domingo, 14 de novembro de 2021

As raízes portuguesas de Pedro Américo de Figueiredo e Melo

 

O pintor Pedro Américo de Figueiredo e Melo nasceu aos 29 de abril de 1843, em Areia/PB e faleceu aos 07 de novembro de 1905, aos 62 anos de idade, em Florença, Itália. Foi batizado na igreja de Nossa Senhora da Conceição em Brejo de Areia/PB pelo Pe. Francisco de Holanda Chacon, sendo padrinhos os tios paternos Zeferino Aureliano Grangeiro de Melo e Canuta Grangeiro de Melo.

 

Pedro Américo foi um dos mais importantes pintores da nossa história. É o autor da tela "O Grito do Ipiranga", uma encomenda da família imperial, e que hoje integra o acervo do Museu do Ipiranga. É de sua autoria também as telas "Batalha do Avaí", "Paz e Concórdia", "Batalha do Campo Grande", entre outras. É Patrono da cadeira nº 24 da Academia Paraibana de Letras. Em 1852, foi convidado, como desenhista auxiliar, para acompanhar o naturalista francês Jean Brunet em uma expedição científica pelo Nordeste do Brasil. Em 1854, Pedro Américo foi para o Rio de Janeiro, estudar no Colégio Pedro II. Em 1856 ingressou na Academia Imperial de Belas Artes.

 

Pedro Américo recebeu do Imperador D. Pedro II, uma bolsa para estudar na Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, para onde foi em 1859. Foi aluno de Jean-Auguste-Dominique Ingres, um dos maiores pintores do Neoclassicismo francês. Ainda em Paris, estudou no Instituto de Física de Adolphe Ganot, no curso de Arqueologia de Charles Ernest Beulé e bacharelou-se em Ciências Sociais na Sorbonne, com a tese “Considerações Filosóficas Sobre as Belas Artes Entre os Antigos”. Pedro Américo retornou ao Brasil em 1864 e passou a lecionar na Escola de Belas Artes, mas logo voltou para a Europa, onde na Universidade de Bruxelas recebeu o título de Doutor em Ciências Físicas e Naturas. Além de produzir várias telas, dedicou-se à poesia, ao romance e à filosofia.

 

Pedro Américo casou no ano de 1869, em Lisboa, Portugal, com Carlota Palmira de Araújo, filha do diplomata Manoel de Araújo Porto Alegre, posteriormente Barão de Santo Ângelo, escritor e poeta, e de Ana Paulina Delamare, pianista e cantora. O casamento foi realizado em Lisboa quando o pai da noiva na ocasião era Cônsul do Brasil. Do casamento de Pedro Américo com Carlota Palmira nasceram os filhos:

 

A- Carlota Palmira de Figueiredo, que por sua vez casou aos 27 de maio de 1891, no Rio de Janeiro/RJ com o diplomata José Manoel Cardoso de Oliveira, que foi cônsul do Brasil em Nova Orleans/EUA, era natural de Salvador/BA, filho de Rodolfo Cardoso de Oliveira e de Maria Virgínia de Matos, e depois exerceu o cargo de ministro do Brasil em Berlim, Londres, Berna, México, Chile e Portugal, encerrando a sua carreira na condição de Embaixador do Brasil em Lisboa, de 1922 até 1931, e do casamento houve descendência.

 

B- Pedro Américo de Figueiredo e Melo Filho, nascido por volta de 1872 no Rio de Janeiro/RJ e falecido na mesma cidade aos 20 de maio de 1876, aos 04 anos de idade.

 

C- Eduardo de Figueiredo e Melo, nascido por volta de 1874 e falecido em 1953, em Firenza, Florença, Itália, foi pintor e músico, casou na Itália com Maria Benedetti, onde deixou descendência.

 

Pais de Pedro Américo de Figueiredo e Melo:

 

Daniel Eduardo de Figueiredo e Melo, nascido aos 13 de outubro de 1811 em Limoeiro/PE e falecido às 17 horas do dia 25 de abril de 1891, com 79 anos de idade na Rua Dr. Pedro Américo em João Pessoa/PB, e Feliciana Maria Cirne, nascida em João Pessoa/PB, casamento ocorrido por volta de 1836 em João Pessoa/PB.

 

Nota: Daniel Eduardo de Figueiredo e Melo foi comerciante em Areia/PB, e depois foi tabelião público em João Pessoa/PB até o seu falecimento, e Feliciana Maria Cirne era irmã de João Antônio Cirne, natural de João Pessoa/PB, que foi para o Estado do Rio Grande do Sul, onde fixou residência em Bagé/RS, e lá casou com Maria Felisbina dos Santos, e deixou descendência, e João Antônio Cirne é considerado o primeiro historiador de Bagé/RS.

 

Termo de óbito de Daniel Eduardo de Figueiredo Melo:

 

“Aos vinte e seis dias do mez de Abril do anno de mil oito centos e noventa e um neste único Districto de Paz de Parochia de Nossa Senhora das Neves, Municipio de Capital do Estado da Parahyba do Norte, compareceu em meu cartório Ceciliano da Silva Coelho, e declarou: Que hontem pelas cinco horas da tarde, á rua Doutor Pedro Américo, falleceu o cidadão Daniel Eduardo de Figueirêdo, branco, de setenta e nove annos de idade, casado que foi com Dona Feliciana Maria de Figueirêdo, filho legitimo de Manoel de Christo Grangeiro e de Anna Francisca Xavier de Figueirêdo, natural do Estado de Pernambuco. Sua morte foi em consequência de marasmo senil, conforme o attestado medico do Doutor Aguinello Candido Lins Fialho. Vai ser sepultado no cemitério Publico desta Capital, em catacumba de Irmandade de Santa Caza de Misericordia. E para constar lavrei este termo que assigno com o declarante. Eu Jeronymo Pereira d´ Oliveira, Escrivão de Paz, o escrevi. Jeronymo Pereira d´ Oliveira”.

