sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Famílias Ferreira Nobre, Seabra de Mello e Pelinca: apontamentos genealógicos

             Manoel Ferreira Nobre - Memorialista Potiguar, escreveu o livro Breve Notícia sobre a Província do Rio Grande do Norte, é neto do tenente coronel Vicente Ferreira Nobre.

O tenente coronel Vicente Ferreira Nobre era natural da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Natal/RN, onde nasceu provavelmente em 1777 e falecido em 15 de outubro de 1861, aos 84 anos de idade. Era filho do casal Francisco Xavier Barbosa, natural do Rio Grande do Norte, nascido por volta de 1752 e falecido em 24 de dezembro de 1795 com 43 anos de idade, e Rita Maria de Jesus, natural do Estado de Pernambuco, casados em 01 de novembro de 1770 na Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação. O capitão Vicente Ferreira Nobre destacou-se no episódio do qual decorreu a renúncia do primeiro presidente da província (estado) do Rio Grande do Norte – Thomaz de Araújo Pereira.

Contraiu matrimônio por volta do ano de 1797 com Ana Rosa de Azevedo, nascida provavelmente em 1785 e falecida em 1867 com 82 anos de idade, filha de Manoel Antônio de Azevedo, natural de Basto, do Arcebispado de Braga, Portugal, e de Francisca Antônia de Melo, nascida por volta de 1762 e falecida em 24 de setembro de 1827, estes casados em 04 de novembro de 1773, neta paterna de Baltazar Gonçalves e de Francisca da Silva, naturais de Portugal, e neta materna de avô incógnito e de Antônia dos Reis.

O casal é tronco das famílias Ferreira Nobre, Seabra de Mello e Pelinca, estabelecidas no estado do Rio Grande do Norte e atualmente desdobradas em outras várias famílias.

1 - Juliana Ferreira Nobre, nascida aos 18 de junho de 1798, batizada aos 29 de junho de 1798, e os padrinhos foram o avô materno e a avó paterna. Juliana permaneceu solteira.

2 - Manoel Ferreira Nobre, batizado aos 01 de julho de 1800, e os padrinhos de Batismo foram o avô materno Manoel Antônio de Azevedo e Inácia Maria, solteira. Contraiu matrimônio aos 02 de julho de 1820 na Matriz de Natal/RN com Inácia Joaquina de Almeida, filha de José do Rego Bezerra, falecido em 01 de maio de 1847, e de Antônia Úrsula de Melo, estes casados em 21 de dezembro de 1802, neta paterna de Braz de Almeida Botelho e de Joana do Rego Bezerra, neta materno do capitão José da Costa Pereira e de Inácia Úrsula de Melo, estes casados em 21 de novembro de 1772, bisneta materna (Por parte do avô materno) de Simão Pereira da Costa, natural de Portugal, e de Francisca Barbosa Aranha Valcácer, e bisneta materna (Por parte da avó materna) de Alexandre de Melo Pinto e Brázia Tavares Fonseca, sendo o casamento celebrado pelo Pe. Francisco Antônio Lumachi de Melo, perante as testemunhas o governador José Inácio Borges e o Juiz José do Rego Bezerra.

              Do casamento de Manoel Ferreira Nobre com Inácia Joaquina de Almeida nasceram os filhos:

               a) Manoel Ferreira Nobre, memorialista e escritor, que na casa de residência de Maria de Andrade contraiu matrimônio às 19 horas do dia 02 de maio de 1842, com Olímpia Geralda de Andrade, filha natural de Inês Cipriana Geralda de Andrade, e o celebrante do casamento foi o Pe. Bartolomeu da Rocha Fagundes, perante as testemunhas Basílio Quaresma Torreão e Antônio José de Moura.

               b) Francisca Ferreira Nobre, que casou aos 18 de agosto de 1837 com João Gomes da Silva, filho de Manoel Gomes da Silva, já falecido, e de Joana Batista Xavier, e o celebrante foi o Pe. Simão Judas Tadeu, perante as testemunhas João José Ribeiro de Aguiar e Antônio de Cerqueira de Carvalho.

              c) Maria Ferreira Nobre, que casou aos 25 de agosto de 1839 com o próprio tio paterno legítimo João Ferreira Nobre, filho do capitão Vicente Ferreira Nobre e de Ana Rosa de Azevedo, e o casamento foi celebrado pelo Padre Alexandre Ferreira Nobre, perante as testemunhas Joaquim Ferreira Nobre Pelinca e Antônio Rafael Seabra de Melo.

