Ceará – Mirim com Joaquim Soares de Morais, filho natural de Isabel Maria da Apresentação.

b) Francisco Ferreira Nobre, que casou aos 16 de dezembro de 1876 em Ceará – Mirim com Genésia Gomes Soares da Câmara.

14 – Antônio Ferreira Nobre, que foi Tenente de Cavalaria.

15 - Tomaz Ferreira Nobre, que teve um relacionamento com Vicência Maria da Conceição, e daí nasceu aos 30 de janeiro de 1859 a filha Águeda, batizada aos 19 de fevereiro de 1859, e os Padrinhos dela foram João Leite de Pinho Júnior (Filho do Padre João Leite de Pinho) e a esposa Inácia Soares de Melo.
                 

Academia Apodiense de Letras despejada de sua sede.

Como sócio correspondente da Academia Apodiense de Letras, desde 2012, entidade cultural fundada no dia 23 de março de 2006, apresento o meu repúdio pelo ato de despejo da sua sede (Casa de Cultura Popular) sofrido pela instituição cujos crimes são: contribuir com o desenvolvimento cultural da cidade do Apodi; destacar a memória desta terra; estimular a produção literária, artística, cientifica e ao espírito humanista, valorizando a sabedoria prática e a tradição oral de homens e mulheres acadêmicos do saber e da Cultura Potiguar. Também apresento aos caros confrades da Academia Apodiense de Letras, em especial ao seu digno e operoso presidente Dr. Marcos Pinto, a minha irrestrita solidariedade.