 

Avós paternos de Pedro Américo de Figueiredo e Melo:

 

Manoel de Cristo Grangeiro e Melo, falecido em 1856, e a 1ª esposa Ana Francisca Xavier de Figueiredo, falecida aos 17 de março de 1825.

 

Avós maternos de Pedro Américo de Figueiredo e Melo:

 

Feliciano da Costa Cirne, natural de Portugal, nascido aos 29 de outubro de 1784, batizado aos 13 de novembro de 1784, e Ana Maria da Conceição, natural de João Pessoa/PB.

 

Registro de batismo de Feliciano Cirne:

 

“Em os treze dias do mes de Novembro de Mil Sete centos oitenta e quatro nesta Parochial Igreja por despacho do Emmº Snr Dºr Cardeal Patriarcha, que fica no Cartorio desta Igreja baptizei, e pus os Santos Oleos à Feliciano, que nasceu em os vinte, e nove dias do mes de Outubro próximo passado, filho de José da Costa Cyrne, baptizado na Freguezia de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraiba, Bispado de Pernambuco, e de Margarida Jozefa da Assumção, do Castelo de Almada deste Patriarchado, recebidos nesta cidade, e moradores no lugar do Pragal, Limite da Villa de Almada: foi Padrinho Pedro Antonio da Silva morador na freguesia da Conceição desta cidade, de que fiz e assignei o presente assento. O Cura Antonio da Conceição”.

 

Observação: No site familysearch há um equívoco por parte de quem colocou (a pessoa cadastrada no site com o apelido “alwolmer” foi quem colocou essa informação equivocada sobre Feliciano da Costa Cirne) a informação errada de que Feliciano da Costa Cirne nasceu aos 30 de janeiro de 1768, na Freguesia de São Salvador da Vila de Cinez, batizado aos 09 de fevereiro de 1768, filho de Nicolau da Costa e Maria Angélica, o que está ERRADO, já que a verdadeira data de nascimento de Feliciano da Costa Cirne é 29 de outubro de 1784, e o nome correto dos pais de Feliciano da Costa Cirne é José da Costa Cirne e Margarida Josefa de Assunção.

 

Em 1817, o português Feliciano da Costa Cirne solicita passaporte para ir ao Estado de Pernambuco, informação que consta no projeto Resgate, e o mesmo declara a sua idade de 33 anos, o que faz deduzir que o ano de seu nascimento é 1784, e já que Feliciano da Costa Cirne no termo de batismo (transcrição do termo de batismo neste artigo) nasceu no dia 29 de outubro do mesmo ano de 1784, então é possível chegar a conclusão de que o termo de batismo do ano de 1784 se refere mesmo a pessoa de Feliciano da Costa Cirne, avô materno do pintor Pedro Américo.

 

Bisavós maternos de Pedro Américo de Figueiredo e Melo:

 

José da Costa Cirne, natural de João Pessoa/PB, nascido por volta de 1744 e falecido aos 13 de janeiro de 1810, com 65 anos em Portugal, e Margarida Josefa de Assunção, natural de Almada, Concelho de Setubal, nascida aos 05 de novembro de 1761, batizada aos 24 de novembro de 1761, casados em Portugal (pais de Feliciano da Costa Cirne).

 

Registro de Batismo de Margarida Josefa da Assunção:

 

“Em os vinte e quatro de Novembro de mil setecentos e secenta e hum de licença do Rdº Prior Salvador Perª de Mattos baptizei e pus os Stºs Oleos a Margarida que nasceo a sinco deste mes, filha legitima de Antº Perª natural do Ribeiro fregª de S. Iricio aonde foi baptisado, bispado de Lamego, e de sua molher  Catherina Jozefa natural da Villa de Santarem e baptizada na fregª de S. Nicolao e Recebidos na freguezia de N. Srª dos Olivais termo da Cidade de Lbª e moradores em Malqueforte foi Padrinho Caetano Perª mºr em Val de Mourellos; de q fiz este termo que assignei. O Pe. Miguel Soares da Nativid.e.”.

 

Registro de Casamento de José da Costa Cirne e Margarida Josefa da Assunção:

 

“Em os Sette dias do mez de Abril do anno de Mil Settecentos e Settenta e Sette nesta Parochial Igreja de manhan, na minha presença e das testemunhas abaxo nomeadas, e assignadas, observada a forma do Sagrado Concilio Tridentino, e Constituiçoens deste Patriarchado, por palavras de prezente se Receberao por marido e mulher, José da Costa Cirne, solteiro, filho de Pedro da Costa Cirne, e de Joana Paula do Nascimento, natural e baptizado na Freguezia de Nossa Senhora das Neves da Cidade da Paraiba, Bispado de Pernambuco, onde seus Pais forao Recebidos, e presentemente morador na Freguezia do Castelo da Vila de Almada deste Patriarchado; com Margarida Jozefa da Assunção, solteira, filha de Antonio Pereira, e de Catherina Jozefa Pereira de Andrade, natural e baptizada na sobreditta Freguezia do Castello da Vila de Almada, onde he moradora; e seus Pais forao Recebidos na freguezia de Santa Maria dos Olivaes, extras muros desta Cidade: e como os contrahentes não eram os meus freguezes, e por esta razão os não podia receber, me apresentarão huma Provisão de Licença do Eminentissimo Senhor Patriarcha Elleito, pela qual me deu a faculdade de os receber, e esta fica no Cartório desta Igreja; e de como assim se receberão forao Testemunhas presentes o Reverendo Antonio Joze da Roza, Secretario do Eminentissimo Senhor Patriarcha, e Antonio Bernardo da Silva Piloto, morador na freguezia de Sam Paulo da cidade, e outras mais que tambem prezentes estavao, e para constar fiz este Termo, que com as dittas testemunhas assinei. O Parº Joze Coelho Borges . O Pe. Antonio Joze da Roza. Antonio Berndº da Sª Ptº”.