3 - Vitorino Ferreira Nobre, nascido aos 15 de outubro de 1802, batizado aos 02 de novembro de 1802, e os padrinhos foram o capitão mor Geraldo Saraiva de Moura, morador no Apodi (Por procuração de Manoel de Torres Frazão, filho de Antônio da Câmara e Silva), e Aguida Maria de Albuquerque, por procuração que apresentou o seu esposo Manoel José da Costa Monteiro, naturais do Estado de Pernambuco.

4 - Joaquim Ferreira Nobre Pelinca, batizado aos 10 de agosto de 1805 na Matriz de Natal pelo Pe. Simão Judas Tadeu, e os padrinhos foram o capitão Antônio Ferreira, casado, e Joana Batista de Azevedo, solteira. Joaquim Ferreira Nobre Pelinca contraiu matrimônio contra a vontade de seu pai, conforme consta curiosamente da certidão de matrimônio na data de 08 de novembro de 1830, com Bernadina Luíza da Conceição, filha de Manoel Joaquim Ribeiro e de Isabel de Barros da Cunha Caminha, e o celebrante foi o Pe. Manoel Pinto de Castro, perante as testemunhas Joaquim Xavier Garcia de Almeida e José Lucas Soares Raposo da Câmara.

Dos filhos de Joaquim Ferreira Nobre Pelinca com Bernardina Lúcia, se tem conhecimento de:

a) Olívia Ovídia Ferreira Nobre Pelinca, que nasceu aos 3 de junho de 1831, foi batizada aos 05 de junho de 1831 pelo Vigário Interino Antônio Xavier Garcia de Almeida, e os Padrinhos foram o Tio Paterno Antônio Ferreira Nobre, solteiro, e Maria Benedita de Melo.

Olívia Ovídia Ferreira Nobre Pelinca casou em 1º matrimônio com Porfírio Antônio do Amaral, filho de Lourenço Antônio do Amaral e de Joana Batista. Do 1º matrimônio nasceu a filha Inácia Cândida do Amaral, que foi a mãe de José Augusto Varela, que foi Prefeito de Natal de 1943 à 1946, e governador do Rio Grande do Norte de 1947 à 1951. Olívia Ovídia Ferreira Nobre Pelinca casou em 2º matrimônio com João Tertuliano de Magalhães, que depois do seu 2º matrimônio passou a se assinar Olívia Ovídia Pelinca de Magalhães. São os bisavós de Inácio Magalhães de Sena, do Ceará-Mirim-RN.


b) Padre Luiz Ferreira Nobre Pelinca, que nasceu aos 05 de junho de 1841, foi batizado na Matriz de Natal pelo Vigário Bartolomeu da Rocha Fagundes, e os Padrinhos foram o casal Manoel Machado de Miranda Henriques e Inácia Francisca de Melo.

5 - Alexandre Ferreira Nobre, Padre, batizado aos 18 de julho de 1813 na Matriz pelo Pe. João Gomes de Melo, e os padrinhos foram os avós maternos Manoel Antônio de Azevedo e Francisca Antônia de Melo. Embora religioso, o padre Alexandre deixou enorme descendência que atualmente se espalha por toda região da Grande Natal.


O Padre Alexandre Ferreira Nobre teve um relacionamento com Maria Cândida de Aguiar, e resultou no nascimento dos seguintes filhos:

a) Alexandre Idalino Ferreira Nobre, que casou aos 08 de abril de 1872 no lugar Poço Limpo da Freguesia de São Gonçalo do Amarante com Josefa Florentina Correia, filha natural de Eduwirgens Florentina da Rocha.

b) Vicente Ferreira Nobre, que reproduzia o nome completo do avô paterno, nasceu por volta de 1862 e contraiu mantrimônio na idade de 20 anos em 06 de fevereiro de 1883 no Guarapes em Macaíba com Joana Batista Ferreira do Lago, com 15 anos no ato do matrimônio, filha natural de Maria Belmira Teixeira de Melo.
c) Belmira Cândida Ferreira Nobre, que casou aos 25 de outubro de 1880 com Antônio Vilela Cid, já viúvo de Francisca Dias.

d) João Capistrano Ferreira Nobre, que casou aos 23 de abril de 1879 em Macaíba com Luíza Benedita Nunes de Oliveira Tavares, filha de Antônio Martins da Silva e de Maria Rosa de Oliveira.