 

Trisavós maternos de Pedro Américo de Figueiredo e Melo:

 

Pedro da Costa Cirne, natural de Portugal, falecido aos 24 de março de 1776, e Joana Paula do Nascimento, natural de João Pessoa/PB, casados no ano de 1743 na Freguesia de Nossa Senhora das Neves de João Pessoa/PB (pais de José da Costa Cirne).

 

Antônio Pereira, natural do Bispado de Lamego, Portugal, e Catarina Josefa Pereira de Andrade, natural de Santarém, Portugal, batizada aos 17 de dezembro de 1732 na Igreja de São Nicolau, casados aos 06 de outubro de 1761 em Portugal (pais de Margarida Josefa de Assunção).

 

Registro de Batismo de Catarina Josefa Pereira de Andrade:

 

“Aos dezasete dias do Mes de Novembro de mil e Sette centos e trinta e dous anos nesta parochial Igrª de S. Nicolau baptizei e pus os Santos Oleos a Catharina, filha de Nicolau Pereyra natural do lugar Almoster fregª de Stª Maria onde foi baptizado, e filho de Nicolau Freire e de sua mulher Maria da Sylva: e de sua mulher Jozepha Thereza, natural desta Villa e baptizada na Igrª de S. Tiago e filha de Joseph Baptista e de Thereza de Jesus: forao P.P Manoel da Costa, e Catharina Josepha e tocou por ella com procuração Antonio Soares; de q fiz este asento que asigney: era ut supra. O Pe. Cura Jozeph da Sª Pinhrº”.

 

Registro de casamento de Antônio Pereira e Catarina Josefa Pereira de Andrade:

 

“Em Seis de Outubro de mil, e Sete Centos, e Secenta e hum se Receberao in facie ecclettd, e em minha prezença e na forma do Sagrado Concilio Tridintino e de manham Antônio Perª solteiro filho legitimo de Domingos Rodrigues já defunto, e de sua m.er Domingas Pereira natural do lugar de Ribeiro Fregª de São Iricio de Nespereyra Bisppado de Lamego, e A Catharina Jozefa solteira Baptizada na Freguezia de São Nicolau da Villa de Santarem e filha de Nicolau Pereyra de Andrade, e de Jozefa Thereza do Nascimtº e ambos os contrahentes meus Freguezes, e actualmente m.res nesta freguesia donde se tem desobrigado as quaresmas próxima passadas e em tudo mais se guarda a forma da Constituição do Patriarchado sendo testemunhas prezentes estavão, e comigo asignarao Francisco da Costa Antonio Jose Sancristao desta Igreja e Sebastiao Alvres m.es nesta Fregª. De q fiz este assento. O Vigrº Encomdº Miguel da Silva. Francisco da Costa. Sebastião Alves. Antº Joze”.

 

Nota: Um mês depois do matrimônio de Antônio Pereira e Catarina Josefa Pereira de Andrade (casados aos 06 de outubro de 1761) nasceu aos 05 de novembro de 1761 a filha de nome Margarida Josefa de Assunção, que por sua vez foi a mãe do português Feliciano da Costa Cirne (avô materno do pintor Pedro Américo).

 

Tetravós maternos de Pedro Américo de Figueiredo e Melo:

 

José da Costa Cirne, natural de Portugal (pai de Pedro da Costa Cirne).

 

Domingos Rodrigues e Domingas Pereira, naturais de Portugal (pais de Antônio Pereira).

 

Nicolau Pereira de Andrade, natural da Freguesia de Santa Maria de Almoster, Conselho e Distrito de Santarém, Portugal, e Josefa Tereza do Nascimento, natural da Freguesia de São Tiago, Conselho e Distrito de Santarém, Portugal (pais de Catarina Josefa Pereira de Assunção).

 

Pentavós maternos de Pedro Américo de Figueiredo e Melo:

 

Diogo Cirne (pai de José da Costa Cirne).

Nicolau Freire e Maria da Silva, naturais de Portugal (pais de Nicolau Pereira de Andrade).

José Batista e Tereza de Jesus, naturais de Portugal (pais de Josefa Tereza do Nascimento).


domingo, 28 de fevereiro de 2021

Ancestrais do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques

Francisco Xavier de Miranda Henriques nasceu aos 06 de dezembro de 1701, batizado aos 23 de dezembro de 1701, na freguesia de São Miguel de Alfama, conselho de Lisboa, distrito de Lisboa, Portugal, foi governador das capitanias do Rio Grande (do Norte), Paraíba e Ceará. Conforme o seu termo de batismo registrado no livro de batizados (1684-1710) da freguesia de São Miguel de Alfama, Conselho de Lisboa, Distrito de Lisboa, Portugal, p. 177:

 

Em os vinte e trez de Demrº de mil setecentos  e hum anos de minha licença o Dºr M.el Pires Frrª baptizou e pos os Stºs Oleos a FRANCISCO, nascido em os seis do dito mez, fº de Joseph de Miranda Henriques, nªl desta Cde, baptizado na Fregª de Sto Estevao, e de sua m.er Maria Catherina, nªl da Ci.de de Goa, Estado da India, baptisada na Fregª da Sé moradores nesta na Rua da Figueyra; foy Padrinho o Deao da Sé de Lbª D. Joseph Antº de Vasconcellos; de que fiz este assento que asigney dia mes e anno era ut supra. O Prior Manoel Dias.

 

TERMO DE BATISMO, LIVRO DE BATIZADOS (1684-1710) DE SÃO MIGUEL DE ALFAMA, LISBOA, P.177

Não temos conhecimento da data do falecimento de Francisco Xavier de Miranda Henriques. Aparentemente não faleceu no Brasil, e ao que tudo indica, faleceu solteiro, porém, deixou descendência proveniente de relacionamentos que teve com algumas mulheres.

 

Foi Moço fidalgo da Casa Real Portuguesa. Pertencia a tropa de linha desde 1720, quando começou a servir na Fortaleza de Mazagão, na costa marroquina, segundo Cascudo, realizando façanhas heroicas e obtendo os galões de capitão de infantaria, permanecendo até 1736 na África.

 

Como Capitão-mor do Rio Grande esteve 11 anos, 5 meses e 11 dias. Nomeado a 10 de julho de 1739, posse a 18 de dezembro de 1739 e saída a 30 de maio de 1751. Segue a transcrição da sua Carta Patente:

 

Registro de uma patente de Sua Magestade, que Deus guarde, passada ao Capitão-mor desta Capitania Francisco Xavier de Miranda Henriques.

Dom João, por Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d’aquém e de além mar em África, Senhor da Guiné e da conquista, navegação e comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e da Índia. Faço saber aos que esta minha carta patente virem que tendo respeito a Francisco Xavier de Miranda Henriques, moço fidalgo de minha casa, me haver servido neste reino, na praça de Masagão, por espaço de 18 anos, 11 meses e 25 dias continuados de 21 de junho de 1719 até 04 de julho de 1738, em praça de soldado de cavalo no regimento de que foi Coronel Brigadeiro o Marquês de Marialva,  sem nota alguma; e passando do ano de 1733 voluntário a continuar o serviço na Praça Masagão, sentar nela praça de soldado infante, e passar a cavalheiro, acobertado com armas e cavalo a sua custa e outra vez soldado infante com exercício de capitão de infantaria por patente do Governador que foi da dita praça, João Jaques de Magalhães; e no decurso do referido tempo se achar em várias ocasiões de combates que se tiveram com os Mouros, acompanhando ao Abail com valor e assistindo e cumprindo as suas obrigações com pontualidade e obediência. Em 1734 se achar em uma escaramuça que houve com os Mouros, sendo dos primeiros cavalheiros que os acometeram; indo socorrer um cavalheiro que caiu, se achar em evidente perigo de vida pelo cercar grande número de infiéis. Em 1735 se achar em vários choques, que com os mouros teve, obrando sempre com grande esforço. Em 1736 achando-se um barco ancorado para dentro do Cabo de Alzamor, mandar o Governador que então era daquela praça, Bernardo Pereira de Berredo, dois barcos armados em guerra e em um deles o Suplicante para que fosse buscar e com efeito, saindo de noite, executar esta diligência com tal bom sucesso que pela manhã o trouxe rendido para a praça com 28 homens e uma boa carga de fazendas, obrando em tudo com grande valor e distinção. E por esperar do dito Francisco Xavier de Miranda Henriques que da mesma maneira se haverá daqui em diante conforme a confiança que faço de sua pessoa, hei por bem fazer-lhe mercê de o nomear como por esta nomeio no posto de Capitão-mor da Capitania do Rio Grande para que a sirva por tempo de três anos e o mais enquanto lhe não mandar sucessor, com o qual posto haverá o soldo de 400$000, pagos na forma de minhas ordens, e gozará de todas as honras, privilégios, liberdades, isenções e franquezas que em razão dele lhe pertencem. Pelo que mando ao meu Governador e Capitão General da Capitania de Pernambuco dê posse ao dito Francisco Xavier de Miranda Henriques da referida Capitania-mor do Rio Grande e o deixe servir e exercitar pelo dito tempo de 3 anos e o mais enquanto lhe não mandar sucessor e haver e haver o dito soldo, prós e percalços como dito é e ele jurará na forma acostumada de cumprir as obrigações do dito posto, de que se fará assento nas costas desta minha carta patente que por firmeza de tudo lhe mandei passar esta por mim assinada, e selada com o selo grande de minhas armas. E antes que o dito Francisco Xavier de Miranda Henriques entre na dita capitania-mor do Rio Grande me fará por ela preito e homenagem nas mãos do dito meu Governador e Capitão General Governador da dita Capitania de Pernambuco, segundo o uso e costumes destes Reinos, de que apresentará certidão do secretário daquela capitania. E pagou de novo direito 50$000 que se carregaram ao tesoureiro Manoel Antônio Botelho de Ferreira, a fl. 1 do livro 3 de sua receita, e deu fiança a outra tanta quantia no livro 1º, a fl. 16v e no mesmo livro a fl. 16 deu outra fiança a pagar do mais rendimento que tiver além dos 400 mil réis de soldo e assim mais deu outra fiança no dito livro a fl. 16v a pagar do mais tempo quem servir além dos três anos, como constou do seu conhecimento em forma, registrado no livro 2 do registro geral a fl. 251. Dada na cidade de Lisboa Ocidental aos 10 dias do mês de julho do ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1739. El Rei. E tinha um selo grande. Patente Por que vossa Majestade fez mercê a Francisco Xavier de Miranda Henriques de o nomear no posto de Capitão-mor da capitania do Rio Grande para que o sirva por tempo de 3 anos e o mais enquanto lhe não mandar sucessor como nela se declara. Para vossa Majestade ver. Por resolução de Sua Majestade de 6 de Abril de 1739 tomada em consulta do Conselho Ultramarino de 13 de Fevereiro do dito ano. Pagou as despesas da Secretaria José de Carvalho e Abreu. Alexandre Metelo de Souza Menezes. O secretário Manoel Caetano Lopes da Lavra a fazer escrever. Registrada a fl. 130 do livro 24 dos ofícios da Secretaria do Conselho Ultramarino em Lisboa Ocidental 27 de julho de 1739. Manoel Caetano Lopes da Lavra. Registrada na Chancelaria mor da Corte e Reino, no livro de ofícios e mercês, a fl. 221. Lisboa Ocidental 10 de agosto de 1739. Joaquim Guilherme. Manoel Pedro de Macedo Ribeiro a fez. Fica assentada esta carta patente nos livros das mercês. Pagou R$ 400 réis. Paulo Nogueira da Costa. José Vaz de Carvalho pagou R$ 5.600 réis e deu aos oficiais 2124 réis. Lisboa Ocidental 8 de agosto de 1739. Dom Miguel Maldonado. Cumpra-se como Sua Majestade manda e registre-se na Secretaria deste governo, e nas mais partes onde tocar. Recife 2 de novembro de 1739. Henrique Luiz Pereira Freire. Registrada no livro 3º de patentes Reais que serve na secretaria deste governo de Pernambuco, a fl. 9v. Recife 4 de novembro de 1739. Jorge Antunes. Cumpra-se e registre-se nas partes a que tocar. Cidade do Natal 10 de dezembro de 1739. João de Teive Barreto e Menezes. Aos dezoito dias do mês de dezembro de 1739, nesta cidade do Natal capitania do Rio Grande na matriz dela, invocação de Nossa Senhora da Apresentação, da onde estava o capitão-mor atual desta capitania, João de Teive Barreto e Menezes e os oficiais do Senado da Câmara abaixo-assinados, aí deram posse do posto e cargo de Capitão-mor desta capitania, em virtude da patente retro, a Francisco Xavier de Miranda Henriques, assim e na mesma forma que Sua Majestade, que Deus guarde, manda e é uso e costume; e de como deram a sobredita posse ao dito Capitão-mor e ele a recebeu, se assinaram. E eu Manoel Álvares Bastos, Escrivão da Câmara, que o escrevi. Francisco Xavier de Miranda Henriques. João de Teive Barreto de Menezes. Bonifácio da Rocha Vieira. Francisco Fernandes de Carvalho Bernardo de Faria e Freitas José Pinheiro Teixeira. E não se continha mais em dita patente e termo de posse que eu Manoel Álvares Bastos, Escrivão do Senado da Câmara, aqui registrei aos 18 dias do mês de dezembro de 1739 anos.