O casal João Capistrano Ferreira Nobre e Luíza foi o Tronco da Família Capistrano, e seus filhos foram:

d) 1- Francisco Capistano, que casou aos 30 de julho de 1913 com Idalina Ferreira Nobre, filha de Hilarião Ferreira Gomes e de Joaquina Gomes.

d) 2- Idalina Ferreira Nobre, natural de Macaíba, casada em 1º matrimônio com João Ribeiro da Silba, e casada em 2º matrimônio na idade de 31 anos em 21 de outubro de 1917 com Leopoldo Batista de Andrade, com 24 anos, filho de João Batista de Andrade e de Francisca Otília de Andrade.

d) 3- Secondina Capistrana Ferreira Nobre, que com 27 anos de idade casou aos 05 de fevereiro de 1916 com Manoel Pascoal Gomes de Lima, também com 27 anos no ato do matrimônio, filho de João Pascoal Gomes de Lima e de Emília Candida Ferreira Nobre, falecidos.

d) 4- Sandoval Capistrano, natural de São Gonçalo do Amarante, casou em 1914 com Isabel Rodrigues Machado, filha de João Alexandrino Rodrigues Machado e de Mariana Joaquina.

 d) 5- João Capistrano Filho, que casou com Joana Fernandes de Macedo, deste casal é filho Benjamin Capistrano que é o pai de Franklin Capistrano, vereador em Natal-RN.


d) 6- Antônio Capistramo Ferreira Nobre, que casou com Genésia Batista.

 6 - Alexandrina Francelina Ferreira Nobre, irmã gêmea do padre Alexandre Ferreira Nobre, foi batizada aos 18 de julho de 1813 na Matriz pelo padre João Gomes de Melo, sendo padrinhos os irmãos mais velhos Manoel Ferreira Nobre e Juliana Ferreira Nobre. Alexandrina Francelina Ferreira Nobre casou-se na residência de Alexandre Tomaz Seabra de Melo, aos 08 de dezembro de 1849 com Pedro Paulo Vieira de Melo, filho de Nicolau Joaquim de Miranda, natural cidade da Paraíba (João Pessoa), e de Bernarda Florência Vieira, natural de Extremoz/RN, estes casados em 26 de junho de 1827, neto paterno de Antônio José e de Micaela da Silva, e neto materno de Pedro Paulo Vieira e de Ana Antônia de Melo, o casamento foi celebrado pelo padre José Alexandre Gomes de Melo, perante as testemunhas José Alexandre Seabra de Melo e Alexandre Tomaz Seabra de Melo.

Do casamento de Alexandrina Ferreira Nobre com Pedro Paulo Vieira de Melo nasceu a filha Joaquina Vieira de Melo, que por sua vez casou aos 24 de julho de 1886 com Francisco Carlos Pinheiro da Câmara, filho do Coronel Bonifácio Francisco Pinheiro da Câmara.

 7- Maria Ferreira Nobre, batizada aos 04 de setembro de 1814 pelo padre Simão Judas Tadeu, e os padrinhos foram o alferes Antônio Freire de Amorim e a sua mãe Inácia Gomes.

 8 - Rita Ferreira Nobre, batizada aos 12 de setembro de 1822 na Matriz de Natal pelo padre Feliciano José Dorneles, e os padrinhos foram o alferes Luiz Teixeira da Silva (Por procuração do alferes José dos Santos) e Catarina Duarte Xavier (Por procuração de Francisca Ferreira Nobre, sua irmã). Rita Ferreira Nobre contraiu matrimônio com Joaquim José da Costa.

9 - Ana Ferreira Nobre foi batizada aos 18 de fevereiro de 1824 pelo padre Feliciano José Dornelles, e os padrinhos foram Manoel da Silva Pereira e a esposa. Ana Ferreira Nobre contraiu matrimônio aos 18 de julho de 1842 com Miguel Rufino de Souza Caldas, viúvo de Quitéria Joaquina de Souza, e filho de Antônio José de Souza Caldas e de Josefa Maria de Nazareth. O casamento foi realizado em casa de residência de seu irmão Joaquim Ferreira Nobre Pelinca, celebrado pelo padre Alexandre Ferreira Nobre com licença do padre João Leite de Pinho, perante as testemunhas Tomaz Cardoso de Almeida e Rafael Arcanjo Galvão.