 

O historiador Augusto Tavares de Lyra destaca em seu livro História do Rio Grande do Norte, as seguintes informações gerais sobre a Capitania do Rio Grande, ao tempo de Miranda Henriques:

 

(...) Relação das aldeias: Aldeia de Guajiru. Invocação de São Miguel. É de índios caboclos da língua geral e tapuios, de nação paiacus. O seu missionário é padre da Companhia de Jesus.

 

Aldeia do Apodi. Invocação de São João Batista. É de tapuios, da nação paiacus, e o missionário religioso de Santa Tereza.

 

Aldeia do Mipbu. Invocação de Santana. É de caboclos da língua geral e o seu missionário é capuchinho.

 

Aldeia das Guaraíras. Invocação de São João Batista. É de caboclos da língua geral e o missionário religioso da Companhia de Jesus.

 

Aldeia de Gramació. Invocação de Nossa Senhora do Carmo. É de índios caboclos da língua geral e o missionário religioso do Carmo da reforma.

 

As aldeias tinham, em regra, 100 homens de armas, cada uma.

 

Segundo documentos do Arquivo Histórico Ultramarino, Francisco Xavier de Miranda Henriques, quando capitão-mor do Rio Grande concedeu datas de sesmarias as seguintes pessoas: Alexandre Gomes da Câmara e Jorge Félix de Souza, no sítio “Corrigo do Cabello”; ao Pe. Ventura Dias, no local das Serras Negras, no sertão do Açu; a d. Ana da Fonseca Gondim, viúva do coronel Manoel Araújo de Carvalho, na ribeira do Apodi. Proveu cargos de: capitão da Infantaria da Ordenança da ribeira do Mipibu, a Luiz de Queiroz; de Capitão de Cavalos da ribeira do Jundiaí, a João Rabelo da Costa; do posto de Sargento-mor do Regimento das ribeiras de Goianinha, a Manoel Antônio da Costa; de Tenente Coronel da Cavalaria da ribeira do Açu, a Félix Barbosa Tinoco; e de Capitão de Infantaria da Ordenança de Pé do regimento da Cidade do Natal, a João Batista Pereira.

 

Terminado seu governo no RN, viajou para Portugal e de lá retornou ao Nordeste brasileiro após ser nomeado a 19 de dezembro de 1754, Capitão-mor do Ceará, assumindo a 22 de abril de 1755. Foi nomeado então a 17 de dezembro de 1757, Capitão mor da Paraíba. Deixando o Ceará a 11 de janeiro de 1759 e empossando-se em janeiro de 1760, indo a sua gestão até 20 de abril de 1764.

 

O barão de Studart em “Notas para a História do Ceará”, elogiando a sua personalidade, destaca a sua honestidade e afirma que Miranda Henriques "não tinha posses, era paupérrimo".

 

A última notícia que temos dele remonta ao ano de 1765, quando em documento arquivado na freguesia de Santa Marinha da cidade de Lisboa, há informação de que ele atualmente (1765) era solteiro, mas que estava reconhecendo uma filha natural de nome Maria Luíza de Miranda Henriques, que foi batizada aos 27 de julho de 1730, na dita freguesia na condição de filha de pais incógnitos, mas a mãe dela era solteira e se chamava Tereza Margarida da Silva.

 

Já no ano de 1766, não se tem mais notícias do capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques, o que se supõe que o mesmo tenha falecido nesse ano ou um pouco depois com a idade de 64 anos ou 65 anos, possivelmente, em local não conhecido.

 

Transcreveremos na íntegra o documento no qual o capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques reconhece como filha Maria Luíza de Miranda Henriques, que tinha 35 anos por ocasião desse reconhecimento e sobre a qual não existem notícias.

RECONHECENDO UMA FILHA NATURAL NA FREGUESIA DE SANTA MARINHA, LISBOA, EM 1730


Como pede Lbª 15 de julho de 1765.

 

Ex.mº  R.mº G.

 

Dis Francisco X.er de Miranda H.es q  D. Maria Luiza de Miranda H.es he fª natural do sup.te q a houve de D. Thereza Margarida da Sylva molher nobre e donzella, e a tempo em q o sup.te era, e he athualmte solteyro, e foy Baptizada na Fregª de Stª Marinha em 27 de julho de 1730 como fª de Pais incógnitos, e porq na verdade he fª do sup.te e como tal a reconheceu sempre, e a educou em sua própia caza, e a mandou baptizar legando ao Padrinho q foy Thomaz Pedro, e D. Lourenço de Soutto Mayor que tocou por N. Srª da Conceição por sua Madrinha, que o sup.te por descargo de sua conciencia, e pª q no futuro não haja duvida de ser sua fª q a margem do assento de seu Batismo se declara ser fª natural do Supte e da sobredª May q já he falecida, expressando-se q a mesma declaração se faz a Requerimtº do Sup.te em suplica por ele assinada, e com efeito assigna esta, em fe de ser verd.e todo o Reqºt mas porq senão pode por a dª verba de declaração sem despacho de V. Exª.

 

P. A V. Exª lhe fasa a mtº ordenar q o Rdº Parrocho ganha a dtª verba da declaração com toda a individuação por isso, e expressando q esta suplica foy asignada pelo sup.te e seu sinal reconhecido.

 

Francº X.er de Miranda H.es.                   E. R. Me.

 

Reconheço o sinal asima ser de Francº X.er.

 

Existiu outra filha natural do capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques, por nome Luzia Maria, natural de Natal/RN, e que só foi possível saber da sua existência devido ao assento de batismo transcrito logo abaixo, onde informa que Luzia Maria casou com João de Barros Coelho, e da união nasceu em 4 de março de 1776 a filha Maria, e que segundo o assento de batismo, essa Maria era neta materna do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques e de Antônia Maria do Sacramento.

 

Termo de batismo de Maria: Antigo Livro de Batizados da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação de Natal/RN.

 

MARIA, filha legitima de Joam de Barros Coelho, natural do Recife, e de Luzia Maria, desta cidade, neta paterna de José Coelho de Barros e de Maria Álvares de Lima, naturais do Recife, e pela materna do capitão Francisco Xavier de Miranda Henriques e de Antônia Maria do Sacramento natural desta cidade nasceo a quatro de Março do anno de mil sete centos e Setenta e Seis, e foi baptizada com os Santos Oleos de licença minha nesta Matris pelo Padre Coadjutor Bonifacio da Rocha Vieira aos vinte de março do dito anno: forao Padrinhos o Ajudante Antonio de Barros Passos, e Antonia Maria do Sacramento, viúva; de que mandei lançar este asento, em que me asiney. Pantaleao da Costa de Arº. Vigrº do Rio Grande.

 

PAI DE UMA LUZIA MARIA, ESPOSA DE JOÃO DE BARROS COELHO

O capitão Francisco Xavier de Miranda Henriques teve união com uma outra mulher, de nome Maria Cândida, e dos filhos, sabe-se com certeza o nome de apenas um., que é Antônio José Correia de Sá, cujas informações segue:

 

Antônio José Correia de Sá, que reproduzia o sobrenome Correia de Sá da avó paterna Maria Catarina Correia de Sá e Benevides. Esse Antônio José Correia de Sá foi militar, era natural do estado do Rio Grande do Norte, e foi para o estado do Ceará, onde casou com Ana de Souza Marinho, natural da Freguesia de Russas/CE, filha de Antônio de Souza Marinho e de Antônia Correia. Segundo consta no site “Famílias Cearenses”, Antônio José Correia de Sá e Ana de Souza Marinho foram pais de um Francisco Xavier de Miranda Henriques (repete o nome completo do avô paterno, o capitão-mor), que por sua vez casou aos 31 de maio de 1772, na igreja de Russas com Ana dos Mártires do Espírito Santo, filha de Luiz José da Costa e de Joana Bezerra de Menezes.