10 – João Ferreira Nobre, que casou aos 25 de agosto de 1839 com a sobrinha Maria Ferreira Nobre, filha de Manoel Ferreira Nobre e de Inácia Joaquina de Almeida, sendo celebrante o padre Alexandre Ferreira Nobre, irmão do noivo e tio legítimo da noiva, perante as testemunhas Joaquim Ferreira Nobre Pelinca e Antônio Rafael Seabra de Melo.

11- Clara Ferreira Nobre, casada aos 17 de agosto de 1833 na Matriz de Natal/RN com Alexandre Tomaz Seabra de Melo, filho do capitão mor José Alexandre Gomes de Melo e de Joana Evangelista Seabra, o celebrante foi o padre Manoel Pinto de Castro, perante as testemunhas José Alexandre Seabra de Melo e Joaquim José Pinto, casados, com dispensa de parentesco de sanguinidade no 4º grau.

12 - Joana Ferreira Nobre, casada aos 23 de maio de 1839 na casa paterna com Antônio Rafael Seabra de Melo, filho do capitão mor José Alexandre Gomes de Melo e de Joana Evangelista Seabra, e o celebrante foi o padre Alexandre Ferreira Nobre, perante as testemunhas Dr. Basílio Quaresma Torreão e o capitão José Alexandre Seabra de Melo.

13 - Vicente Ferreira Nobre Filho, nascido por volta de 1810 e falecido aos 13 de junho de 1896 com 86 anos de idade, casado com Joana Rodrigues Teixeira, nascida em 1818 e falecida aos 28 de abril de 1862 com 44 anos de idade.

Filhos de Vicente Ferreira Nobre Filho e de Joana Rodrigues Teixeira que se tem conhecimento:

a) Matilde Ferreira Nobre, que casou aos 14 de fevereiro de 1879 em Ceará – Mirim com Joaquim Soares de Morais, filho natural de Isabel Maria da Apresentação.

b) Francisco Ferreira Nobre, que casou aos 16 de dezembro de 1876 em Ceará – Mirim com Genésia Gomes Soares da Câmara.

14 – Antônio Ferreira Nobre, que foi Tenente de Cavalaria.

15 - Tomaz Ferreira Nobre, que teve um relacionamento com Vicência Maria da Conceição, e daí nasceu aos 30 de janeiro de 1859 a filha Águeda, batizada aos 19 de fevereiro de 1859, e os Padrinhos dela foram João Leite de Pinho Júnior (Filho do Padre João Leite de Pinho) e a esposa Inácia Soares de Melo.
                 

5 comentários:

  1. Parabéns Dr. Ânderson Tavares de Lyra, é mais um trabalho concluído com qualidade. Espero ver outros mais. Observo que quase todos os sobrenomes é uma sequencia que fez parte ao longo da história do nosso Estado desde as Capitanias até hoje. Identifiquei vários que existe aqui no Município. Quero também dizer que quando for possível sua viagem até aqui teremos o prazer de recebe-lo. Estarei viajando para RS. no próximo mês, melhor, na segunda quinzena. Caso possa vir antes ou depois avise. Sua vinda lhe dará uma noção maior sobre os barões em nossa cidade. Bom dia.

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  2. Me chamo Paulo Anderson Ferreira Nobre, e meu pai e meus avós, que são cearenses, me contam que sua família veio do Rio Grande do Norte.

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  3. Me chamo Paulo Anderson Ferreira Nobre, cearense, e meus avós paternos me dizem que são de origem potiguar. Parabéns pela pesquisa.

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  4. Me chamo Paulo Anderson Ferreira Nobre, e meu pai e meus avós, que são cearenses, me contam que sua família veio do Rio Grande do Norte.

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  5. José Ferreira Nobre (#32844)

    em:

    Padre
    José Ferreira de Sousa

    Maria Nobre da Conceição

    Padre Nobre. Antigo chefe político no município de Pombal. Era ferrenho defensor do movimento republicano, tanto que chegou a ser preso juntamente com seus irmãos Antonio Ferreira de Sousa e o Capitão-Mor Manoel Ferreira de Sousa, pelo crime de rebelião cometido durante a Revolução de 1817, e levados para a Bahia, onde cumpriria a pena, mas foi logo solto em decorrência dda anistia concedida aos implicados naquela insurreição. Além do padre e dos seus irmãos outros pombalenses foram presos pelo mesmo motivo, e levados para a Capital da Paraíba, uns a pé, outros a cavalo.
    O Padre foi vigário em Pombal nos anos de 1814 a 1817. Foi, também, Deputado Federal Constituinte, no ano de 1823.

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