 

Relativamente ao filho Francisco Júnior ocorre que ao tempo que o Capitão-mor residiu na Capitania da Paraíba, provavelmente manteve relações com uma mulher possivelmente paraibana, cujo nome não foi possível identificar, e da qual vem Francisco Xavier de Miranda Henriques Filho (Xavier da Bolandeira), como segue:

 

Francisco Xavier de Miranda Henriques Filho, que era conhecido por Xavier da Bolandeira porque morava em seu engenho Bolandeira, habitou na região do Brejo de Areia/PB, deixando grande descendência em território paraibano de seu casamento com Joana do Rego Bezerra, com ramificações no estado do Rio Grande do Norte.

 

2- Pais do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

José de Miranda Henriques, natural de Lisboa, Portugal, e Maria Catarina Correia de Sá e Benevides, natural de Goa, que pertence a Índia, mas que anteriormente esteve durante 400 anos sob domínio de Portugal, casados em primeiro de outubro de 1695, na igreja de Nossa Senhora dos Mártires da cidade de Lisboa.

 

É importante informar que partes do livro original de matrimônios da Freguesia de Nossa Senhora dos Mártires da cidade de Lisboa do período em que foi registrado o casamento dos pais do capitão Francisco Xavier de Miranda Henriques, foram destruídas pelo incêndio ocasionado pelo grande terremoto em que foi vítima a cidade de Lisboa no ano de 1755, no entanto o registro desse casamento foi possível ser salvo, não sendo as suas páginas atingidas pelo incêndio, e por isso foi possível a sua transcrição para o livro de casamentos do período de 1756 a 1781 da freguesia de Nossa Senhora dos Mártires de Lisboa, p. 86, cuja transcrição segue logo abaixo:

 

“Por despacho do Exmº Snr Arcebispo da Sacedimonia Vigario Geral neste Patriacardo, abri o assento segte: Em o primeiro dia do mes de outubro de mil seis centos noventa, e cinco, nesta Igreja de Nossa Senhora dos Martires desta Cidade de Lisboa, em prezença do Padre Francisco Machado Cura da dita Igreja Aonde mais presentes como testemunhas, o Padre M.el Alves Pereira, Antonio da Silva, em virtude de hum mandado do Doutor Sebastiam Monteyro da Cid.e Juiz dos Cazamentos; se cazaram por palavras de prezente em face da igreja: José de Miranda Henriques filho de Bernardo de Miranda Henriques, e de D. Antonia da Silveyra, baptizado em Santo Estevam de Alfama, com D. Maria Caterina Correia de Sá, filha de Joam Correia de Sá e Benevides, e de D. Sebastiana Sarmento; baptizada na Sé de Goa, de que fis este assento, que asigney. Abril. Vinte de mil sete centos e sessenta, e dois. O Cura M.el de Carvalho.”

 

LIVRO DE MATRIMÔNIOS (1756-1781) DA FREGUESIA DOS MÁRTIRES, P.86



 3- Avós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

Bernardo de Miranda Henriques, natural de Setubal, Portugal, que veio para o Brasil, e ocupou o Governo da Província de Pernambuco, falecido em novembro de 1670, e Antônia Francisca da Silveira, natural de Lisboa, Portugal.

 

4- Avós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 João Correia de Sá e Benevides, natural do Rio de Janeiro/RJ, nascido por volta de 1641, era moço fidalgo da Casa Real, e fidalgo cavaleiro por mercê de 08 de março de 1672, foi capitão do Alantejo, mestre de campo no Rio de Janeiro e general do Exército da Índia, e no ano de 1676 era Governador de Ormuz, que foi uma importante cidade marítima e um pequeno reino próximo a entrada do golfo Pérsico, e a 3ª esposa Sebastiana Sarmento.

 

5- Bisavós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

5.1- Antônio de Miranda Henriques e Mariana Borges de Melo, falecida aos 19 de janeiro de 1645, naturais de Portugal, pais de Bernardo de Miranda Henriques.

 

6- Bisavós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

6.1- Salvador Correia de Sá e Benevides, natural de Cádiz, Andalusia, Espanha, nascido por volta de 1602 e falecido no dia 1 de janeiro de 1688, com 86 anos de idade, em Lisboa, Portugal, Alcaide Mor do Rio de Janeiro/RJ, foi Governador do Rio de Janeiro de 1637 a 1643, e Juana Catarina Ramírez Barbosa de Velasco Ozório de Ugarte, natural de Tucuman, Argentina, casados por volta de 1632, em La Rioja, Argentina, pais de João Correia de Sá e Benevides.

 

7- Trisavós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

7.1- Aires de Miranda Henriques, que foi Comendador da Ordem de Cristo e Capitão Mor de Naos, na Índia, e Violante da Silva, naturais de Portugal, pais de Antônio de Miranda Henriques.

 

7.2- Manoel Borges de Macedo e Inês de Melo, naturais de Portugal, pais de Mariana Borges de Melo.

 

8- Trisavós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

8.1- Martim Correia de Sá, natural do Rio de Janeiro/RJ, nascido por volta de 1575 e falecido aos 10 de agosto de 1632, com 57 anos no Rio de Janeiro/RJ, que foi Governador do Rio de Janeiro de 1602 a 1608, e de 1623 a 1632, e Maria de Mendonza y Benevides, nascida por volta de 1580 e falecida aos 29 de novembro de 1615, no Rio de Janeiro/RJ, pais de Salvador Correia de Sá e Benevides.

 

8.2- Pedro Ramírez de Velasco Ugarte, natural de Santiago del Estero, Província Argentina, foi Tenente General, Governador do Chile, e também foi Mestre de Campo General das Índias, e Maria Ozório de Villagra Mexia e Salazar, natural de Tucuman, Argentina, pais de Juana Catarina Ramírez Barbosa de Velasco Ozório de Ugarte.

 

9- Tetravós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

9.1- Rodrigo de Miranda Henriques e Joana Pereira de Sampaio, naturais de Portugal, pais de Aires de Miranda Henriques.

 

9.2- Vasco Fernandes Homem, natural de Évora, Portugal, e Leonor de Andrade, natural de Lisboa, Portugal, pais de Violante da Silva.

 

Observação: O português Manoel Mascarenhas Homem, capitão-mor do Rio Grande, era filho do casal Vasco Fernandes Homem e de Leonor de Andrade.

 

9.3- Damião Borges e Inácia Florim, naturais de Portugal, pais de Manoel Borges de Macedo.

 

9.4- Braz Fragoso e Joana de Melo, naturais de Portugal, pais de Inês de Melo.

 

10- Tetravós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

10.1- Salvador Correia de Sá, o Velho, natural de Quinta da Pena Boa, Barcelos, Distrito de Braga, Portugal, nascido por volta de 1533 e falecido em 1631, em Portugal, que foi Governador do Rio de Janeiro do período de 1568 a 1572, e também do período de 1578 a 1598, e Inês de Souza, natural de Portugal, pais de Martim Correia de Sá.

 

10.2- Manoel de Benavides y Florez, natural de Albacete, Castila de La- Mancha, foi IV Senhor de Rosas, Fidalgo Castelhano, Alcáide Mor e Castelão da Fortaleza de Santa Catarina da Ilha de Cádiz, e Cecily Bourman, natural da Inglaterra, Condessa de Leigh, pais de Maria de Mendonza y Benevides.

 

10.3- Juan Ramírez de Velasco e Catarina de Ugarte, naturais da Espanha, pais de Pedro Ramírez de Velasco Ugarte.

 

10.4- Francisco de Vilagra e Vilaroel, natural de Santiago de Chile, foi fazendeiro no Tucuman, Argentina, foi Mestre de Campo e conquistador do Chile, e Maria Justina de Mexia e Salazar, natural da Argentina, pais de Maria Ozório de Villagra Mexia e Salazar.

 

11- Pentavós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

11.1- Henrique Henriques de Miranda, que foi alcaide-mor de Fronteira e comendador de Nossa Senhora de Alcaçova da Ordem de Avis, Portugal, e Maria de Souza, naturais de Portugal, pais de Rodrigo de Miranda Henriques.

 

11.2- Antônio Pereira de Sampaio, da Ilha Terceira, Portugal, e Maria Tibao, naturais de Portugal, pais de Joana Pereira de Sampaio.

 

11.3- Pedro Homem e Violante da Silva, naturais de Portugal, pais de Vasco Fernandes Homem.

 

11.4- Estevão Gago de Andrade e Violante de Carvalho, naturais de Portugal, pais de Leonor de Andrade.

 

11.5- João Borges e Inês de Oliveira de Macedo, naturais de Portugal, pais de Damião Borges.

 

11.6- Manoel Fernandes Florim e Inês Monteiro de Melo, naturais de Portugal, pais de Inácia Florim.

 

12- Pentavós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

12.1- Gonçalo Correia da Costa e a 1ª esposa Felipa de Sá, naturais de Portugal, pais de Salvador Correia de Sá, o velho.

 

12.2- Duarte Mendes e Leonor Henriques, naturais de Portugal, pais de Inês de Souza.

 

12.3- Sancho de Benavides y Mendonza e Isabel Florez, naturais da Espanha, pais de Manoel de Benavides y Florez.

 

13- Hexavós paternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

13.1- Aires de Miranda, que foi Alcaide Mor de Vila Viçosa, Portugal, e Briolanja Henriques, naturais de Portugal, pais de Henrique Henriques de Miranda.

 

Observação: Foi a partir do casal Aires de Miranda e Briolanja Henriques que surgiu a Família Miranda Henriques em Portugal, com ramificações no Brasil.

 

13.2- Rui de Abreu Pessanha, Alcaide Mor do lugar Elvas, Portugal, e Joana de Souza de Almeida, naturais de Portugal, pais de Maria de Souza.

 

13.3- Vasco Fernandes Homem, que foi Comendador de Freiria e de Évora da Ordem de Aviz, e Helena de Aires, naturais de Portugal, pais de Pedro Homem.

 

13.4- Manoel Mascarenhas e Catarina Vieira, naturais de Portugal, pais de Violante da Silva.

 

13.5- André Gago e Inês Serrão, naturais de Portugal, pais de Estevão Gago de Andrade.

 

13.6- Gonçalo Pires de Carvalho e Mécia Gago, naturais de Portugal, pais de Violante de Carvalho.

 

14- Hexavós maternos do Capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques:

 

14.1- Rui Vasquez e Isabel Correia, naturais de Portugal, pais de Gonçalo Correia da Costa.

 

14.2- Gonçalo Mendes de Sá, Cônego da Sé de Coimbra, natural de Portugal, pai de Felipa de Sá.